Golpe em marcha

África do Sul: revolta popular contra o golpe ao nacionalismo

Com 1/3 da população desempregada (32%), o país africano sofre com muita pobreza e falta de vacina (somente 2% da população se vacinou)

zuma

População faz barricadas exigindo a libertação e a volta de Zuma – Reprodução

Redação do DCO

Iniciada no dia 8 de julho, quando o ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, fora preso, uma onda de protestos tomou conta da África do Sul. Atuando sob a forma institucional, o imperialismo conquistou mais uma batalha contra os direitos democráticos da população. Qualquer semelhança com os casos da América do Sul não é mero acaso; trata-se de um estratagema do imperialismo que utiliza o aparelho judiciário com objetivos políticos para impor sua política neoliberal.

Bastou que Zuma se entregasse para que a rebelião popular tomasse o país. As condições materiais da população deterioram-se com grande velocidade e apertam o pescoço da população como uma forca. Bastou o ex-presidente comparecer ao tribunal para que o país pegasse fogo. O motivo? Todos já sabem, ou ao menos deveriam saber! Um suposto crime de corrupção. Esse é o recurso mais habilmente utilizado pelo imperialismo contra os países atrasados.

Com 1/3 da população desempregada (32%), o país africano sofre com muita pobreza e falta de vacina (somente 2% da população se vacinou). O índice de desemprego na juventude chega a 60%. A substituição de Zuma por Cyril Ramaphosa, atual presidente do país e do Congresso Nacional Africano (CNA) buscou substituir a ala nacionalista do CNA pela ala pró-imperialista. Essa manobra, porém, não contava com tamanha desaprovação. Sob o governo de Ramaphosa, neoliberal e de choque direto com a população, 25 mil militares foram colocados para reprimir os manifestantes. O direitista, a mando do imperialismo, tem feito questão de repetir o que ocorrera há pouco tempo. O país que sofreu cerca de 70 anos com o regime ditatorial do apartheid, a ditadura do partido único, o Partido Nacional, corre sério risco de voltar a ser uma verdadeira colônia do imperialismo, mesmo que isso custe milhões de vidas. O objetivo do golpe dado através do judiciário é o espólio do país pelos abutres imperialistas que enxergam no país uma grande possibilidade de recuperarem os lucros perdidos durante os últimos anos.

Atualmente, o governo Cyril Ramaphosa aplica uma política neoliberal – isto é, pró-imperialista. E esse governo é fruto de um golpe interno no CNA, que é o partido nacionalista do país. Em primeiro lugar, tiraram Jacob Zuma (da ala nacionalista) sob a desculpa de corrupção; por conseguinte, o tiraram do governo e colocaram Ramaphosa – vassalo do imperialismo. Com a evolução da crise política e econômica do país, aumentou, também, a perseguição a Zuma, e ele foi preso, impulsionando a revolta popular.

Desde que Zuma fora retirado da presidência, a população sofre com as mazelas da política de terra arrasada imposta por Ramaphosa. A situação, no entanto, é cada vez mais crítica e as manifestações estão ainda mais radicalizadas que no começo. Assim como fizeram em inúmeros países no mundo, os países imperialistas retiram por diferentes meios os governos nacionalistas dos países atrasados para colocar no lugar um governo fantoche que atenda aos interesses das grandes multinacionais e do capital financeiro.

O caso de Zuma é muito parecido com a perseguição contra Lula. É um golpe do imperialismo contra o nacionalismo burguês, colocou um representante da ala direita pró-imperialista e rifou a ala nacionalista para espoliar o país. Esse é o resultado de mais um golpe promovido pelos países ditos “democráticos” que impõem uma verdadeira ditadura contra a classe trabalhadora e os demais setores oprimidos. Por ser totalmente impopular, a política dos democratas para os países atrasados é imposta de cima para baixo com o auxílio da lei: a lei do capital. No capitalismo, até a forma mais próxima de uma suposta democracia é na verdade a ditadura do capital contra os que vendem a força de trabalho.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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