O maior lutador contra o golpe
Para não ter que explicar porque sua candidatura é impulsionada pela imprensa golpista, Guilherme Boulos falsifica sua atuação na luta contra o golpe e acusa o PCO
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Vigília democrática em solidariedade à Lula. Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. 05.04.2018 Foto: Adonis Guerra/SMABC
Luta contra a prisão de Lula | Arquivo

Em mais uma oportunidade, agora em entrevista para a jornalista Cynara Menezes no canal da revista Forum, o candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, desconversou sobre os argumentos levantados pelo PCO de que sua candidatura está sendo divulgada pela imprensa golpista, como uma manobra da direita para isolar a candidatura do PT. Mais ainda, Boulos se apressou em falsificar a realidade e atacar o PCO para fugir da crítica.

Cynara Menezes perguntou se as “acusações do PCO de que ele seria um candidato da burguesia seriam impulsionadas por setores do PT”. Boulos, então, respondeu que “prefere não acreditar que tais ataques são estimulados pelo PT” e ainda ainda emendou que seria uma “ingratidão” por parte do Partido dos Trabalhadores.

Em primeiro lugar, é preciso consertar a própria colocação da jornalista sobre as críticas do PCO. Diferente do que procura apresentar, a análise do PCO não diz que Boulos é um candidato burguês ou o candidato da burguesia. Esse privilégio, pelo menos por enquanto, quem tem é Bruno Covas, em primeiro lugar, mas também Márcio França e até mesmo Celso Russomano. Guilherme Boulos até o momento não conseguiu, embora devamos reconhecer seu esforço nesse sentido, se tornar um candidato da burguesia. Na realidade – e é isso é o que Boulos se recusa a explicar – sua candidatura está servindo como uma peça dentro da esquerda para uma manobra eleitoral da burguesia para isolar o PT.

Esse objetivo da direita não é apenas uma manobra de ocasião apenas para a eleição atual. Trata-se de uma manobra política geral, tendo em vista inclusive a eleição presidencial de 2022. As eleições municipais estão servindo em grande medida como um laboratório para a manobra que a burguesia preparar em nível nacional.

Tal golpe deveria ser claro. Basta analisar o comportamento da imprensa golpista diante da candidatura de Boulos. A Folha de S. Paulo, em primeiro lugar, mas também a Globo e o Estadão, apresentam Boulos como o nome da esquerda em São Paulo. Para quem ainda tem dúvida, é só comparar o tratamento dado por essa imprensa aos demais candidatos da esquerda, em particular Jilmar Tatto, do PT.

Essa imprensa golpista, que é especializada em caluniar a esquerda, trata Boulos com a maior doçura possível. O cúmulo nessa semana foi a declaração da jornalista Vera Magalhães, uma reconhecida figura de extrema-direita, defendendo Boulos contra o PT.

Diante desse fato, Boulos se cala. Isso porque, explicar tal coisa obrigaria o candidato do PSOL a se posicionar e, assim, ele estaria diante de duas alternativas: ou a imprensa golpista deixou de ser golpista e suas posições são destituídas de interesses, ou seja, a imprensa deixou de ser um órgão de propaganda da burguesia e passou a tratar as candidaturas democraticamente; ou o tratamento recebido por Boulos responde a um interesse bastante concreto da luta política que os golpistas levam adiante no País.

Nem mesmo uma criança de colo poderia acreditar na primeira opção, que seria tão ridículo quanto acreditar que tais elementos da imprensa adotaram Boulos e o PSOL porque estão indo à esquerda do PT.

O objetivo de tal manobra, como foi dito, é isolar o PT. Para isso, a direita precisa de alguns elementos da esquerda que possam servir como uma máscara para a manobra. Boulos e o PSOL são boas peças nesse golpe. Boulos porque tem sido um defensor da frente ampla com setores da direita e já se mostrou partidário na prática de tal aliança, tendo participado de atos com políticos do PSDB e do DEM, como o recente “Movimento direitos já”. O PSOL porque é um partido que, diferente do PT e particularmente de Lula, não tem base popular, o que o coloca facilmente a reboque da direita.

Logicamente que tais argumentos não tem nada a ver com os setores petistas, que Boulos “prefere acreditar”, que não estão estimulando as críticas do PCO. Seria um passo importante não apenas para as bases do PT, mas para todo o movimento de massas, entenderem o que está em jogo. Mas atribuir as posições do PCO a algum interesse sinistro do PT não é nada mais do que uma calúnia e mais uma maneira de desviar o foco dos argumentos centrais.

Para não ter que explicar tais fatos, Boulos não apenas ignora os argumentos e a realidade como, desesperado – e quem conhece a esquerda pequeno-burguesa sabe que nas eleições o desespero político é ainda mais acentuado – parte para mentiras e falsificações contra o PCO e a luta contra o golpe.

Segundo o candidato do PSOL, ele e seu partido foram os que mais lutaram contra o golpe e em defesa de Lula. Boulos insinua, ainda, sem citar diretamente, que o PCO não participou dessa luta. Da nossa parte, seria até um pouco cansativo repetir que até hoje o Partido é o único que não saiu das ruas contra o golpe, em defesa de Lula e agora contra Bolsonaro. Já da parte de Boulos e do PSOL, basta uma breve pesquisa sobre suas posições durante o golpe para lembrar que enquanto a direita partia para a ofensiva contra o governo do PT, Boulos e o PSOL diziam coisa como “esse governo é indefensável” e procuravam desviar a luta contra o golpe e a direita golpista com palavra de ordem “contra os ajustes de Dilma”.

Tais posições ambíguas, para dizer o mínimo, acompanharam o PSOL e Boulos durante todo o tempo até a prisão de Lula e até hoje. Mas Boulos não tem vergonha de falsificar a realidade e dizer que foi o que “mais defendeu Dilma e Lula fora do PT” e aproveita a falsificação para pedir “gratidão” do PT.

E é bom que se diga, é justamente por conta de tais posições confusas e ambíguas em relação ao golpe, em alguns caso até mesmo direitistas, que a imprensa golpista vê no PSOL um bom elemento na manobra para isolar o PT.

Segundo Guilherme Boulos, seria “fake news” a crítica do PCO de que sua candidatura está sendo impulsionada pela Folha de S. Paulo. Essa é a nova moda de quem não quer debater política. Mas já que o assunto é esse, deixamos o leitor com alguns exemplos que mostram que Boulos faz “fake news” ao dizer que foi ele e o PSOL os que mais lutaram contra o golpe.

O MTST nunca fez e nem vai fazer manifestação para o governo. Este governo é indefensável.(Guilherme Boulos em entrevista para a Revista Samuel em 2015)

 

Quando o PSOL disse que o golpe não era golpe

Boulos diz: PSOL foi expoente da luta contra o golpe. Será? Veja!

 

Aonde vai o PSOL?

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