Cinismo e demagogia
Repetiram-se os discursos de que nosso trabalho é um “sacerdócio”, pois se recusam a reconhecer nosso devido valor no holerite, único reconhecimento real no capitalismo
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"Professor Raimundo" e sua "frase celebre" | Foto: Reprodução

Como em todos os anos, no último dia 15, dia do professor, além da demagogia tradicional dos monopólios de comunicação e dos partidos da burguesia, defensores do ensino privado e beneficiários da ignorância, vimos o cinismo do governo golpista e ilegítimo de Bolsonaro e dos governos estaduais e municipais, responsáveis pelo maior genocídio deste século, que já levou à morte mais de 150 mil brasileiros, e por brutais ataques ao ensino público e ao professorado.

O governo Bolsonaro, por exemplo, veiculou peça publicitária, por meio da Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República, roteirizada e apresentada pelo Secretário Nacional de Alfabetização do MEC (Ministério da Educação), Carlos Nadalim, apresentado como discípulo do filósofo reacionário Olavo de Carvalho, apontado como suposto ideólogo do governo Na peça há menções há obras filosóficas que já tiveram edições com o prefácio escrito pelo próprio ‘guru’ dos Bolsonaros, e outras cujos livros estão intimamente ligados à decisões da vida pessoal de Olavo.

Procurando fazer demagogia com os professores, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o secretário da Educação, Rossieli Soares, anunciaram no dia 15, que o Estado vai fornecer chips com pacote de internet para professores e alunos da rede estadual, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. Segundo eles, a distribuição de chips começaria em novembro (não por coincidência, mês das eleições municipais) e oito meses após o fechamento das escolas por conta da pandemia do coronavírus, que já matou mais de 37 mil pessoas em SP.

O prefeito da capital paulista e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), participou de uma missa pelo dia do professor da Sé. Tanto na Capital como no Estado, mais ricos da federação, os governos tucanos aprovaram todo tipo de medida contra os professores, como  a reforma da Previdência para liquidar com as aposentadorias, reduzir os salários (com o aumento do desconto para a Previdência) e junto com todos os partidos da direita aprovaram no Congresso Nacional o “congelamento” dos salários de milhões de trabalhadores e de todo o funcionalismo, por mais dois anos, sendo que o professorados das redes públicas está sem reajustes há cerca de cinco anos.

Logicamente, não vão faltar discursos com parabéns desses e muitos outros cínicos que repetiram frases sobre a importância do nosso trabalho. Os mesmos que decidiram congelar nossos salários por mais dois anos, enquanto os preços da cesta básica sobem mais de 20%; que querem nos deixar até sem comer (como milhares de colegas que ficaram sem aulas, desempregados), mas que para ganhar votos, cinicamente, nos enchem de elogios, que de nada servem. 

Esses cretinos que nos “exaltam” em palavras, discursos, propaganda e promessas eleitorais, são também os mesmos que aprovaram o roubo de nossas aposentadorias, que tentaram impor a censura e a ditadura nas escolas com “o Escola com fascismo”(disfarçado de escola sem partido) e a militarização das escolas. São os serviçais dos bancos e dos tubarões do ensino privado que querem reabrir, a qualquer custo, as escolas, levando à morte um número ainda maior de educadores, pais e familiares e até de alunos, pois para esses abutres o que importa é somente o lucro.

Não dão a mínima para o professorado, para o ensino público e para a vida da população pobre e trabalhadora.

Por certo, dispensamos toda essa falsidade, seus cumprimentos etc.

Não nos iludimos, também com suas falsas promessas que, agora, se repetem na campanha eleitoral fraudulenta que estamos vivenciando. Nela os recordistas de abertura de covas, que nada fizeram para deter a pandemia, prometem vão cuidar da saúde; os que atacaram o ensino público, reprimiram nossas greves, aprovaram as “reformas” contra os trabalhadores, dizem que vão defender a Educação e fazem novas promessas para nossa categoria que eles pisotearam. 

Nada temos de esperar desses defensores do ensino pago e da elitização do ensino; da sua privatização crescente, de que estude apenas quem possa pagar.

Repetiram-se os discursos de que nosso trabalho é um “sacerdócio”, pois se recusam a reconhecer nosso devido valor no holerite, único reconhecimento real no capitalismo, uma vez que conversa fiada, discursos, não pagam contas, não enchem barriga etc.

Temos que aprender e ensinar que o caminho para reverter essa situação não pode ser encontrado nas urnas viciadas, na crença cega nas instituições do regime golpistas e, menos ainda, nas concessões e submissão à política reacionária da direita, abandonando reivindicações fundamentais para a maioria do povo.

Os professores e demais trabalhadores da Educação precisam se levantar, junto com os demais setores explorados, com a juventude, e se mobilizar pela derrubada do governo reacionário, pelo “fora Bolsonaro e todos os golpistas. Pela reconquista dos direitos de todo o povo, começando pela devolução dos direitos políticos da maior liderança popular do País, o ex-presidente Lula; para que Lula, nosso aliado na luta em defesa do ensino público possa ser candidato a presidente.

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