É crime grafitar
Pedro Sangeon, artista plástico de Brasília, preso por fazer arte
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Pedro Sangeon (Gurulino) | Projeto "Obra à frente"

Veio a público no início deste mês de setembro, denúncias de agressões físicas e morais em que foram vítimas o artista plástico brasiliense Pedro Sangeon e dois amigos pela polícias militar e civil do Distrito Federal. Sangeon, um artista grafiteiro conhecido por diversas obras nas vias públicas do Distrito Federal, foi preso justamente quando grafitava no Lago Norte, uma região de Brasília.

A prisão ocorreu em 28 de junho e veio a público agora por postagem em rede social do próprio Sangeon. Agredidos por policias sem identificação, sem sequer terem direito à identificação, foram conduzidos para uma delegacia de polícia localizada na região administrativa do Paranoá, mantidos isolados sem poder se comunicar com advogado ou parentes, o trio foi submetido a torturas, sem máscaras, algemados e nus durante 4 horas e ainda tendo que fazer flexões sob a chacota de policiais.

A prisão e o tratamento dado a Pedro Sangeon e seus amigos fazem parte de um “modus operandi” da polícia. No caso em questão, os artistas possivelmente foram confundidos com jovens pichadores da periferia, ou seja, criminosos que estão pertubando a paz, a ordem e a propriedade privada das classes médias e ricas que habitam a região do Lago Norte em Brasília.

Um outro aspecto da prisão de Pedro Sangeon e seus amigos é que expressa, também, qual é a política do golpe para a cultura e para a arte. A ditadura aberta para a qual se encaminha o Brasil tem consequências drásticas sobre todos os aspectos da vida social da população.

Casos como esse apontam ainda mais a necessidade de uma grande mobilização popular para barrar o avanço do golpe e sua materialização está na luta para por fim ao governo do fascista Bolsonaro.

Abaixo, segue na integra a nota divulgada por Pedro Sangeon nas redes sociais:

“….Fui abordado violentamente pela polícia. Não pude nem sequer dizer o meu nome. Fui agredido verbalmente e com truculência física. Não pude falar, pegaram meus documentos, tomaram meu celular, tiraram a identificação do uniforme. Fui levado para a delegacia onde fui preso, algemado à uma barra de ferro, obrigado a ficar sem roupa e fazendo flexões enquanto eles riam. Fui xingado, ameaçado e humilhado por polícias pró-governo. Repetiam o tempo todo que, se eu fosse “bolsonaro”, o tratamento seria outro. Fiquei sem direito a usar máscara, sem celular, sem roupa, algemado, em uma cela trancada. Me chamaram repetidamente de “comunista vagabundo financiado por sindicatos de esquerda”. Isso durou mais de 4 horas na cela, em uma delegacia do Paranoá, sem que nenhuma pessoa, amigos ou familiares soubessem do meu paradeiro. O que aprendi com isso? Que precisamos ser fortes, falar sobre o que está acontecendo e deixar claro, para aqueles que escolheram o governo atual, o que vem acontecendo com os artistas da cidade e que precisamos urgentemente se manifestar, votar com mais clareza, consciência e bom senso…”

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