Perseguição e censura
Segundo dados da CGU, desde o começo do mandato de Jair Bolsonaro, foram registradas 680 denúncias por assédio moral entre servidores públicos federais.
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Governo Bolsonaro está cada vez mais militar e intimidando servidores opositores. | Foto: Marcos Correa/PR

Os governos de extrema direita são caracterizados principalmente pelas perseguições ideológicas, não somente a partidos políticos opositores, mas todos aqueles que dentro da sociedade possam apresentar algum perigo a manutenção do governo e suas políticas que agem contra os trabalhadores. Dentro destas “ameaças”, encontram-se os servidores públicos, afinal os mesmos desempenham papéis fundamentais na manutenção do Estado, principalmente aqueles em escala federal. Como era de se esperar, essa também é uma característica do governo de Jair Bolsonaro. Segundo dados da CGU (Controladoria-Geral da União), desde o começo do mandato de Jair Bolsonaro, foram registradas 680 denúncias por assédio moral entre servidores públicos federais, o que representa um pouco mais de uma denúncia por dia.

De janeiro a julho deste ano já foram registrados 254 relatos, e entre os Ministérios que lideram o ranking estão o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Educação, Saúde, Economia e a própria CGU, além de instituições de ensino como a Universidade Federal de Goiás, a Universidade Federal do Mato Grosso e a Universidade Federal do Amazonas. Em todo o ano de 2019 foram registrados 426 relatos, um aumento de 20% se comparado a 2018, em que as denúncias chegaram a 356 e um aumento de 49% em comparação a 2017, onde foram registradas 285 denúncias, que são realizadas pelo portal Fala.br e até mesmo a Polícia Federal e o Ministério Público.

Os relatos são principalmente de perseguições de cunho ideológico. Palavras como “esquerda”, “petista” e “Lula Livre” são utilizadas para intimidar, extrair informações sobre a orientação política dos servidores além de serem recorrentes as ameaças de exoneração e de abertura de processos administrativos, como também a mudança de setores dentro dos Ministérios como forma de coagir ou “punir” aqueles que seriam contrários ao governo. Fora os assédios direcionados aos servidores, foi identificado também dentro do governo o Assédio constitucional, que consiste em utilizar o coletivo para desqualificar instituições e servidores, como já ocorreu no Ministério da Cultura, inclusive é da pasta que surge a denúncia de que o governo estaria levando pautas ideológicas para dentro do ministério além de preencher cargos com pessoas sem experiência na área. Além disso, dentro dos assédios cometidos dentro do governo, há também a demissão de servidores da ala terceirizada.

Um famoso caso desse tipo de assédio ocorreu com o analista ambiental do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) José Olímpio Augusto Morelli, que em 2012 multou por prática de pesca irregular o então deputado Jair Bolsonaro. Logo nos primeiros meses de governo, em 2019, José foi exonerado quando estava em Brasília ocupando um cargo de chefia do órgão. Segundo relato, desde que a nova gestão entrou, José sofreu diversos assédios e também já sabia informalmente da sua exoneração.

O que ocorre dentro do governo federal e seus servidores no atual mandato é uma verdadeira perseguição a aqueles que “ousam” discordar daquilo que o governo tem como plano para os trabalhadores. Não podemos esquecer também do recente relatório do Ministério da Justiça em que se listavam servidores e professores ligados a movimentos antifascistas ou a outras questões ditas de esquerda, onde continham todas as informações dos mesmos. O que o governo pretende com esse tipo de perseguição e esses relatórios? Fica claro que o objetivo do governo golpista é censurar e até mesmo retirar todos aqueles que possam representar ameaça ou oposição à sua política genocida, substituindo por aqueles que corroboram com tudo que vem sendo feito, como os militares. Essa é uma forma fascista de garantir que todos estejam de acordo e não se questionem as decisões tomadas, seja substituindo servidores ou os coagindo para que permaneçam calados e façam aquilo que lhes é imposto.

Essa política não se resumirá aos servidores federais, o governo fascista de Bolsonaro está cada vez mais ofensivo para com os trabalhadores. É necessária a luta de toda a classe trabalhadora contra a censura, a perseguição e a ameaça da extrema direita.

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