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Região Sul registrou atos em mais de uma centena de cidades

Reforma agrária já

A única saída para os trabalhadores do campo é derrubar Bolsonaro

A solução para os trabalhadores do campo não é o mercado financeiro e sim a derrubada de Bolsonaro e da direita

Tomar as ruas contra Bolsonaro e os golpistas – Foto: reprodução

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Em meio a uma crise econômica e do sistema capitalista e de agravamento das condições de vida da população devido ao governo golpista de Jair Bolsonaro, a direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou uma nova entrada no mercado de capitais. O anúncio foi realizado através do chamado Finapop – Programa de Financiamento Popular da Agricultura Familiar para Produção de Alimentos Saudáveis, idealizado pelo ex-banqueiro Eduardo Moreira que lucra dando aulas pela internet de como ganhar dinheiro fácil no mercado financeiro.

A direção do MST planeja captar 17,5 milhões de reais com a emissão de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), uma modalidade de título de renda fixa e que nas condições econômicas atuais pode ser um tiro no pé. Uma das justificativas é que após o golpe em 2016 e a eleição fraudulenta que colocou Jair Bolsonaro na presidência houve a destruição das políticas públicas de apoio e financiamento a agricultura familiar e desenvolvimento dos assentamentos.

Eduardo Moreira lucra com seu “esquerdismo”

O ex-banqueiro arrependido Eduardo Moreira mudou de lado e se atrelou a dar aulas via internet sobre como ganhar dinheiro no mercado financeiro, semeando a ilusão no sistema capitalista e da tese “que só não ganha dinheiro quem não quer”.

Neste mundo capitalista, onde o mercado é um ente quase sagrado, as pessoas verão que não têm motivo para odiar o MST”, diz Eduardo Moreira. E ainda cita o direitista e um dos presidentes que mais atacou os trabalhadores franceses, Nicolas Sarkozy, que em meio a crise financeira internacional de 2008 disse que “Precisamos refundar o capitalismo (…) porque passamos a dois dedos da catástrofe”.

A tese de Eduardo Moreira, ainda mais com a citação do direitista Nicolas Sarkozy é extremamente falsa. O capitalismo vem de inúmeras crises econômicas e desde 2008 a crise sequer foi amenizada e se agravou ainda mais com a pandemia de coronavírus. Em vez de tornar o capitalismo mais humano, os capitalistas para se salvarem tornaram o sistema capitalista ainda mais brutal para salvar seus lucros. Deram golpes em dezenas de países do mundo, instalaram regimes com características fascistas, financiaram a retirada de direitos e políticas sociais as populações mais pobres e cortaram os financiamentos estatais para a população trabalhadora.

A ilusão sobre captar recursos para a reforma agrária

Os companheiros da direção do MST podem até tentar captar recursos e criar a imagem de um movimento de luta pela terra mais aceitável para a população brasileira, em particular para uma classe média esquerdista. Mas nem de longe essa afirmação é correta.

A imprensa golpista não dá sequer um minuto de elogios para a reforma agrária e muito menos para o processo de luta. Não adianta se fazer de movimento que produz alimentos sem veneno ou, como disse Eduardo Moreira, que tem condições de entrar no mercado financeiro e num sistema capitalista mais humano sem lutar contra a direita e denunciar o sistema capitalista.

O que vemos é o agravamento das condições econômicas e um governo de características fascistas colocado pela burguesia para atacar da maneira que for necessária a luta pela terra, em particular o MST, um dos maiores movimentos sociais do mundo e com grande capacidade de mobilização de sua base.

O governo Bolsonaro entrou prometendo acabar com o MST e as “invasões”, fazendo os movimentos sociais recuarem. Desde então as ocupações de terra praticamente cessaram, os recursos para a reforma agrária acabaram, e Bolsonaro colocou o INCRA para atacar os assentamentos e acampamentos, e aplicar um programa de privatização dos assentamentos. Há ainda tentativas de aprovar a legalização da grilagem de terras, invasão de terras indígenas, privatização de unidades de conservação e de classificar a luta pela terra como terrorismo.

Assim como doação de alimentos não resolvem em nada a situação da população brasileira que passa por grande carestia, entrar no mercado financeiro não vai nem “passar” perto em resolver a situação da agricultura familiar e da reforma agrária no Brasil.

A saída não é o mercado financeiro e sim derrotar a direita golpista

Nesse momento de agravamento da crise capitalista e de aumento das manifestações populares para derrubar Jair Bolsonaro, semear a ilusão nos trabalhadores do campo num capitalismo mais humano e mais igualitário é um enorme desserviço.

Não há soluções milagrosas no mercado financeiro e muito menos dentro do sistema capitalista. A crise econômica está cada vez mais intensa e os capitalistas vão atacar cada vez mais a classe trabalhadora. Não é por acaso que colocar Jair Bolsonaro na presidência de maneira fraudulenta.

A única solução para os trabalhadores do campo e para o avanço da reforma agrária no País é derrubar o governo Bolsonaro e a direita golpista e implantar um governo dos trabalhadores. É preciso se unificar e colocar todas as forças na denúncia do sistema capitalista e na luta pelo fora Bolsonaro nas ruas através da mobilização popular.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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