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Impugnação de Bolsonaro: uma manobra dos sem voto

Identitarismo

O fascismo colorido de Eduardo Leite continua sendo fascismo

Eduardo Leite (PSDB), cassasco, repressor e privatizador no Rio Grande do Sul, se declarou gay para tentar ganhar projeção eleitoral como a "terceira via".

Eduardo Leite, apelidado de BolsoGay – Reprodução

A burguesia está se utilizando de diversos recursos para destruir o movimento Fora Bolsonaro que se desenvolve nas ruas por todo o Brasil. Porém, neste momento, um recurso fundamental é a difusão de ideias identitárias no movimento.

O identitarismo é uma ideologia do imperialismo, difundida pela imprensa capitalista e assimilada por setores confusionistas da esquerda pequeno-burguesa.  Ele desloca a luta do povo negro, mulheres e LGBTs, de questões materiais, portanto, reais da luta de classes, para noções subjetivas e superficiais, podemos dizer, cosmésticas. Isto é, de uma luta contra o sistema capitalista e o imperialismo para uma discussão abstrata, que leva à confusão, divisão, segmentação e, finalmente, dispersão da luta. Estas concepções não são, sob nenhum ponto de vista, ideias que refletem os interesses dos oprimidos e sim dos opressores, completamente estranhos às massas populares.

Nas eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2020, o imperialismo se apoiou no identitarismo para forçar o apoio da esquerda pequeno-burguesa e da intelectualidade ao candidato da ala direita do Partido Democrata, Joe Biden. Os democratas foram vendidos como os campeões da luta das mulheres, dos negros e LGBTS, promotores da inclusão e da representatividade. Nada mais longe da realidade.

Pelo contrário, o governo de Barack Obama, o “primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos”, bateu recordes de deportações de imigrantes latino-americanos e construiu os campos de concentração para imigrantes. Os negros continuaram a ser encarcerados em massa na ampla rede do sistema penitenciário. Os países africanos e latino-americanos continuaram a ser destruídos pela intervenção imperialista. A inclusão e a representatividade das mulheres nas instituições burguesas se resume a uma ínfima minoria. A imensa maioria das mulheres pobres e trabalhadoras continuou a sofrer com a miséria, violência e o confinamento doméstico.

A noção de representatividade é uma armadilha do identitarismo para cooptar a esquerda pequeno-burguesa e setores da intelectualidade progressista. Ao invés de se unir aos trabalhadores para derrotar a burguesia e o sistema de opressão capitalista, passa-se a reivindicar a assimilação ao sistema de opressão da burguesia, um imperialismo supostamente inclusivo, humano e a favor das minorias políticas, mulheres, negros e LGBTs.

A Rede Globo, uma das principais vozes do imperialismo no Brasil, se dedica a difundir concepções identitárias. O monopólio golpista deu destaque ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que se assumiu gay no programa Conversa com Bial no dia 1º de julho. Esta é uma manobra da Globo e do PSDB para projetá-lo politicamente como o candidato da chamada “terceira via”, isto é, o representante do bloco político dos partidos que organizaram o golpe de Estado de 2016.

Ao se assumir gay, Eduardo Leite tenta mudar sua imagem característica de político tucano, de repressor, inimigo do povo e privatizador do Rio Grande do Sul. Setores da esquerda pequeno-burguesa, particularmente dirigentes do PSOL, como Luciana Genro e Fernanda Melchionna, da corrente Movimento de Esquerda Socialista (MES), bem como Manuela D’Ávila (PCdoB), se apressaram em parabenizá-lo pela “coragem”. Com isso, endossam a manipulação e jogam areia nos olhos da militância e da juventude.

Um exemplo da manipulação através do identitarismo é a campanha da Globo, Uol e El País em torno do entrevero de militantes do PCO com os infiltrados do PSDB no último ato Fora Bolsonaro do dia 3 de julho na Avenida Paulista. Os infiltrados pagos por João Dória foram vestidos com camisetas da “Diversidade Tucana”, com o objetivo de esconder os verdadeiros objetivos de sua presença, que é introduzir a direita para sequestrar os atos convocados pela esquerda e, na sequência, levantar as palavras de ordem “abaixa a bandeira” e expulsar a esquerda. 

A Rede Globo pintou os bate-paus do PSDB como militantes LGBTs e a expulsão desses como se isso tivesse relação com a homofobia ou com algum tipo de rejeição à luta do movimento LGBT, e não ao fato de eles serem infiltrados do PSDB, um partido inimigo do povo brasileiro, que já promoveu diversos massacres contra  professores, servidores, operários nas favelas e estudantes. O que demonstra que o identitarismo é um recurso, uma cartada da burguesia com a finalidade de gerar confusão, jogar determinados setores pequeno-burgueses contra a ala mais combativa do movimento de rua.

Conforme o jornalista da revista Fórum, Renato Rovai, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) foi responsável pelo convite para que o setorial Diversidade Tucana participasse da mobilização. Trata-se de uma fonte confiável nesse quesito, uma vez que Rovai tem estreitas ligações com o PSOL, a ponto de atacar o PCO pelas críticas que o Partido faz a Boulos e à frente ampla.

Isto é, a ideia é introduzir o PSDB de João Doria com a fachada de que se trata de militantes LGBTs. Como se o PSDB tivesse militância política e não dinheiro para pagar mercenários disfarçados. Mercenários e infiltrados com camisetas LGBTS não deixam de ser mercenários e infiltrados. Os tucanos não deixam de ser os carrascos do povo brasileiro se estiverem vestidos – ou escondidos – com o arco-íris da bandeira LGBT.

A suposta agressão à “Diversidade Tucana” é uma farsa para atacar o Partido da Causa Operária e justificar a política da frente ampla, de submissão do movimento popular ao PSDB. Esta política é o eixo central da quase totalidade da política da esquerda pequeno-burguesa e o PSOL está empenhado nisso. 

A luta contra o PSDB nas manifestações da esquerda é a luta contra a política da frente ampla. A burguesia quer projetar sua própria alternativa ao governo Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido). O PSDB é marcado pelo golpe de Estado de 2016. Sua presença nos atos pelo Fora Bolsonaro, ainda que este partido sequer tenha assinado algum pedido de impeachment, é uma maneira de tentar limpar sua ficha. O identitarismo é uma manipulação para que apareça como democrático e a favor da luta do movimento LGBT e do povo, embora o PSDB seja o maior de todos os inimigos do povo.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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