Região Sul registrou atos em mais de uma centena de cidades

Batalha vencida

3 de julho, uma vitória da esquerda contra o termidor

Mobilização popular se sobrepõe à ala direita do movimento e faz um grande ato pelo "Fora Bolsonaro"!

Pneus queimados no ato das organizações antifascistas em Belo Horizonte. – Foto: Cadu Passos/Jornalistas Livres

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O dia 3 de julho marcou mais um dia histórico na luta contra o governo fascista e ilegítimo de Jair Bolsonaro. No Brasil inteiro, mais de 800 mil pessoas em 312 cidades.

Apesar do número positivo, o perigo espreita o movimento. Os atos anteriores, ocorridos no dia 19 de junho, tiveram uma adesão ainda maior de cidades. Na data, mais de 400 cidades tiveram atos pelo “Fora Bolsonaro”.

A resposta para o problema está no “termidor”. O nome vem do mês do termidor, onde na Revolução Francesa, os jacobinos, facção mais radical da Revolução foi derrubada. Na literatura comunista, mais precisamente na de Leon Trotsky, o termidor significa a tomada do movimento revolucionário pelas alas contrarrevolucionárias, como ocorrido com a subida de Stalin na União Soviética.

Em toda luta com, ao menos, um mínimo caráter revolucionário, o termidor está presente, aguardando a oportunidade de agir. A oportunidade de isolar o setor mais combativo do movimento de massas.

No movimento pelo “Fora Bolsonaro” a coisa não é diferente. Apesar de não ser um movimento formalmente revolucionário, apenas o fato de ter apelo popular pela queda de um governo abertamente ligado às parcelas mais conservadoras da sociedade já o faz conter a semente revolucionária.

O termidor dentro do “Fora Bolsonaro” é as correntes pequeno-burguesas mais atreladas à burocracia do Estado e dos sindicatos.

A tentativa de desmobilização

A aposta destes lobos em pele de cordeiro é claramente o esvaziamento dos atos.

Para os leitores menos conhecedores das práticas “pelegas” dentro movimento de massas, haverá sempre a dúvida de como a esquerda pode sabotar seu próprio movimento.

A resposta está nos objetivos políticos de ordem pessoal. A esquerda termidoriana não tem como objetivo uma mudança de fato do regime. Pelo contrário, aposta num ajuste simples deste, em estabelecer um governo direitista e ligado à burguesia. Em outras palavras, a esquerda termidoriana quer uma aliança com a direita. A mesma direita que derrubou um governo que, apesar de inúmeros erros, ainda era de esquerda, arquitetou, junto com o imperialismo, a prisão política do nome mais popular da esquerda e a subida de um governo abertamente fascista.

Entretanto, a política de frente ampla e ajuste fino à direita não pode existir neste momento da política brasileira. O golpe de 2016 – iniciado em 2013 – junto a outros diversos acontecimentos (crise econômica, etc.) criou um ambiente de agressiva polarização entre as forças populares e os setores mais reacionários. Também há o fato de que o golpe de 2016 acabou destruindo a própria direita tradicional, que não consegue emplacar nenhum de seus nomes, dada a rejeição da população a partidos como PSDB, DEM e MDB.

As mobilizações de rua, sejam da esquerda ou dos bolsonaristas, aprofundam ainda mais a polarização. Mais do que isso, circunscreve a disputa política a dois nomes: Lula e Bolsonaro. Um desastre para a direita tradicional e para seus aliados da esquerda termidoriana.

O primeiro ato do termidor foi marcar o ato posterior ao 19 de junho para 24 de julho, mais de um mês após.

Julho é um mês de férias escolares em boa parte do Brasil. Naturalmente, um período de mais difícil mobilização. Assim, os inimigos dentro do movimento tentaram colocar um balde de gelo nas mobilizações. Todavia, como não conseguem controlar tudo, uma parte da esquerda colocou em pauta, de supetão, um ato no dia 3 de julho.

Sobre as reais motivações desta ala em colocar o ato em 3 julho, pouco se sabe. Pode ter sido feito para fazer um ato fracassado, para criar o argumento de que a mobilização não tem verdadeiro apoio popular. Também pode ter sido uma reação aos termidorianos, para que os atos de rua não ficassem tão espaçados.

Como resposta ao ato do dia 3 de julho, a esquerda termidoriana aproveitou para colocar em prática uma tática de confusão e desmobilização utilizada pela direita. Para isso, impulsionou, dentro do movimento o uso do preto, sob o falso pretexto de ser um luto pelas 500 mil mortes causadas pelo governo genocida, e do verde-e-amarelo, sob a justificativa de tentar recuperar as cores nacionais “usurpadas” pelo bolsonarismo.

O objetivo do termidor era claramente fazer luto nenhum e muito menos recuperar símbolos nacionais. Sua meta era, e ainda é, retirar o vermelho dos atos para que seja possível infiltrar a direita golpista dentro da mobilização.

