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O governo Biden e o avanço imperialista contra os povos oprimidos

Como seria com Chávez?

A esquerda expulsaria Hugo Chávez do movimento

Ao que parece, caso Hugo Chávez estivesse presente no movimento atual, a esquerda pequeno-burguesa já o teria expulsado.

Hugo Chávez contando com o apoio da população – Reprodução

Diferente das teses e discussões acadêmicas, o movimento político é concreto. Os avanços e recuos da classe operária, inevitavelmente, resultam em conclusões políticas e permitem às massas uma maior compreensão da realidade através da experiência. Os partidos ditos revolucionários, diferente dos partidos burgueses, têm por obrigação educar as massas quanto aos estratagemas da burguesia, as trapaças da direita e aos reais objetivos dos inimigos da classe trabalhadora. É preciso, no entanto, ser intransigente quanto à defesa da classe trabalhadora, não confiar na imprensa capitalista e jamais – é preciso deixar bem claro! Jamais aliar-se ao inimigo contra o impulso natural das massas contra os opressores.

Não se pode exigir dos oprimidos benevolência enquanto existir a ditadura da burguesia contra a classe trabalhadora. É com base nesse entendimento que a radicalização das massas deve ser canalizada e dirigida com cada vez mais eficiência contra os inimigos. Não é novidade para nenhum revolucionário que a revolução é um processo violento, mas onde queremos chegar?

É muito comum grupos de esquerda demonstrarem muito respeito ao ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez. De fato, o processo revolucionário dos nossos vizinhos culminou numa evolução considerável das massas à esquerda. O nacionalismo burguês, típico de países atrasados, diferencia-se dos países imperialistas por apoiarem-se nas massas e terem um lastro significativo nas camadas operárias. Na Venezuela, o resultado desse processo culminou na manutenção de Hugo Chávez após o golpe que sofrera em 2002. De início, o processo buscou uma política moderada e conservadora, mas as conclusões tiradas do golpe levaram ao rompimento dessa política. Quando do golpe a direita tirou Chávez do governo, o povo saiu nas ruas fazendo uma verdadeira revolução popular, quebrando tudo e batendo na direita. Pode-se dizer, sem receio, que os golpistas foram arrancados à força do Palácio de Miraflores e Chávez foi empossado novamente.

A experiência demonstrou o óbvio: com a burguesia não se brinca e a direita está sempre disposta a dar golpes. Isso fez com que Chávez se radicalizasse, sem deixar de ser um nacionalista burguês, e combatesse a direita, expurgando o exército dos fascistas, realizando programas sociais, criando as milícias populares e os coletivos, armando o povo. O que seria da República Bolivariana da Venezuela se não houvesse o apoio massivo da população? O legado de Chávez, embora possa ser alvo de críticas dos pacifistas de esquerda, foi a criação de uma milícia do povo armada. Essa base, como base fundamental da sustentação do governo de Nicolás Maduro, é que tem frustrado todas as tentativas de golpe da direita. Maduro mesmo já disse, assim como outros dirigentes chavistas como Diosdado Cabello, que a direita não voltará ao poder de jeito nenhum. Não é surpresa para ninguém que acompanha a situação na Venezuela as diversas tentativas de golpe dirigidas pelo imperialismo. Em muitas ocasiões, mesmo na Assembleia Nacional, os chavistas tiraram a direita de lá na base do tapa. Pode-se concluir, então, que chavistas são agressivos com a direita. Estariam eles errados? Para nós, não! mas se fizessem isso em um ato no Brasil seriam repudiados pela esquerda pequeno-burguesa, que iria ao socorro dos Guaidós, dos Leopoldos Lopez da vida.

Vejam, caros leitores… Estamos dizendo que Hugo Chávez não era radical, mas um político moderado que buscou não entrar em choque direto com a burguesia. Basta ver que a propriedade dos principais meios de produção ainda continua nas mãos da burguesia. No entanto, como era militar, ele sabia identificar o inimigo e era uma pessoa mais dura. Depois do golpe de 2002, ele não teve outra alternativa senão radicalizar. A esquerda pequeno-burguesa brasileira já se perguntou por que não tem golpe militar na Venezuela? Porque o exército foi expurgado de direitistas. E por que a direita não toma as ruas em manifestações coxinhas? Esse é o resultado da radicalização que ocorreu após anos de experiência em enfrentamentos com a direita e a burguesia venezuelana. O que mantém o governo em pé é que o povo está organizado e pressiona muito o governo contra a direita, assim a direita fica sem espaço para atuar. O governo não caiu porque as ruas não deixaram, mesmo com a direita sendo maioria no parlamento. Guaido não conseguiu nada porque o povo estava mobilizado e radicalizado.

Os venezuelanos aprenderam através da experiência do golpe de 2002. Mas e aqui no Brasil? Teriam as manifestações de 2013 e a infiltração da direita produzido algum aprendizado para a esquerda? O golpe verde-amarelo de 2016 teria sido suficiente para diferenciarmos os golpistas do movimento contra o golpe? Ao que parece, caso Hugo Chávez estivesse presente no movimento atual, a esquerda pequeno-burguesa já o teria expulsado.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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