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As ruas cobertas de vermelho em todo o País

O objetivo é o mesmo

Qual a diferença entre os infiltrados bolsonaristas e os tucanos?

O PSDB não está na mobilização para apoiá-la, mas para destruí-la, assim como em 2013

Tucanos foram ao ato para sabotá-lo – Foto: Reprodução

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O companheiro João Paulo Rodrigues, do MST, declarou, em entrevista ao jornalista Breno Altman, que a posição dos militantes do PCO de expulsar os bate-paus do PSDB do ato da esquerda está errada.

“Não nos interessa o debate (…) de que o PCO vai expulsar quem eles não concordam da luta. Cabe às direções de cada ato terem muito rigor com o seu povo, terem muita disciplina para não permitir que isso aconteça”, afirmou o dirigente.

É preciso deixar claro, pela enésima vez, que a participação do PSDB não foi discutida e muito menos aprovada nas reuniões prévias ao ato do dia 3 de julho em São Paulo. E que o PSDB enviou algumas dezenas de elementos pagos (não militantes, porque esse partido não tem militantes) com o objetivo de tomar conta da manifestação, mesmo estando em ínfima minoria ─ isso porque os posicionou na cabeça do ato, para liderar a marcha. E mais: que os manifestantes, não apenas militantes do PCO, reagiram às provocações e mesmo agressões desses bate-paus, representantes da repressão policial e das privatizações, as quais os professores, estudantes, servidores públicos e trabalhadores que estavam no ato não admitem de maneira nenhuma.

Os elementos contratados pelo PSDB eram, e sobre isso não se pode haver dúvida nenhuma, infiltrados no ato. Quem paga mercenários para irem em uma manifestação cujas reivindicações são antagônicas às ruas está infiltrando elementos no ato. Já dissemos e vamos repetir: o PSDB sequer é a favor do impeachment de Bolsonaro, o partido não assinou nenhuma das centenas de pedidos de impeachment. Os capangas do PSDB não levaram nenhum material, cartaz, faixa, bandeira, panfleto, a favor do impeachment de Bolsonaro, apenas bandeiras da campanha eleitoral de Bruno Covas para prefeito de São Paulo em 2020.

A manifestação não era apenas por Fora Bolsonaro, mas também por auxílio emergencial digno, vacina para todos e emprego ─ tudo o que os governos do PSDB não fornecem ao povo, pois vimos em algum lugar o PSDB fornecendo auxílio emergencial? Fornecendo vacinação para todos? Fornecendo emprego? Não! O PSDB, pelo contrário, retira tudo isso do povo, ainda mais do que o próprio Bolsonaro.

Nesse sentido, os capangas do PSDB estavam no ato para agirem, na prática, quase como infiltrados bolsonaristas. Isso porque a política do PSDB e de Bolsonaro a respeito das reivindicações do ato é a mesma. Bolsonaro não dá auxílio emergencial, o PSDB também não. Bolsonaro não vacina o povo, o PSDB também não. Bolsonaro tira os empregos, o PSDB também. Bolsonaro, obviamente, é contra seu próprio impeachment ─ e o PSDB também!

Além disso, os infiltrados do PSDB mostraram, na prática, qual o objetivo dessa infiltração. Além de terem provocado os manifestantes ainda na Avenida Paulista, no final do ato, na Praça Roosevelt, eles armaram uma emboscada junto com a polícia contra alguns dos manifestantes, incluindo militantes do PCO, atacando-os covardemente.

Como vínhamos alertando, a presença do PSDB e da direita nas manifestações é uma política da burguesia para tomar conta e destruir a mobilização popular pelo Fora Bolsonaro ─ porque o Fora Bolsonaro, no pensamento correto da população, significa a derrubada de todo o governo e do regime golpista de conjunto.