O segundo ato do termidor ocorreu no “super” pedido de impeachment entregue na última semana de junho. O pedido, que no fim das contas não passa de pedaços de papel, deveria contar apenas com membros da esquerda (ou que se dizem de esquerda, caso da Força Sindical). Entretanto, os termidorianos arquitetaram a desmoralização do naturalmente inócuo pedido ao permitir que elementos escatológicos do bolsonarismo, como Joice Hasselmann, Alexandre Frota e Kim Kataguiri, assinassem-no.

O termidor age em todas as frentes. Mais do que construir algo, seu objetivo é desmoralizar e destruir qualquer mobilização popular.

Balanço dos atos

Apesar da falta de tempo para a organização e da forte campanha para sua despolitização (“esconder” o vermelho), os atos do dia 3 de julho foram um extremo sucesso. Não apenas no Brasil, mas em mais de 30 cidades espalhadas em 16 países no exterior, pessoas foram às ruas pelo “Fora Bolsonaro”.

Mesmo que tentássemos, seria impossível descrever todos os atos. Entretanto, há pontos que mostraram-se muito relevantes.

O primeiro deles foram as manifestações em Belo Horizonte. Na alvorada do dia 3 de julho, grupos antifascistas foram às ruas e obstruíram o viaduto Dona Helena Greco. Eles queimaram pneus e obstruíram a passagem de automóveis. Isto já foi uma pequena amostra da intensidade da polarização política no país.

Um segundo ponto muito importante foi a manutenção do vermelho nos atos. Além dos partidos políticos da esquerda, houve uma fortíssima presença do Movimento Sem Terra (MST) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Pode parecer trivial ou até pequeno, mas o MST “puxando” o vermelho no interior e a CUT nas principais cidades, mostra a raiz da revolução, a união entre os trabalhadores do campo e da cidade.

Por mais que o Brasil seja um país onde a população está fortemente assentada na costa, é inegável a influência do interior. Das 312 cidades a maioria era do interior do país. Algumas delas, cidades sem presença da esquerda organizada. Assim, reforça-se a importância do MST na mobilização da classe trabalhadora.

Nas capitais os atos também foram bastante fortes. Multidões foram às ruas, de vermelho, no Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e demais capitais do Brasil. Os atos, de norte a sul do país mostraram-se não apenas um ato pelo “Fora Bolsonaro”, mas contra as privatizações, pelo auxílio emergencial e pela vacinação de toda a população.

O 3 de julho mostrou, de fato, que a mobilização é maior que a tentativa de sabotagem da ala direita da esquerda brasileira.

O ato na Avenida Paulista

O maior ato, como já era de se esperar, ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo. Milhares de manifestantes tomaram uma das avenidas mais conhecidas do país. Foram diversos quarteirões vermelhos.

O ato na Paulista contou com uma variedade de organizações de esquerda. Partidos, sindicatos e organizações populares tomaram às ruas de São Paulo contra o governo fascista de Jair Bolsonaro e seus aliados.

Entretanto, a luta popular não é um caminho florido, mas uma estrada sinuosa.

A esquerda termidoriana, que prostituiu o movimento ao chamar elementos da direita para assinar o tal “superimpeachment”, abriu as portas para infiltração nos atos de elementos que apoiaram o bolsonarismo.

O PSDB foi ao ato não apenas com a chancela, mas com o vergonhoso apoio de setores da esquerda. Nas fotos abaixo, podem ser vistas bandeiras da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES), da União Nacional dos Estudantes e da Juventude Pátria Livre (JPL) no meio do “bloco do PSDB”.

Não bastando estar no ato, o PSDB de João Doria Júnior, que utilizou a alcunha de Bolsodoria durante as eleições de 2018, ainda expôs faixas e bandeiras fazendo alusão ao recentemente falecido Bruno Covas. O mesmo Bruno Covas responsável por colocar estruturas de concreto embaixo de viadutos para impedir que pessoas em situação de rua lá se abrigassem.

São partidos e organizações sem apelo popular nenhum. O PSDB e a direita não levam pessoas às ruas sem pagar a elas para ir. Os tucanos e o restante da direita não agregam coisa alguma ao movimento. Não faz sentido algum buscar apoio de quem não tem apoio algum. Pelo contrário, só despolitiza o movimento aos olhos da população.

A presença do PSDB nos atos, aliada à memória da participação do Partido no golpe, criou o ambiente perfeito para o entrevero que ocorreu entre militantes da esquerda, principalmente os do PCO, e os do PSDB.

A esquerda derrotou os agentes da direita. Colocou-os para correr. Foi a revoada dos tucanos.

A esquerda amiga da direita

Não é preciso ser gênio para perceber o papel oportunista dos tucanos e a tentativa de cooptarem os atos, como assim o fizeram em 2013. Qualquer militante de esquerda com alguma idade deve lembrar do rumo que os atos de 2013 tomaram após a entrada da direita nestes. Abrir a porta dos atos e entregar toda mobilização de bandeja para à direita.

Apesar disso, o que mais se viu na imprensa dita progressista e na esquerda “amiga da direita” foi uma pressão violenta especialmente contra o PCO. A reação agressiva da “assessoria de impressa” da esquerda termidoriana foi tamanha que não seria nem um pouco absurdo dizer que se tivessem a mesma vontade de defender Lula ou combater o golpe com a qual defendem os “militantes” do PSDB, o governo do PT nunca teria caído.

