Entrega ao imperialismo
Enquanto a venda de grandes empresas não acontecem, o governo Bolsonaro continua o seu projeto liberal pela venda das empresas subsidiárias estatais do país
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Governo Bolsonaro segue a política neoliberal de liquidar as empresas estatais brasileiras. | Foto: Reprodução

Uma das promessas de campanha do governo golpista de Jair Bolsonaro foram as privatizações das grandes empresas estatais brasileiras como os Correios, a Petrobras e a Eletrobrás. Apesar de para muitos liberais essas privatizações estarem ocorrendo em marcha lenta o que vemos no governo Bolsonaro é uma venda parcelada dessas empresas, onde aditivos e subsidiárias estão sendo liquidadas para assim diminuir o poder produtivo e o tamanho dessas estatais para serem definitivamente vendidas por completo, e isso não deve demorar para acontecer.

O governo não fez até o momento nenhuma enorme venda de uma estatal por completo, mas o desmanche das empresas brasileiras segue a todo vapor, onde até o final de 2020 sete estatais foram vendidas, justamente empresas que fazem parte outras ainda maiores como os próprios Correios e a Petrobras. O liberalismo e o capital privado vão chegando aos poucos as empresas estatais brasileiras, denunciando um grande plano de venda “parcelada” das riquezas do país aos interesses imperialistas.

Em meio a pandemia e o caos instaurado pela crise sanitária e econômica, o governo começou o desmonte das empresas estatais brasileiras de uma forma sem muitos alardes, com a consolidação da venda de aditivos e subsidiárias, um verdadeiro ataque a soberania nacional e a nossa Economia, que no momento se encontra em estado lastimável e sem previsão de melhora ou com um plano efetivo de recuperação nacional, aliás, a única alternativa apresentada pelo governo até o momento foi justamente a venda de estatais com estimativas de ganhos bem abaixo do verdadeiro valor dessas empresas além das estimativas imprecisas devido ao cenário incerto da crise econômica mundial intensificada pela pandemia, ou seja, a recuperação econômica é apenas um pretexto para entregar as riquezas nacionais de todos os trabalhadores nas mãos dos capitalistas.

As estatais brasileiras vendidas pelo governo Bolsonaro

Correiospar

Subsidiária dos Correios e responsável por criar e gerir novas subsidiárias da estatal de entregas e logística do país, em outubro de 2019 o Conselho de Administração dos Correios autorizou que o Correiospar fosse fechado e privatizado.

BR Distribuidora

Subsidiária da Petrobras, a BR Distribuidora era uma empresa estatal responsável por distribuição de combustível e gás natural. Em julho de 2019, a Petrobras autorizou a venda do controle da estatal que foi comprada no valor de R$9,6 bilhões.

Stratura Asfaltos

A Stratura Asfaltos era uma subsidiária da BR Distribuidora, que atua na fabricação e comercialização de asfalto no país. Como a BR Distribuidora já havia sido vendida e privatizada, a Strutura Asfaltos não é mais considerada uma estatal por ser sua subsidiária, além de se encontrar ainda em processo de venda.

BB Turismo                                                    

Subsidiária do Banco do Brasil, a BB Turismo atuava como uma agência de turismo e também era conhecida como BBTur, deve-se lembrar de como o turismo é um forte movimentador da economia nacional. A empresa ainda está no processo de fechamento após a sua privatização em 2019.

TAG

A TAG é mais um caso de subsidiária da Petrobras que foi vendida e atua na distribuição de gás no país. Foi vendida para o imperialismo francês representado pelo grupo Engie e também pelo fundo canadense CDPQ, em abril de 2019. A compra foi finalizada em julho do mesmo ano pelo valor de US$ 8,5 bilhões.

Logigás

Ao analisarmos as vendas do governo, vemos que o foco principal está nas subsidiárias da maior empresa estatal do país, a Petrobras, pois a Logigás também é mais uma empresa que fazia parte do grupo da estatal, responsável pela logística de gás natural da Petrobras. Em setembro de 2019 a empresa foi privatizada pela própria Petrobras.

ETN

Subsidiária da Eletrobrás que foi incorporada pela Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) que também é outra subsidiária da Eletrobrás. A compra foi realizada em julho de 2019.

Com vendas estratégicas em subsidiárias de grandes empresas estatais brasileiras, o governo Bolsonaro ao mesmo tempo que prejudica o funcionamento e precariza os serviços estatais vai aos poucos atendendo aos interesses capitalistas para liquidar de vez as riquezas de todos os trabalhadores. Não devemos esquecer que o ministro da Economia Paulo Guedes já sinalizou que em 2021 empresas como Petrobras, Eletrobrás e Correios devem entrar na lista prioritária de privatizações.

A venda de estatais e suas subsidiárias são um verdadeiro ataque a soberania nacional e aos interesses dos trabalhadores. Tanto as empresas maiores quanto suas subsidiárias devem ser geridas e fiscalizadas pelos trabalhadores, não por agentes do imperialismo e do capital estrangeiro. O combate ao governo Bolsonaro também é uma defesa da soberania nacional e das riquezas de todos os trabalhadores, a defesa das empresas estatais deve ser feita amplamente pela mobilização da classe trabalhadora.

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