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Taquaritinga (SP)

Prefeito fascista do PSDB transforma escola em quartel

Mársico quer instalar uma Escola Militar no prédio da escola Modesto Bohrer, com a finalidade de fazer propaganda política bolsonarista juntos às classes médias.

Modesto Bohrer está localizada no Jardim Bela Vista, próximo do centro comercial. – Reprodução

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O prefeito fascista de Taquaritinga, Vanderlei Mársico (PSDB), anunciou a instalação de uma Escola Cívico Militar no prédio da escola municipal Prof. Modesto Bohrer, localizada no bairro Jardim Bela Vista, próxima do centro comercial da cidade.

Anteriormente, o coronel local havia anunciado a implantação da Escola Fascista na unidade da E.E. Profª Felícia Adelvais Pagliuso, bairro Jardim São Sebastião. O problema é que esta unidade está localizada num bairro operário e, consequentemente, longe do centro da cidade. Isto inviabiliza a propaganda política. Outro fator é que a juventude pobre e operária do bairro Vila São Sebastião tem verdadeiro repúdio pelas forças de repressão, responsáveis por todos os tipos de arbitrariedades cometidas contra eles no próprio bairro.

A preocupação do governo municipal é realizar propaganda política do modelo de escola do presidente genocida Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido). Este é um dos principais motivos da mudança de local. O prédio da escola Modesto, por estar situada em um local próximo do centro, é ideal para a propaganda junto a determinados setores das classes médias de Taquaritinga, muito suscetíveis à penetração da propaganda bolsonarista. A finalidade é passar a impressão de que o modelo da Escola Fascista, cujos lemas são a defesa da ordem, religião, tradição, família, obediência e propriedade privada, é uma alternativa para o caos e o sucateamento do ensino público regular.

O fato é que a Escola Cívico-Militar significa, na prática, a implantação de uma ditadura militar sobre a juventude. As Forças Armadas e a Polícia Militar são responsáveis pela administração escolar. Os professores são escolhidos conforme um perfil político-ideológico conservador e fascistóide. O ideal para trabalhar nesta escola é um professor de filiação ideológica bolsonarista, integralista, nazista, monarquista e militante de extrema-direita.

O projeto da Escola Fascista é interditar o livre debate, a crítica política da situação atual e a discussão de temas relacionados com religião, orientação sexual e gênero. Temas importantes para o desenvolvimento intelectual e crítico da juventude são extintos. É a materialização na prática do projeto Escola Sem Partido, do qual o prefeito bolsonarista de Taquaritinga é um entusiasta. Os sindicatos de professores, partidos de esquerda e organizações estudantis são banidos, a liberdade de expressão é cassada e vigora um regime de medo, vigilância e terror entre professores e estudantes. 

Os fascistas controlam de perto as atividades pedagógicas nas escolas Cívico-Militares. Além disso, Mársico quer desviar a atenção dos problemas do ensino público municipal, sucateado e precarizado, dominado por uma burocracia reacionária servil aos seus interesses. A prefeitura municipal sequer garante os equipamentos básicos necessários para as atividades remotas para os alunos, professores e funcionários. As famílias que têm condições de arcar com os custos do ensino conseguem manter seus filhos nas escolas. Já as famílias operárias, atingidas pelo flagelo do desemprego, fome e vulnerabilidade, estão abandonadas à mercê da própria sorte pelo prefeito.

É preciso mobilizar os sindicatos de professores e servidores públicos (Apeoesp, SSMT),  estudantes e a comunidade escolar contra a instalação da Escola Fascista em Taquaritinga. Nada de Escola Fascista!  São demandas urgentes o investimento no ensino público, valorização dos professores, funcionários e alunos do ensino regular, melhoramento da infraestrutura das escolas e garantia dos equipamentos (computador, tablets, notebook e internet) para o ensino remoto enquanto durar a pandemia. A vacinação de todos é uma questão-chave. É disso que os trabalhadores e estudantes precisam, e não do porrete das Forças Armadas e da Polícia Militar.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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