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Fofoca imperialista

As mentiras do imperialismo sobre os protestos em Cuba

Imperialismo investe pesado em mentiras contra Cuba.

Bandeira americana em ato em Cuba. – Foto: CubaDebate/Twitter

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Os atos ocorridos em Cuba no dia 11 de julho foram politicamente marcantes. A presença de pessoas nas ruas e as ações de manifestantes e governo cubano deram a deixa para uma grande confusão criada pela completa e total desinformação.

Tudo se iniciou na cidade de San Antonio de los Baños, porém, logo, outras manifestações ocorreram no país. O lema dos manifestantes era claramente contra o governo de Cuba. O fato foi altamente noticiado na imprensa imperialista. Claramente um fato criado artificialmente pelo imperialismo.

Entretanto, os fatos do passado mostram que a imprensa burguesa, especialmente a ligada ao imperialismo não é nem um pouco confiável.

A principal manchete é de que a população cubana estaria se rebelando contra o governo de maneira espontânea. Porém, isso é uma grande fraude. O nível de coordenação entre os protestos em diversas cidades é forte indício de que houve, sim, um planejamento prévio. Algo muito diferente de uma “manifestação espontânea”. Por trás dos atos, apesar de todo cinismo, está o imperialismo norte-americano.

No fim de junho, William Burns, diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, sigla em inglês), esteve na Colômbia em uma “missão”. Desde então, o presidente do Haiti foi assassinado por mercenários colombianos (para justificar uma “intervenção militar humanitária” no país), paramilitares colombianos causaram caos nas redondezas de Caracas pouco antes das eleições regionais (para enfraquecer o governo bolivariano) e, agora, acontecem manifestações em Cuba.

Por ano, os Estados Unidos investem 20 milhões de dólares americanos em grupos “dissidentes” (leia-se contrarrevolucionários). Destes, incluem-se diversos “blogueiros independentes”.

O papel destes “blogueiros” é, para o imperialismo, diferente do órgãos da imprensa “oficial” como CNN, NBC, Fox, CBS, ABC e outras tantas de rádio, televisão e imprensa escrita. Os tais blogueiros conseguem, por um lado, chegar com mais facilidade a diferentes públicos.

Diferentemente, dos grandes conglomerados da comunicação, estes blogueiros se passam por independentes, pois seus patrocinadores, muitas vezes os mesmos dos grandes órgãos, não aparecem. Além disso, é muito fácil e barato criar estes blogueiros.

Tenha-se por exemplo, gente do naipe de Movimento Brasil Livre (MBL) e Revoltados OnLine no Brasil. Surgiram do nada, impulsionados discretamente por dinheiro que não se sabe de onde veio e algoritmos de recomendação do YouTube e Facebook.

Outros perfis nas redes sociais, geralmente anônimos, utilizam mentiras ainda mais escancaradas para tentar gerar algum fato político.

Aqui, serão mostradas alguns exemplos de mentiras espalhadas sobre os atos em Cuba.

Mentira #1: fotos e vídeos dos protestos

O vídeo publicado no Twitter pelo usuário @lesssuarez, que publica vídeos dizendo que a aplicação da vacina necrosa o braço das pessoas ou vídeos do fascista Jair Bolsonaro, coloca a comemoração da torcida argentina pela Copa América como se fosse um protesto de gigantesca magnitude em Havana.

Não é necessário ser muito esperto para perceber que o local onde acontece a aglomeração de pessoas não é Havana.

Uma foto de uma grande manifestação foi dada como se tivesse ocorrido em Cuba em publicações nas redes sociais. Porém, segundo a Colombiacheck e a agência espanhola de notícias EFE, trata-se de uma foto de um ato ocorrido no Egito em 2011 contra o governo Mubarak.

Protesto no Egito em 2011. Foto: Tarek Fawzy / AP

Uma coisa que assusta é o fato da mentira ser contada mesmo com diversas bandeiras do Egito presentes na manifestação.

Seguindo o festival de fotos e vídeos tirados em outros lugares, há uma foto de um ato realmente massivo que ocorreu em Barcelona em 2018 e publicado atualmente como se fosse em Cuba. A agência espanhola EFE também desmentiu este fato, muito porque a foto foi tirada por um de seus fotógrafos.

