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Nessa última semana, em meio ao caos no Estado, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), ordenou que agentes da prefeitura demolissem diversos quiosques de uma praça na Vila Kennedy, deixando dezenas de trabalhadores sem trabalho. Após a ruim exposição, o prefeito negou que autorizou a destruição, mas o mais interessante resultado desta ação foi a reação dos militares.

A comunidade foi a única em que ainda os militares fizeram uma operação e se colocaram contra a demolição. Disseram que a ação não devia ter sido levada daquela forma, que não se podia fazer daquela maneira etc. colocaram panos quentes para acalmar a população que ficou revoltada.

Isto é, mostram que estão pisando em ovos na questão da ocupação militar do Estado. Em um certo sentido, e isso torna a situação esclarecedora, não se tem soldados nas ruas da cidade. Eles tomaram conta da Secretaria de Segurança do governo, ou seja, tomaram conta do aparato do Estado, mas a intervenção em si não tem realidade nenhuma. A Vila Kennedy foi a única que recebeu soldados ao contrário de outras favelas situadas na cidade.

Quer dizer, o exército não apareceu na maior parte das favelas, o que demonstra que estão se preservando de enfrentamentos altamente desgastantes e, ao invés disso, estão fazendo um trabalho de investigação, de inteligência nas comunidades, preparando operações menos custosas para, posteriormente,  apresentarem isso para uma propaganda em favor das forças armadas.

Em um jogo duplo, ao mesmo tempo, eles ocupam uma posição importante e evitam entrar em bola dividida para evitar o desgaste.

Tudo isso acentua o caráter não dirigido a segurança pública da intervenção militar, por que se fosse dirigido a isso o exército já teria atuado nas ruas, ao invés da forma extremamente cautelosa atual.

Se a versão corrente fosse verdadeira as forças armadas já teriam invadido comunidades, prendido diversas pessoas, trocado tiro com traficantes, coisa que evidentemente não estão fazendo.

O que esclarece e reforça a conclusão geral de que as forças armadas ocuparam uma posição politicamente importante no que diz respeito a controlar a situação política nacional e não simplesmente combater o crime organizado.

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