Fora Netanyahu
Netanyahu enfrenta manifestantes reclamando sua renúncia, cansados da política ultradireitista que conduz ao genocídio na crise epidêmica, agravada por denúncias de corrupção
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Manifestantes se reúnem contra o governo israelense perto da residência de Netanyahu | Foto: Ahmad GHARABLI / AFP

Esse já é o 11º final de semana consecutivo de protestos contra o regime de extrema-direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Israel está em uma crise política profunda há mais de um ano, foram realizads 3 eleições parlamentares para que se pudesse chegar a um acordo a fim de garantir a governabilidade, com o revezamento entre Netanyahu e Gantz (que ficou em segundo em todas essas eleições) como primeiro-ministro.

Israel, então, adotou um governo de coalizão, mas que não está conseguindo atenuar a crise. A insatisfação popular é enorme contra essa ditadura de extrema-direita.

A forma como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está lidando com a crise epidêmica, além dos três denúncias de corrupção nas quais está envolvido, deram impulso aos protestos que estão levando milhares de manifestantes às ruas em Jerusalém. No ano passado, ele foi acusado de suborno, fraude e quebra de confiança.

Em janeiro, seu julgamento passará para uma fase de testemunho com três sessões por semana.

Melhor sorte não socorre à Netanyahu em relação à crise com o coronavírus. A forma como está lidando  tem sido muito criticada, até por ter reaberto prematuramente a economia em maio, logo após controlar o vírus em seus primeiros estágios na primavera, tendo como repercussão um aumento no número de casos. Por conta disso, Israel está lutando contra uma série de infecções confirmadas que ultrapassam 113.000 casos e o número de mortos se aproxima de 1.000.

Proprietários de empresas, trabalhadores do dia a dia e empreendedores menores e vulneráveis ​​que foram duramente atingidos pelos fechamentos provocados pela pandemia participam de manifestações anti-Netanyahu. A taxa de desemprego está pairando acima de 20%.

As manifestações reclamam a renúncia do primeiro-ministro, e o seu afastamento do cargo enquanto está sendo julgado por acusações graves.

Enquanto a imprensa se refere a cerca de 20.000 participantes da manifestação em Jerusalém no sábado, os organizadores, citando pulseiras que distribuíram a todos os participantes, disseram que a assistência foi de 37.000 manifestantes.

É possível encontrar nas redes sociais o registro da manifestação quando vários participantes são vistos sendo arrastados pela polícia perto da residência de Netanyahu. E já faz 11 semanas que as manifestações vêm se repetindo nas ruas, com o povo segurando bandeiras israelenses e pretas simbolizando um dos movimentos de protesto, em grandes aglomerações como o de sábado em Jerusalém, mas também menores em viadutos, praças e próximo à casa do primeiro-ministro na cidade nobre de Caesaria.

“Chega com a Divisão!” e “Isso não é política, isso é crime”, diziam alguns dos cartazes.

Mas a crise política em Israel é anterior a isso tudo, e já se desenrola há mais de um ano.

Netanyahu, do partido Likud, e Gantz ‘Blue and White, primeiro e segundo colocados respectivamente, formaram uma coalizão em maio, após três eleições inconclusivas, e que não eliminaram as diferenças entre os dois.

A coalizão governamental de Netanyahu sobreviveu temporariamente ao colapso esta semana após um acordo com o “primeiro-ministro alternativo” Benny Gantz, seu rival e principal parceiro da coalizão, para adiar a votação do orçamento até dezembro.

Se os dois parceiros da coalizão não tivessem concordado em adiar a aprovação do orçamento, o governo teria entrado em colapso e Israel teria ido às suas quartas eleições gerais em menos de dois anos.

Mesmo assim, o acordo a fim de garantir a governabilidade, com o revezamento entre Netanyahu e Gantz, não está conseguindo atenuar a crise. A insatisfação popular é enorme contra essa ditadura de extrema-direita no poder.

Políticos de extrema-direita em Israel falam abertamente na necessidade de eliminar os palestinos para ter “segurança” no País e garantir a “sobrevivência” do Estado judeu. Israel é oficialmente um estado judeu, e a extrema-direita sempre argumentou que seria necessário conter a “bomba demográfica” palestina para garantir que o País continuasse sendo judeu. A população palestina é apresentada como uma ameaça por sua simples existência. Parecido com o modo como os nazistas viam os judeus, como uma ameaça à Alemanha por existência e por sua etnia.

Mas não é só. Um dos maiores exemplos de como o imperialismo procura desmantelar os governos nacionalistas para impor a política neoliberal é a criação do criminoso e artificial Estado de Israel. Formado em 1948, Israel é um Estado criado pelos países imperialistas no meio do Oriente Médio – em uma região já habitada por outros povos. Controlado ferrenhamente pelo imperialismo, Israel é um enclave colocado estrategicamente para que a burguesia mundial pudesse interferir diretamente – e, inclusive, belicamente – em suas investidas contra os povos palestino, persa, turco e árabe, a fim de sugar todas as suas riquezas, particularmente o petróleo, e impedir o movimento de unificação para que pudessem ter mais forças para impedir as convenientes intervenções estrangeiras.

Hoje, não só Israel se depara com a resistência e o enfrentamento da população contra essa política genocida e de exploração do trabalhador, como também os EUA, com as crescentes manifestações contra a segregação racial, racismo, e a defesa do estado democrático de direitos, também encara o acirramento da luta de classes, contra o crescente desemprego e o empobrecimento de muitos.

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