Manifestação em Barcelona em 2018. Foto: Quique Garcia / EFE

Além da grande presença de bandeira da Catalunha e, para variar, nenhuma de Cuba, pode-se ver uma quantidade bastante grande de prédios altos em uma grande metrópole, o que claramente não pode ser Cuba.

Um vídeo de uma grande manifestação no Haiti em 2019 foi utilizado como se o fato tivesse ocorrido em 11 de julho na cidade de Camagüey.

O mesmo vídeo também foi publicado mais de uma vez no Facebook. A agência francesa AFP, desmentiu a publicação, além de tê-la também encontrado em romeno.

A direita brasileira também não perdeu tempo e publicou em Facebook, Twitter e TikTok um vídeo de uma manifestação no Chile, em 2019, como se tivesse ocorrido em Cuba. A informação foi verificada como falsa pela AFP.

O #Mito2022 no vídeo é apenas a cereja do bolo da imbecilidade.

Outro vídeo, com exercícios da polícia indiana, em 2017, também foram colocados nas redes sociais brasileiras para tentar passar a imagem de que a polícia cubana estaria atirando contra manifestantes.

O New York Post embarcou na mentira e também fez uma notícia “bombástica” usando o vídeo. Isto mostra que o tal profissionalismo da imprensa burguesa não é tão profissional assim.

A AFP já havia esclarecido a origem do vídeo em outra oportunidade, quando utilizado para espalhar a mentira que a polícia indiana havia atirado contra caxemires.

Outra imagem que também circulou o mundo para legitimar informação falsa acerca dos atos em Cuba foi a mostrada abaixo.

Foto: AFP

A foto tirada por fotógrafo da AFP mostra não os atos de 11 julho de 2021, mas o ato de primeiro de maio de 2013 na ilha.

Mentira #2: o incêndio da delegacia de polícia em Güinera

Um dia após os atos, em 12 de julho, começou a circular a mentirosa notícia de que o Conselho Popular Güinera, no município de Arroyo Naranjo, um dos subúrbios de Havana, havia ateado fogo em uma delegacia de polícia e assassinado o chefe de polícia.

Segundo nota do Ministério do Interior de Cuba, elementos do Conselho Popular Güinera tentaram dirigir-se à estação de polícia, mas foram interceptados por forças do Ministério do Interior e da própria população. Houve vandalização de casas, incêndio de contêineres e sabotagem da rede elétrica local. Os delinquentes agrediram civis e agentes do Ministério com armas brancas, pedras e outros objetos. Entretanto, não houve incêndio algum, apesar de este poder ter sido a motivação dos revoltosos.

Mais uma vez o que se vê são notícias que tentam dar um ar de espontaneidade ao movimento, porém todas as ações parecem ser bastante orquestradas.

Durante o confronto, Diubis Laurencio Tejeda, de 36 anos, acabou morto. Esta foi a única morte confirmada durante o período de protestos. Diferente do que é veiculado na imprensa imperialista, onde os números são inventados.

Mentira #3: a prisão de Karel Aguilar Chacón

Um vídeo de um homem detido espalhou-se na internet como a prisão do esportista cubano Karel Aguilar Chacón. Porém, o homem detido não era o famoso atleta cubano da canoagem (4 ouros em jogos Panamericanos e 4 medalhas em copas do mundo).

À NTV, rede de televisão de Cuba, o próprio atleta deu a notícia desmentindo a prisão. A única coisa que Karel Aguilar Chacón tem de semelhante ao rapaz preso é o nome, sendo o detido Karel Aguilar Rueda.

A famosa agência de notícias alemã Reuters publicou a mentira no dia 14 de julho. Isto mostra que a imprensa imperialista está pronta para cometer “erros humanos” quando se trata de Cuba.

Mentira #4: foto policial cubano chorando por ter reprimido manifestantes

Circulou pesadamente nas redes sociais a foto de um policial da Polícia Nacional Revolucionária sentado com a mão na cabeça. Segundo as legendas e publicações, tratava-se de um policial a lamentar-se por ter sido obrigado a reprimir as manifestações do dia 11 de julho.

Isto não passa de mentira. Como levantado pela Agence Press, a imagem circula na internet desde fevereiro deste ano.

Mentira #5: a fuga de Raúl Castro para Venezuela

Também compartilhada na internet, uma foto do revolucionário Raúl Castro desembarcando de um avião. Segundo a mentirosa publicação, esta seria a denúncia de que Raúl Castro teria fugido de Cuba para Venezuela.

