As eleições não são saída. É preciso torná-las ato de luta contra o golpe. Lula presidente!

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Há menos de cinco meses da data marcada para as eleições, estas aparecem como nunca, como parte de um processo totalmente fraudulento, controlado pelos golpistas.

Violando a Constituição Federal, a direita golpista colocou na prisão o ex-presidente e maior liderança popular do País e líder inconteste nas pesquisas eleitorais, Luís Inácio Lula da Silva, único candidato da esquerda capaz de disputar com chances reais de vitória a disputa eleitoral.

Está por demais evidente que a direita quer fazer do processo eleitoral uma fraude ainda maior que em 2016 quando colou o PT e praticamente toda a esquerda na defensiva diante do impeachment comprado da presidente Dilma Rousseff. Querem usar as eleições – caso ocorram – para impor um candidato profundamente comprometido com o golpe de Estado e com a ofensiva que este desatou contra os trabalhadores (“reforma” trabalhista, terceirização sem limites, congelamento dos gastos públicos, privatizações etc.) que os golpistas querem intensificar no próximo período seja com um presidente claramente identificado com o golpe, de um partido de direita ou de “centro-direita” ou mesmo que busque encenar – sem qualquer legitimidade – alguma proximidade com a esquerda, como no caso de Ciro Gomes (ex-Arena, PDS, PMDB, PSDB, PPS … e hoje, no PDT).

Nestas condições, acreditar nas eleições como “tábua da salvação” e como “saída democrática” para a situação de crise atual não é mais que uma perigosa ilusão e caminho de frustração e derrota para os trabalhadores, a juventude e todos os que lutam contra o golpe e sua ofensiva contra os explorados e a economia nacional em favor dos interesses do grande capital estrangeiro e “nacional”.

Não se trata de negar a existência do processo eleitoral, de assumir uma posição marginal e não procurar intervir ai com as reivindicações e a política dos trabalhadores e de suas organizações no processo eleitoral. Mas de modo algum é correto adotar a política da esquerda que – repetindo a direita – se lança a semear ilusões no processo eleitoral e a abandonar qualquer perspectiva real de luta contra o golpe em função de supostos e mesquinhos resultados positivos nas eleições (no máximo como eleger um ou outro deputado a mais) em troca de endossar a fraude eleitoral e o aprofundamento do golpe que a direita persegue.

A tarefa é fazer das eleições uma tribuna de luta, de mobilização e organização dos explorados para derrotarem, por meio de uma mobilização revolucionária (que pode se manifestar nas eleições, mas não pode, de modo algum estar restrita a elas), ou seja, da luta nas ruas de todo o País do golpe de Estado.

Para tanto, é preciso – de imediato – intensificar a campanha em defesa da liberdade de Lula e em favor de sua candidatura presidencial, multiplicando os comitês de Luta contra o golpe, em defesa de Lula, pela anulação do impeachment etc., fazendo com eles funcionem como verdadeiros centros de ação, de mobilização, organizando atividades nos locais de trabalho, moradia e estudo, como panfletagens, colagens de cartazes, pichações  etc. como forma de impulsionar uma militância ativa e grandes mobilizações de rua.

Nesse sentido, a realização da Conferência Nacional Aberta  proposta pelo Partido da Causa Operária e em debate pelos Comitês de diversas regiões do País, pode se constituir em um importante centro de organização dessa necessária luta e da superação da política abutre dos que buscam semear ilusões nas eleições e conduzir o movimento de luta dos explorados para uma derrota de grande profundidade.

Intervir nas eleições, lutando pela liberdade de Lula, por Lula presidente, por candidaturas operárias e socialistas, de luta contra golpe, de defesa da anulação do impeachment, do cancelamento das “reformas” de Temer e toda a quadrilha golpista e abrir caminho para uma vitória da mobilização dos explorados.