As eleições devem impulsionar a luta contra o golpe, não sobre as próprias eleições

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Como se sabe o processo eleitoral, num geral, é composto por diversas arbitrariedades e irregularidades, tanto entre as composições partidárias, quanto dos candidatos. O fato é: todos deveriam, em tese, ter o direito de se candidatar. Não diferente deveria ser o caso de Lula, que a mais de um mês é um preso político.

As eleições desse ano, todavia, escracham ainda mais o caráter fraudulento da mesma que é controlada pela direita golpista. Nesse sentido o objetivo de barrar a candidatura de Lula, bem como mante-lo preso, tem uma razão fundamental: o ex-presidente lidera, de maneira disparada, as intenções de voto. Seria certeiramente eleito. É o único candidato da esquerda que possui chances reais de vitória e de barrar o golpe.

Os demais candidatos que supostamente representam a esquerda são, além de minoritários, abutres. Firmam aliança com a burguesia. Ao lado da direita golpista, na ideia de um “plano B” para as eleições, representam os interesses dos golpistas, em total oposição as demandas do povo.

O momento é, mais do que nunca, de luta contra o golpe. Não se deve deixar levar pelo discurso da esquerda pequeno-burguesa e eleitoreira, quiçá aceitar qualquer aliança com a direita. Não se deve abandonar a luta pela liberdade de Lula. Isso seria abandonar os trabalhadores. Nesse sentido a palavra de ordem é clara: Eleição sem Lula é fraude.