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Um dos representantes da Associação dos Caboclos, indígenas e Quilombolas da Amazônia (CAINQUIAMA), Paulo Sérgio Almeida Nascimento, foi assassinado na madrugada desta segunda-feira (12) com quatro tiros no município de Barcarena. Paulo Sérgio estava denunciando desde o ano passado, as irregularidades das empresas mineradoras do município que estavam jogando resíduos tóxicos nos rios e contaminando a população.

Devido a essas denúncias, Paulo Sérgio vinha recebendo ameaças de morte e, apesar de todos os indícios e ameaças, teve a entrada no programa de proteção negado por Jeannot Jansen, então Secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará.

O líder comunitário estava com a cabeça a prêmio, no valor de R$ 40 mil, e sua foto com informações falsas de crimes rodavam os grupos de Whatsapp da região. As forças policiais da região atuavam em defesa das mineradoras e chegaram a invadir a sede da CAINQUIAMA.

Semanas antes do assassinato ocorreu um dos maiores desastres ambientais do Pará, quando após as chuvas rejeitos da mineração vazaram e contaminaram diversos rios arruinando a pesca, principal meio de vida de toda a população na região, realizado pela maior produtora de alumínio do mundo, a Hidro Alunorte, da norueguesa Norsk Hydro. A empresa é acusada também de possuir dois canais não autorizados de despejo de efluentes tóxicos nos rios.

A situação com a mineradora é de conflito e houve o pedido de proteção para todos os integrantes da Associação Cainquiama devido as ameaças, mas o governo do estado recusou.

Segundo o advogado da Cainquiama, Ismael Moraes, “os mesmos policiais que fazem segurança privada para a Hydro foram os que invadiram a sede da associação. Acreditamos que as relações são evidentes. O Paulo Sergio não tinha qualquer inimigo ou desafeto. A única entidade que era inimiga dele é a Hydro”.

A situação ainda é crítica na região, pois as ameaças não cessaram e estão sendo executadas. O governo golpista do Pará, sob coordenação do tucano Simão Jatene, está causando um massacre contra a população que se levanta contra os abusos das empresas e latifundiários. As forças policiais, e como foi visto nesse caso, atuam como serviçais das mineradoras, latifundiários e grileiros de terra.

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