Foto: Reprodução

Entretanto, segundo levantado pelos jornais Maldita (Espanha), El Dinamo (Chile) e a agência Colombiacheck, trata-se de uma foto tirada em 2015 durante uma viagem oficial de Raúl Castro à Costa Rica. A publicação foi realizada por Rafael Bueno, que descreve-se como “músico, escritor e jornalista graduado em jornalismo e comunicação massiva na FIU”. A FIU é a Universidade Internacional da Florida, sediada nos Estados Unidos e um grande “depósito” de contrarrevolucionários e inimigos de Cuba.

O site El Informador, do México, também quis dar uma de esperto e publicou a mesma mentira.

Mentira #6: foto de jovem ferido a bala

Foi compartilhada, nas redes sociais, imagem de um jovem ferido a bala. Segundo as publicações, seria a prova de que o governo cubano estaria ordenando que a polícia abrisse fogo contra a população.

Como pode ser visto, a imagem corresponde a uma vítima de bala perdida em Caracas.

Mentira #7: demissão do vice-ministro do Interior de Cuba

A rede norte-americana ABC, provavelmente o maior canal de televisão do mundo, assegurou que o vice-ministro do Interior de Cuba, o general de brigada Jesús Manuel Burón Tabit, teria sido demitido por questionar a tomada de decisões do Ministério do Interior e do Conselho de Segurança, além do uso de força excessiva contra os manifestantes.

O site Cubadebate desmentiu a afirmação do canal imperialista.

Mentira #8: prisão do primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba em Camagüey

Em 14 de julho, a NTV desmentiu a notícia de que o primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba na província de Camagüey, Ariel Santana Santiesteban, havia sido preso com o apoio da própria polícia.

O canal cubano entrevistou o próprio Santiesteban, que desmentiu, ao vivo, a informação de que havia sido preso.

Também não há informação alguma de que os policiais de Camagüey tenham abandonado seus postos.

Mentira #9: prisão de homem em Cárdenas pelos boinas negras

Nos dias 14 e 16 de julho, o programa de notícias da NTV desmentiu a prisão violenta do morador de Cárdenas, Daniel Joel Cárdenas Díaz, pela Brigada Especial.

Segundo vídeo que circulam nas redes sociais, e que foram amplamente divulgados por sítios “independentes” localizados em Miami e especializados em difundir notícias contra Cuba, uma mulher denunciava a prisão violenta de seu marido e que este ainda teria sido baleado pela Brigada Especial. Em outro vídeo, um suposto primo do homem baleado disse que teriam baleado-o quatro vezes e que estava em uma Unidade de Terapia Intensiva em estado grave.

Na transmissão de 14 de julho, o próprio Daniel Cárdenas, sem aparentar problema de saúde algum concedeu entrevista a NTV. O telejornal também exibiu imagem que prova que Cárdenas realmente cometeu um ato de vandalismo. Ele foi preso por tal motivo, mas nem perto da truculência “denunciada” nos vídeos mentirosos.

Mentiras são uma ferramenta do imperialismo

O uso de mentiras contra o governo cubano, associado ao criminoso embargo econômico que já dura 60 anos, é mais uma das estratégias do imperialismo norte-americano para enfraquecer a revolução.

A organização dos atos contra o governo cubano surgem no exato momento que o país termina o desenvolvimento de 5 vacinas próprias contra a COVID-19 apesar de ser um país com limitadíssimos recursos e necessitar importar até materiais de primeira necessidade.

As vacinas permitirão que Cuba consiga rapidamente uma fonte gigantesca de divisas através de acordos de transferência de tecnologia, sendo o maior produto de exportação cubano desde o açúcar.

O desenvolvimento de vacinas em Cuba coloca em xeque um negócio bilionário de farmacêuticas norte-americanas como Moderna, Pfizer e Johnson&Johnson. Diferentemente dos imperialistas, Cuba deverá exportar as vacinas a preços justos, o que levará os gigantes da indústria farmacêutica a perderem somas vultuosas. Isto também permitirá que a vacina chegue em países pobres como os da África, Ásia e Caribe.

Portanto, deve-se travar um combate contra as mentiras espalhadas pelo imperialismo. Além disso, é dever de todos defender Cuba dos ataques imperialistas, pois, como visto, a derrota da revolução significará também a impossibilidade de acesso de países pobres à vacina contra COVID-19.

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