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valinhos mst
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O assassinato do integrante do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), nesta quinta-feira, Luis Ferreira da Costa, de 72 anos, durante uma manifestação pela manhã em Valinhos (SP) reivindicando o fornecimento de água foi mais um duro golpe da extrema direita contra os trabalhadores sem-terra.

Luis foi assassinado por um bolsonarista na manifestação que tinha mais de 500 integrantes do MST e que  distribuíam alimentos em protesto contra a falta de água das mil famílias vivem no Acampamento Marielle Vive, localizado na Fazenda Eldorado Empreendimentos Ltda. O integrante do MST teve sua cabeça esmagada pela picape do bolsonarista.

O bolsonarista Leo Luiz Ribeiro, de 60 anos, foi preso em Atibaia (SP) e confessou que jogou o carro em cima dos manifestantes do MST. As testemunhas relatam que integrantes do MST foram ameaçados por Leo Luiz Ribeiro, que desceu de sua picape L-200 após o assassinato para mostrar que estava armado.

Apesar de estar preso, fica evidente que o bolsonarista assassino não vai sofrer nenhuma consequência e será solto pela justiça golpista. Assim como tantos outros pistoleiros e assassinos dos trabalhadores do campo.

O assassinato demonstrou que a extrema direita avança a passos largos contra os movimentos de luta pela terra, em especial o MST, e se sente a vontade para cometer as maiores barbaridades sem nenhuma preocupação. A comprovação foi acentuada na discussão de advogados do MST e os irmãos do assassino bolsonarista, onde defenderam a ação de Leo Luiz RIbeiro. O vídeo mostra o irmão do bolsonarista dizendo “tem que passar em cima”, “eu sou contra nego fazer passeata e atrapalhar todo mundo”, justificando atropelar dezenas de manifestantes.

Ficar lamentando e aguardar a justiça golpista que sempre atacou o MST e os trabalhadores só vai garantir o avanço dos fascistas contra os trabalhadores. Permitir essas barbaridades e apontar para o pacifismo não vai barrar o avanço da violência. A ação dos fascista se dá, principalmente, porque as famílias sem-terra estão sem a mínima possibilidade de se defender.

O MST tem que reagir a altura dos ataques da extrema direita, pois estão sendo ameaçados constantemente e os assassinatos se multiplicam após o golpe. É preciso se defender diante dos ataques dos bolsonaristas e do avanço da extrema direita no campo.

É evidente a necessidade da criação de comitês de autodefesa nos assentamentos, acampamentos e nas manifestações e luta pelo direito ao armamento dos trabalhadores diante das ameaças dos latifundiários e dos bolsonaristas.

 

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