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Greve

Todo apoio à greve dos ferroviários: ampliar a paralisação

Sem reajuste salarial e sem participação nos resultados da CPTM, categoria dos ferroviários paralisou 4 estações de trem nessa quinta-feira

Companhia Paulista de Trens Metropolitanos(CPTM) – Foto: Reprodução

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Nesta quinta-feira(15), em luta por melhorias e pautas necessárias, ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) pararam as atividades nas linhas 9 (Esmeralda), 7 (Rubi), 8 (Diamante) e 10 (Turquesa). A CPTM é uma empresa de economia mista vinculada à Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo. Mesmo operando parcialmente, a companhia informou que não acionaria o PAESE, que é o Plano e Apoio entre Empresas em Situação de Emergência, porque estas linhas afetadas pela paralisação fazem um percurso longo. Porém, a CPTM pediu reforço ao SPTrans, uma frota municipal, para atender a população.

A SPTrans, que tem contrato com a CPTM, informou que a companhia não havia solicitado o serviço no início da manhã. A frota municipal disponibilizou 100% de sua frota de ônibus para as atividades durante essa quinta-feira.
A companhia de trens não informou a quantidade de funcionários que aderiram à paralisação. Essas linhas afetadas movimentaram em maio cerca de 22 milhões de passageiros. Foi registrada uma aglomeração de passageiros na estação Grajaú, na Linha 9, e um tumulto na estação Francisco Morato, na Linha 7.

Mesmo sem nenhum perigo para os passageiros, a PM foi chamada para o Grajaú e chegou com sua habitual violência ao fechar e fazer um cordão de isolamento na estação, usando bombas de efeito moral e spray de pimenta na população, deixando uma mulher ferida no olho. A ação da PM prejudicou a circulação dos ônibus que atendem o terminal da Zona Sul. Segundo a própria companhia, os ônibus “tiveram que fazer retorno, em ambos os sentidos, desde as 6h05 desta quinta-feira, em razão de interferência na via”. Os passageiros ficaram sem alternativa de transporte.

A CPTM acusou os ferroviários da linha 9 de contrariar a decisão da justiça, que determina que 80% dos trabalhadores devem manter o serviço no horário de pico e 60% nos demais horários, além de uma multa diária de R$100 mil reais, uma atitude judicial absurda que prejudica a ação justa dos ferroviários. A justiça burguesa sempre age em prol dos patrões, fechando os olhos para todos os tipos de crimes diários cometidos por essas companhias.

A paralisação dos ferroviários é liderada por dois sindicatos: o Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, representando os trabalhadores das linhas 7 e 10, e o Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana, que representa as linhas 8, 9 e 13. Essa ação dos ferroviários foi decidida após audiência de conciliação, realizada na quarta-feira, 14, no Tribunal Regional do Trabalho(TRT). Na reunião, a CPTM, além de não apresentar nenhuma proposta, não emitiu nenhum programa de participação nos resultados de 2020 e nem deu reajuste salarial. Além disso, para Claudinei Messias, representante do Sindicato da Zona Sorocabana,

“Durante toda a pandemia, os ferroviários continuaram trabalhando, se dedicando, garantindo um transporte de qualidade para os profissionais da saúde, da educação, da segurança pública, entre outros. Nós tivemos, inclusive, que entrar na justiça pra garantir o fornecimento de máscaras e álcool em gel. A empresa não respeita os ferroviários”.

Os ferroviários pedem um reajuste salarial de 6,22% e participação de resultados no ano de 2020.
A greve dos ferroviários é justa, pois a companhia não reajusta os salários, um direito dos trabalhadores, e ainda deixa de cumprir com as medidas sanitárias recomendadas e obrigatórias nos ambientes de trabalho.

Em nota, a empresa “lamenta a decisão sobre a greve e espera que não haja adesão por parte dos trabalhadores em respeito aos cidadãos que necessitam de transporte”, além de alegar diminuição na demanda de passageiros, um mentira, pois sabemos que a maioria do povo continua trabalhando e tendo que se deslocar diariamente para o seu local de trabalho.

Que os ferroviários de ambos os sindicatos continuem sua luta digna por reajuste salarial, melhores condições de trabalho e participação nos resultados anuais. Lutar por essas pautas no atual estágio do nosso regime capitalista decadente se faz cada vez mais necessário, pois a burguesia intensificará seus ataques, deteriorará os serviços, aumentará as taxas e utilizará todas as instituições burguesas e seus aparatos de repressão(como a Polícia Militar) para punir financeiramente, violentar, sufocar e calar a luta dos operários. O governo do PSDB em São Paulo vem há mais de 20 anos sufocando e fazendo sofrer todos os trabalhadores em sua luta. Mobilizar e apoiar todos os ferroviários nessa greve é de fundamental importância nesse momento pelo qual a sociedade brasileira está passando.

É preciso unir todas as demais categorias para que também intensifiquem suas mobilizações e façam greves até que todas suas pautas sejam atendidas. Sem luta e união entre as classes trabalhadoras não teremos vitória e nem derrotaremos o avanço das políticas fascistas.
Pela união de todos os operários em suas lutas diárias contra governos e empresas opressores e parasitas.

 

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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