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Veja na Causa Operária TV a farsa das candidaturas de esquerda que esperam o desastre de Lula para se acomodar dentro do sistema golpista em trecho específico da Análise Política da Semana disponível em nosso acerto:

“Ficaram em segundo plano político os lançamentos das candidaturas de Boulos e Ciro Gomes, mesmo assim é necessário explicar a questão das candidaturas. A definição exata do que está acontecendo com essas candidaturas é o seguinte: elas foram lançadas com vistas a abocanhar uma parcela do eleitorado do Lula. Todos preveem que o Lula não será candidato por causa da vitória do golpe em todas as instâncias, eles também não estão vendo o avanço da crise do golpe, procurando se ajeitar no interior da estrutura criada pelo golpe.

Temos um cenário que é precisa deixar claro o que é, é como se um animal fosse atacado pelas hienas da direita e esta parte da esquerda fica a espreita como urubus esperando que as hienas matem o animal e deixe uma carcaça para poderem ficar com o que sobrou. Esta imagem descreve perfeitamente o que está acontecendo com os partidos da esquerda pequeno burguesa há muito tempo. Com esta política, eles mostram que não são partidos que têm como interesse os mesmos do trabalhador brasileiro e do povo. Eles têm em vista apenas no interesse deles.

No discurso de Boulos, ele fala que é solidário com Lula, mas aí o que a gente vê tanto dele como de todos os outros, é só “eu solidário”, então se o Lula for inviabilizado, isso servirá para mostrar aos seus eleitores seu posicionamento. Aqui o problema é o seguinte: o Lula está para ser preso, o impedimento dele poder participar da eleição é um golpe contra todos os direitos políticos da população, a prisão dele também. Tudo isso faz parte de uma escalada golpista de claro caráter ditatorial. Conduz a uma eleição que é um simulacro, uma fachada de eleição. Eles não falam nada, eles só estão preocupados com o restinho daquilo que vai sobrar, não apenas da destruição do Lula, mas de todos os direitos políticos da população. Mesmo sendo desagradável de se mostrar isso, é preciso deixar claro isso.

O PSOL colocou o Boulos dentro do partido para ver se eles conseguem ter uma certa votação, alguns milhões de votos. Isso elegeria uma bancada de deputados, assegurando os privilégios desta parte da esquerda pequeno-burguesa.

Ciro Gomes já tem pretensões políticas maiores, querendo ser presidente. Tanto é, que ele se virar para todos os lados em busca de apoio para ser presidente, agora estando no exterior para discutir com os empresários internacionais. Como ele se diz nacionalista, ele arrumou estas reuniões para “brigar com todo mundo” com seu discurso hiper-radical. Se não for isso, o que será que ocorre em uma reunião de submissão como essa? É um circo, um verdadeiro circo tudo isso.

Os candidatos do PSOL, todos aqueles que foram jogados pela janela por não terem voto, falavam que é preciso um programa para mudar a realidade brasileira. Aí entrou o Boulos, que apresenta uma plataforma da internet na qual houveram alguns debates e se formulou um documento, mas tudo não passando de uma farsa total. É uma construção que o pessoal decidiu colocar o programa que consideram mais palatável com algumas sugestões recebidas. Para um partido que busca apresentar-se como muito superior aos outros por ter uma proposta a esquerda, colocaram como candidato um cidadão que não tem proposta alguma.

Uma eleição com o PSOL sempre ocorre de o candidato ser mais importante e forte do que o programa do partido. Se o candidato for a favor da UPP como Freixo ou se é contrário como Marielle, quem vai levar a linha política será o candidato. O programa do Boulos não fala absolutamente nada e não propõe nada que seja importante, inclusive, embora tenha várias secções, não apresente uma específica sobre a classe trabalhadora. É um partido de classe média mesmo.

A indígena que participa como vice-presidente é para dar um colorido especial a candidatura, sendo que a coisa que mais chama atenção é que o discurso do Boulos é uma imitação muito bem estudada do Lula. Boulos é uma caricatura de Lula, parecendo que ele estudou a forma do ex-presidente de se comunicar e passou a usá-la, contando causos como Lula.

A política brasileira tem muito de farsa, desde a militante contrária a UPPs e Intervenção ser colocada pela Globo como argumento para o aumento do Estado repressivo até a candidatura de Boulos, que é uma imitação sem nenhum programa de Lula. Por isso, os chargistas deitam e rolam, por tudo ser muito grotesco.”

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