Assessor ouvido em depoimento sobre caso Marielle é assassinado no Rio

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O corpo de Carlos Alexandre Pereira Maria, de 37 anos, foi encontrado por policiais do 18º BM ,  com marcas de tiros e dentro de um carro. na localidade conhecida como Bioiúna, na Estrada Curumau, no bairro da Taquara, Zona Oeste do Rio. Agentes da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital estão apurando o caso.
Alexandre era colaborador do vereador Marcello Siciliano (PHS), ouvido semana passada no inquérito que apura os assassinatos da vereadora Marielle
Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, que foram mortos na região central do Rio, no último dia 14 de março.

Uma das linhas de investigação sobre a morte do colaborador abrange a suposta ligação de Alexandre com milicianos na Zona Oeste. A relação dele com o vereador também será alvo da investigação da DH. O crime aconteceu por volta das 20h45m. De acordo com relatos de testemunhas aos PMs do 18º BPM, pouco antes de atirar contra a vítima, também conhecida como Alexandre Cabeça, um dos assassinos gritou: “Chega para lá que a gente tem que calar a boca dele”. Depois, abriu fogo.

A vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) foi morta a tiros com munição pertencente a um lote vendido para a Polícia Federal de Brasília em 2006. A polícia recuperou 9 cápsulas no local do crime. O lote é o mesmo de parte das balas utilizadas na maior chacina do estado de São Paulo, em 2015, e também nos assassinatos de 5 pessoas em guerras de facções de traficantes em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

O ministro da Segurança diz que as balas foram roubadas na sede dos Correios na Paraíba, “anos atrás”. O Ministério da Segurança afirma, por sua vez, que a agência dos Correios na Paraíba foi arrombada e assaltada em julho de 2017 e que no local foram encontradas cápsulas do mesmo lote de munição. Muita embora tenha havido menção ao fato dos assassinos terem se manifestado quanto a quererem calar a boca de Alexandre, até o momento não houve por parte da perícia qualquer pronunciamento a respeito da balística que comprove a utilização do mesmo lote de balas utilizado na morte de Marielle.

O corpo de Alexandre foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML), de onde, segundo a DH, deverá ser liberado nesta segunda-feira. Ainda não há informações sobre a motivação do crime. A assessoria de Siciliano informou que Alexandre atuava junto aos moradores de localidades da Zona Oeste, onde era líder comunitário. Ele identificava
necessidades e as repassava para o parlamentar. Em seu perfil no Facebook, a vítima dizia ser “assessor parlamentar” de Siciliano e informava que havia começado no cargo no último dia 3 de abril. Ele também postava fotos do que chamava de “fiscalização” em obras feitas a pedido do vereador. A assessoria do parlamentar, porém, argumenta que Alexandre era apenas colaborador.