Representante do imperialismo
Iugoslávia, Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, Ucrânia, Iêmen, Somália, Paquistão são algumas países em guerra devido a intervenção direta ou indireta dos EUA com apoio de Biden
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Vice President Joe Biden, speaks to a crowd of more than 200 servicemembers and civilians as Staff Sgt. Pearl Alomar (standing in the front row, third to the left of the vice president) listens to his message of thanks and his appreciation for military members and their families Jan. 13 on Camp Victory, Iraq. Sergeant Alomar was one of five Airmen standing behind the vice president as he spoke. U.S. Air Force photo by Senior Airman Andrew Lee)
Biden em frente as tropas do exército dos EUA, um de seus grandes aliados. | Foto: Reprodução

O presidente recém eleito dos EUA Joe Biden era o principal representante do imperialismo nas eleições, ou seja, ao contrário do que pode aparentar à primeira vista, Biden é muito mais agressivo que Trump, não no que tange os discursos e a retórica, mas uma agressividade bem mais relevante, aquela que concerne o assassinato de milhões de pessoas em todo o mundo. Joe Biden é o candidato da guerra, contra os povos explorados do mundo é claro, ele tem um extenso histórico que chega a gerar medo acerca das possíveis guerras que o novo presidente da maior potencial imperialista pode iniciar.

 

Iugoslávia

Na década de 1990, após anos de guerra impulsionados pelo imperialismo para acabar com qualquer resquício de socialismo no país, a Iugoslávia se dividia em diversos pequenos países e estava em uma situação de completa calamidade. Neste contexto para destruir seu inimigo principal que era o governo da Sérvia o imperialismo por meio da OTAN, encabeçada pelos EUA, realizou um bombardeio genocida no país em 1999. Biden apoiou o bombardeio que matou milhares de pessoas e destruiu uma enorme parcela da infra estrutura de Belgrado, fábricas, pontes, escolas, hospitais etc.

 

Iraque

É fato que a família Bush apoiou Biden nesta ultima eleição, e no que concerne as guerras Bush é quase sinônimo de invasão do Iraque. Biden apoiou a invasão do Iraque desde a década de noventa, continuou apoiando durante todo período da guerra e não nega esse apoio até os dias de hoje. Em 1998, 5 anos antes da invasão, ele deixou bem claro em uma de suas falas no senado dos EUA, quando ele era o democrata mais importante do Comitê de Relações Externas, que era preciso “derrubar esse filho da —-, derrubar o Saddam”.

Já em 2004 ele afirmou que nunca acreditou que o Iraque possuía Armas de Destruição em Massa, a desculpa oficial dos EUA para invadir o país, destruí-lo completamente e assassinar mais de 1 milhão de pessoas. Desde o início estava bem evidente para Biden, é preciso ocupar o Iraque, custe o que custar, para controlar seus poços e o próprio mercado do petróleo.

 

Líbia

 

A Líbia antes do golpe imperialista era um dos países mais ricos da África com altas taxas de desenvolvimento nos campos da saúde, moradia, alfabetização e uma grande infraestrutura de irrigação importantíssima num país desértico. Assim o governo nacionalista de Kadafi era um grande inimigo do imperialismo, em 2011 o governo Obama-Biden bombardeou o país assassinando milhares de pessoas e destruindo grande parte da infra estrutura.

Toda a intervenção tinha como objetivo derrubar o regime nacionalista, que de fato conseguiram, provendo também informações para milícias pro imperialistas que capturaram o presidente Kadafi e o assassinaram. Hoje, após 9 anos da intervenção de Biden, a Líbia mal pode ser considerada um Estado, o país e disputado por diversos grupos armados, a economia foi destruída de tal forma que houve casos de venda escravos em praça pública!

 

Síria

 

Na Síria o imperialismo criou uma guerra civil brutal que já dura 9 anos e destruiu completamente o país, matou centenas de milhares de pessoas e criou milhões de refugiados, por cima disso os EUA ainda aplicaram sanções econômicas gigantescas durante a pandemia de covid-19. O processo golpista e a invasão pelas tropas dos EUA ambas aconteceram durante a administração Obama-Biden.

É importante destacar aqui que o imperialismo impulsionou o crescimento do Estado Islâmico como forma de atacar quaisquer forças nacionalistas árabes, tanto no Iraque quanto na Síria, e depois usou o próprio EI de demagogia para interferir ainda mais nesses países. Quando Trump afirmou que iria retirar as tropas estado-unidenses da Síria Biden fez uma dura crítica a esta política mostrando que ele apoia a manutenção desse genocídio que já dura quase 10 anos.

 

Ucrânia

O caso da Ucrânia é interessante por quebrar completamente a oposição entre Biden e o fascismo, afinal na administração por ele integrada foram financiadas milícias neonazistas para organizar um golpe de Estado contra o presidente Yanukovich, um político mais nacionalista alinhado com a Russia, para impor um regime completamente submisso ao imperialismo.
Apesar da derrubada do presidente o golpe não teve sucesso completo, assim se iniciou uma guerra civil na Ucrânia com ainda mais financiamento dos neo nazistas para tentar garantir a manutenção do regime pró imperialista. Foi denunciando as relações de Biden e seu filho com o regime golpista da Ucrânia que o jornalista Glen Greenwald foi censurado pelo jornal que ele próprio fundou, The Intercept.

 

Biden o carniceiro

 

É difícil contabilizar todos os países que sofreram intervenções dos EUA durante a administração Obama-Biden. Além dos citados acima os EUA esteve envolvido direta ou indiretamente com guerras no Afeganistão, no Iêmen, na Somália, no Paquistão. Também foram mandadas tropas para o Camarões e para Uganda e por meio da OTAN para outros países da África.

Biden é o representante do imperialismo, sua política, não irá mudar daqui para frente. Além das guerras genocidas que ele próprio ajudou a organizar houve os diversos golpes de Estado incluindo o próprio golpe de 2016 contra a presidenta Dilma que levou a prisão de Lula em 2018.

Frente à brutal força de dominação dos povos que é o imperialismo só há uma outra força capaz de enfrentá-lo, a classe operária internacional. Os trabalhadores, seja nos EUA, seja no Brasil, seja no Oriente Média, devem se unir e lutar contra o imperialismo, que no atual momento se expressa através do carniceiro Joe Biden.

 

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