As eleições estão fraudadas pela direita, não se trata de uma luta entre “propostas”

O Brasil inteiro foi alvo da maior fraude eleitoral já vista em todos os tempos. Umas das “mágicas” orquestradas por esta caixa-preta chamada urna eletrônica foram as surpresas em favor de candidatos bolsonaristas. Praticamente desconhecidos, não tinham grande intenção de voto até a véspera das eleições, mas apareceram eleitos. Outras surpresas foram as candidaturas tradicionais da esquerda que apareciam como favoritas mas, na contagem dos votos, ficaram de fora.

Estas surpresas foram chamadas pela mídia de “efeito Bolsonaro” e celebradas, de um certo modo, como a maior “renovação” política dos últimos anos. Uma renovação na direção reacionária, isso sim!

A esquerda “democrática”, que também saiu perdendo, parece ver tudo isso como normal. Não se levanta nem a mínima suspeita de como este “efeito Bolsonaro” se deu, contrariando as pesquisas de boca de urna. A festa eleitoral parece mesmo enfeitiçar a todos.

Até mesmo setores combativos têm se posicionado como se o processo eleitoral estivesse ocorrendo na maior normalidade. Esperam que o PT divulgue boas propostas, e que a militância faça sua campanha nos bairros para convencer a população a votar em Haddad e rejeite Bolsonaro. Ainda não compreenderam que a urna eletrônica não mostra a opinião do povo, mas o resultado que interessa à burguesia.

Se a esquerda não quer Bolsonaro eleito, a única forma de fazer isso é impondo esta vontade à burguesia através da polarização e da radicalização. Em outras palavras, a burguesia precisa ter medo de um resultado que não seja aquele exigido pelos movimentos populares organizados. E isso não se faz através de candidaturas bem comportadas discutindo propostas – que todos sabemos, não serão respeitadas pelo congresso fascista agora eleito. É preciso mostrar à população quem são seus históricos inimigos de classe, o que eles fazem para oprimir os trabalhadores, e chamar com urgência a resistência popular, nas ruas e nas fábricas.