Tentam repetir 2013. Quem se infiltrou nos atos de 2013, foi Bolsonaro? Não, foram justamente elementos contratados pelo… PSDB! Quem participou ou acompanhou a onda de mobilizações, particularmente em São Paulo, viu que, diante do fracasso da repressão da PM de Geraldo Alckmin, a burguesia decidiu fazer uso de bate-paus (alguns policiais) que entraram nas manifestações gritando “abaixa a bandeira”, “Fora PT” e levando bandeiras do Brasil. Aquilo foi uma operação da burguesia encabeçada pelo PSDB.

Por isso mesmo, desde quando a imprensa burguesa e os políticos da direita sinalizaram que era preciso que os atos da esquerda fossem atos também da direita, com o PSDB, o MBL e o verde e amarelo, o PCO alertou por meio de sua imprensa que isso não seria tolerado novamente. Afirmamos: a direita não é bem-vinda nos atos, não vão aos atos se não isso não irá terminar bem. Porque é óbvio que os manifestantes (operários, professores, servidores públicos, estudantes, ativistas, militantes) não iriam aceitar. E foi o que ocorreu.

Essa posição não se diferencia da própria posição apresentada pelo companheiro João Paulo logo em seguida, na mesma entrevista. Ele disse: “Sugiro aos bolsonaristas que queiram se infiltrar na nossa mobilização que não vão, porque nós vamos contra-infiltrar, vamos agir com muito rigor.”

Está corretíssima a posição do companheiro, e é isso que deve ser feito. Mas por que os bolsonaristas infiltrados são tratados de maneira diferente dos tucanos infiltrados, mesmo o caráter da infiltração sendo o mesmo ─ isto é, a tentativa de tomar conta, sabotar e destruir a mobilização?

Porque as direções da esquerda continuam alimentando a ilusão de que a luta é entre “democracia e fascismo”. E que, no lado da democracia, estão todos aqueles que se dizem da boca para fora diferentes de Bolsonaro, que seria o único fascista. A esquerda diz que é preciso se aliar até mesmo com o demônio (já ouvimos isso literalmente da boca de companheiros da esquerda) para derrotar Bolsonaro.

O grande problema não é que esses que se dizem contra Bolsonaro antes foram os mesmos que derrubaram a esquerda do governo, prenderam Lula e elegeram o próprio Bolsonaro, ou que destruíram as manifestações de 2013. O grande problema é que agora, neste momento, e provavelmente daqui para a frente eles são apoiadores de Bolsonaro.

Como relatamos acima: o PSDB não assinou nenhum pedido de impeachment de Bolsonaro. O PSDB não defende as manifestações pelo impeachment, isso é declarado publicamente e oficialmente pelo partido. Nem PSDB, nem MDB, nem DEM, nem PP, nem PSD: nenhum partido da grande burguesia defende a saída de Bolsonaro. Do jeito que as coisas estão, sem conseguir emplacar um candidato da “terceira via” e obrigados a assistir a uma eleição polarizada entre a esquerda (Lula) e Bolsonaro, os partidos da direita já demonstram claramente que não hesitarão em repetir o que fizeram em 2018: apoiar Bolsonaro.

João Paulo Rodrigues deveria refletir a respeito disso. O PSDB e a direita não querem levar ninguém para a rua para lutar junto com a esquerda. E mesmo se quisessem não conseguiriam, porque não têm base popular. A pouca base que tinham foi pulverizada com a polarização política, o centro foi esvaziado.

No entanto, a esquerda consegue levar o povo para a rua. As milhões de pessoas que têm participado dos protestos desde o dia 29 de maio foram levadas exclusivamente pela esquerda, não pela direita. Lula, sozinho, tem 49% de todo o eleitorado nacional. O PT é o partido com o maior número de militantes do País. A CUT é a maior central sindical da América Latina. O MST é um dos maiores movimentos sociais do mundo. É para essa gigantesca base social popular que a esquerda deve se voltar.

João Paulo deveria entender a necessidade de levar colunas de sem terra, caravanas de camponeses dos acampamentos e assentamos, para os atos, ao invés de acreditar que os 40 infiltrados do PSDB contribuirão em algo na luta.

Certamente os companheiros da base do MST expulsariam os infiltrados, fossem eles bolsonaristas ou tucanos.

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