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A lenda da urna sem cabeça

Rumo econômico

No Nordeste, 71% acham que “melhora da economia” é uma farsa

Pesquisa Radar Febraban, indica que no nordeste 55% da população teve decréscimo na renda e 71% dos entrevistados não confia numa retomada da economia

Nordestinos desempregados – Reprodução

A Pesquisa Radar Febraban, da Federação Brasileira de Bancos, indica que no nordeste 55% da população teve decréscimo na renda e 71% dos entrevistados não confia numa retomada da economia. Os números apontam a região nordeste como a mais pessimista do país, onde 57% acreditam que o desemprego vai aumentar, 76% assevera que a inflação irá aumentar, bem 74% arriscam que a taxa de juro irá subir.

Como toda pesquisa a forma que é realizada ou interesse de quem controla influência nos resultados, esta pesquisa por exemplo aponta que 72% da população está satisfeita com os serviços bancários o que denúncias que os números não são confiáveis, não representam a realidade da população. Mas a publicação em si revela que ninguém, nem mesmo a Febraban leva a sério a propaganda estatal de que a economia está em reconstrução.

Esperança com a economia

A pesquisa coloca que os resultado foram melhoras comparados a pesquisa anterior  RADAR FEBRABAN Março/2021, mas para os próximos seis meses “ainda predomina a expectativa, para os próximos seis meses, de aumento do desemprego, da taxa de juros e da inflação”. Chama atenção que 52% dos entrevistados “não acredita que a situação financeira pessoal se recupere ainda esse ano”, o pessimismo é maior entre os jovens, quanto a recuperação econômica do país os números dos “não acreditam que a economia brasileira se recupere ainda esse ano” melhoraram de 75% para 68%

Essa melhora percebida na pesquisa é natural, com o aumento significativo da vacinação, de fato tende a haver uma melhora mínima, com fim da paralisação de certos setores. É um fato também que Bolsonaro deve se aproveitar dessa flexibilização na crise com a liberação de alguns setores após a vacinação para se promover e atacar os agentes da paralisação dos setores econômicos na pandemia, criticando a esquerda que apoiou os lockdowns.

As mudanças na economia

A realidade entretanto revela que essas tímidas melhoras nos indicadores da pesquisa Radar Febraban, contrastam com a realidade econômica e social do país. Embora tenha de modificar os conceitos nos cálculos de ocupação da força de trabalho, fazendo com o desemprego diminua em relação à forma anterior, os números batem níveis históricos com uma taxa de desemprego de 14,7%, que significa 14,8 milhões de brasileiros desocupados. Afora esses números ainda temos um montante de 6 milhões de desalentados, que nem procuram mais emprego, resultando numa taxa de subutilização da mão de obra nacional de 29,7%.

Apesar do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,2% no primeiro trimestre de 2021, a desigualdade no Brasil teve um aumento assustador com o crescimento da extrema pobreza que em fevereiro ultrapassou a marca das 14,5 milhões de famílias, um total superior aos 40 milhões indivíduos nessa situação. A população considerada pobre teve um salto gigantesco de 9,5 milhões para 27,2 milhões, equivalente a 12,8% dos brasileiros na pobreza. O resultado imediato desse quadro é um total de mais 125,6 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, um eufemismo para fome, voltamos ao mapa da fome com 58,48% da população brasileira assolada por esse flagelo.

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