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Grupo de risco
As condições de trabalho dos profissionais de saúde no Brasil
Os trabalhadores da saúde são os mais afetados pela crise, pois são eles que lidam com toda a população e sofrerão junto com ela o colapso do SUS
trabalhadores da saúde
Grupo de risco
As condições de trabalho dos profissionais de saúde no Brasil
Os trabalhadores da saúde são os mais afetados pela crise, pois são eles que lidam com toda a população e sofrerão junto com ela o colapso do SUS
Profissionais da saúde. Alberto Coutinho/GOVBA
trabalhadores da saúde
Profissionais da saúde. Alberto Coutinho/GOVBA

A pandemia do coronavírus escancarou os problemas crônicos do capitalismo nas suas mais diversas áreas e formas. Os sistemas de saúde pelo mundo todo se tornaram uma das maiores expressões da doença terminal do capitalismo mundial.

Se países desenvolvidos tem tido enorme dificuldade em enfrentar a crise. No Brasil, o Sistema Único de Saúde, historicamente prejudicado pelo descaso e o sucateamento, o problema é muitas vezes maior.

Os trabalhadores da saúde estão entre  os mais afetados da crise, pois são eles que lidam com toda a população, que neste momento precisará do SUS mais do que nunca. Segundo o SindSaúde-SP, mais de 60% dos trabalhadores da saúde pública do estado de São Paulo estão acima dos 50 anos. Destes, mais de 15% tem mais de 60 anos e muitos deles possuem doenças crônicas.

Na última sexta-feira (20), o governo do Paraná, através do secretário de Saúde do Estado, Carlos Alberto Gebrim Preto, publicou a resolução 339/2020, que, disciplinou o teletrabalho de grupos de risco durante a crise da pandemia do Coronavírus Covid-19.

Contudo, tanto o governo do Paraná, como o de São Paulo, não liberaram do trabalho os servidores da saúde que fazem parte do grupo de risco, como as pessoas acima de 60 anos, gestantes e diabéticos.

As primeiras pessoas são notoriamente parte de um grupo de risco etário e não faz sentido expô-las. As lactantes, por amamentarem, lidam com bebês cujo sistema imunológico está em fase de formação e um contágio pode trazer consequências para toda a vida da criança. Já os diabéticos, tem tendência a contrair a doença, dado a debilitada causada pela sua doença e pelos remédios e tratamentos necessários.

Somado a isso, os SindSaúdes dos estados já contam milhares de reclamações, em seus canais de denúncia, sobre falta de equipamentos básicos de saúde para a proteção dos próprios profissionais e da população.

A gravidade da situação é tamanha, que os sindicatos lançaram uma lista de medidas emergenciais a serem adotadas em todas as unidades de saúde.

– Ampliação das informações sobre a Covid-19 nos Hospitais da Sesa.

– Garantia dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) nas unidades da Sesa.

– Contratação urgente de mais profissionais.

– Aquisição de mais testes para atender em larga escala.

– Aquisição imediata de mais Equipamentos de Proteção Individual

– Aquisição imediata de insumos para o adequado funcionamento nas unidades da Sesa

– Ampliação de leitos de UTI.

– Inclusão de servidores da Sesa com mais de 60 anos e lactantes no teletrabalho

– Reforço nas equipes de atenção básica.

– Mais medidas de restrição à circulação de pessoas, como paralisação de serviços não essenciais.

– Fim do teto de gastos na Saúde

– reposição das perdas salariais e aumento real dos salários dos servidores da Saúde

– revogação da Portaria 2979/2020

– Destinação dos R$ 15 bilhões de emendas impositivas para a saúde.

Os dados mostram como a população e os trabalhadores da saúde foram abandonados pelo poder público para enfrentar a crise sozinhos. Por isso, é necessário que os servidores da saúde, junto com a população, organizem-se em Conselhos Populares de Saúde, que garantam que os recursos que o Estado arrecada da população seja utilizado imediatamente para todas as medidas necessárias para enfrentar a crise de saúde que se impõe ao país.