Cláusula de barreira
23% dos candidatos a prefeito nas capitais brasileiras sequer terão direito a aparecer na televisão
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Horário eleitoral gratuito | Foto: Reprodução/Caroline Pacheco/PUCRS

As eleições de 2020 estão sendo marcadas pelo seu caráter extraordinariamente antidemocrático. No Brasil, as eleições sempre foram um mecanismo antidemocrático, controlado pela burguesia para eleger os seus representantes. Com a crise capitalista se aprofundando cada vez mais, o regime político está sendo obrigado a se tornar cada vez mais antidemocrático, de forma a excluir praticamente toda a população do debate político. Afinal, não há debate político honesto possível a ser feito junto a burguesia: seu único interesse é arrancar a pele dos trabalhadores.

Um dos aspectos que mais chamam a atenção nas eleições deste ano é o fato de que uma quantidade imensa de candidatos não terá direito a um único segundo na rádio e na televisão, meios de comunicação de massa que costumam ter um grande impacto em qualquer processo político. Nem mesmo na ditadura militar as eleições funcionavam desse modo: tanto a ARENA quanto o MDB podiam se apresentar na televisão.

O pretexto para anular a participação dos candidatos na televisão e na rádio é a clausura de barreira, medida reacionária aprovada pelo Congresso Nacional depois do golpe de 2016. A clausura não só impediu vários partidos de participarem da rádio e da televisão, como cassou o fundo partidário desses partidos. A clausura determinou que os partidos que não elegessem uma determinada cota de parlamentares deveria sofrer essas sanções. Com isso, quase 1/3 de todos os partidos foram atingidos.

Diante dessa situação, 23% dos candidatos a prefeito nas capitais brasileiras não poderão ter acesso à televisão ou ao rádio. E até mesmo os que conseguiram superar a clausura de barreira não terão tanto tempo assim. O maior “beneficiado” será o candidato Bruno Reis (DEM), de Salvador, com 4 minutos e 35 segundos.

O objetivo dessa operação é bastante clara: a direita quer fazer das eleições de 2020 a disputa em que os eleitores serão furtados do seu direito mais básico, que é o de conhecer os candidatos. E, na medida em que não conhecerão os candidatos, serão levados ao ceticismo total, abandonando a luta política, ou acabarão sendo enganados mais uma vez, votando em mais um aventureiro defensor do regime.

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