O grande nome da imprensa termidoriana é a Revista Fórum.

Conhecida por já atacar o PCO em outras ocasiões, a “revista” atingiu um novo patamar em direitismo. Seu editor, Renato Rovai, mostrando todo um repertório digno da direita, publicou no Twitter:

“Pessoal do PCO é o novo black bloc. O ataque aos militantes do PSDB mostra que os organizadores dos atos terão que lidar com isso. Ou se afastam e denunciam esse grupo ou serão responsabilizados pela selvageria de gente que não tem voto e nem preza a democracia”

A publicação foi curtida quase que de imediato pelo prefeito bolsonarista do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM). Onde há fumaça, há fogo.

Rovai foi rebatido no mesmo Twitter por diversas pessoas, que o acusaram de utilizar contra o PCO o mesmo arsenal de intrigas e calúnias que o PSDB utilizou contra o PT.

Mais que isso, a publicação de Rovai e a linha editorial recente da Fórum mostram um esforço agressivo em conter pautas da esquerda no movimento de maneira a permitir que a direita, especialmente o PSDB, adentrem o movimento.

Percebendo que a maioria dos militantes da esquerda apoiaram incondicionalmente o “convite” ao PSDB para que este saísse dos atos, Rovai e a Fórum mudaram completamente de foco.

Para isso, inventaram que o PCO haveria agredido pessoas do MSTC (Movimento dos Sem Teto do Centro) e que haveriam roubado celulares de dois deles. Uma acusação sem pé nem cabeça e que até agora não se viu prova alguma.

Não atentar-se à “coincidência” de tal “notícia” só ter saído na Revista Fórum, um órgão claramente dedicado a caluniar o PCO, é como de uma cegueira tremenda.

Mas não apenas Rovai e a Revista Fórum que são dedicados a abraçar-se com a direita. Membros conhecidos de partidos como PSOL e PCdoB também destilaram capitulação, seja nas redes, seja em outros meios.

O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, postou em sua conta do Twitter o seguinte comentário:

“Algumas poucas vozes sectárias dirão que é um absurdo estar no mesmo palanque que os tucanos. Temos diferenças abissais e não deixaremos de manifesta-las sempre que necessário. Mas nesse momento, qualquer partido que queira o impeachment é bem-vindo.”

Medeiros, que parece não pagar imposto para passar vergonha, porém, acabou com a língua em brasas. Das quase duas centenas de respostas, a enorme maioria “lembrou” ao termidoriano do que aconteceu em 2013 e que esse afago com os tucanos seria o embrião de mais um fiasco da esquerda.

O PCdoB, por sua vez, conseguiu protagonizar um show de horrores que deixa Medeiros parecendo até mais esquerdista. O companheiro Rafael Dantas em seu Twitter e em seu espaço no Diário Causa Operária fez um completo relato das barbaridades proferidas pelo partido mais frenteamplista da esquerda em reunião da Frente Brasil Popular (FBP) nesta semana.

Utilizando as diversas organizações as quais controlam, dominaram a reunião da FBP para ficar repetindo monotonamente que a direita deveria ser bem vinda aos atos. O onanismo do PCdoB para promoção da frente ampla foi devidamente “chutado” para fora. Participantes da reunião lembraram que foi deliberado em reunião anterior que a FBP não se aliaria com a direita golpista, que colocou Bolsonaro no poder.

O PSTU, mais conhecido por ter apoiado o golpe de 2016, escreveu em seu sítio oficial uma matéria defendendo a aliança com a direita, como pode ser visto abaixo:

“Na luta pelo Fora Bolsonaro, ou seja, para se pôr fim a esse governo, que é praticamente um consenso (ou deveria ser) que conta com um projeto autoritário, deve-se contar com todas as forças políticas que se disponham a ir às ruas contra ele. Todos os setores, incluindo a direita democrática-liberal.”

Para um partido que criticou o PT durante anos por suas alianças com a direita, é de perguntar-se o que foi colocado na água dos morenistas para defenderem a participação do PSDB nos atos.

Ainda mais além, o PSTU chega a colocar o PSDB como democrático:

“Não só é uma imbecilidade completa hostilizar o PSDB nas manifestações, como se deve fazer exatamente o contrário: exigir que todos os setores que defendem as liberdades democráticas e o fim deste genocídio participem também.

Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso sabe que o PSDB não defende liberdade democrática alguma. Capitanearam o golpe de 2016, aplaudiram a prisão de Lula, apoiaram Bolsonaro em 2018 e, agora, votam em mais de 70% das vezes, no Congresso Nacional, com o governo genocida.

Seguindo esta lógica bizarra do PSTU, só falta dizer que Bolsonaro é democrático. O que não seria nenhuma surpresa para quem viu o circo protagonizado pelo PSTU durante o golpe de 2016.

Por fim, mas não menos importante, há a figura de João Pedro Stedile, presidente do MST. Para ele, é importante que a burguesia se some aos atos, pois isso significaria o enfraquecimento do governo.

Sobre o PSDB, Stedile, de maneira bem beata, perdoa o golpismo tucano e seu apoio a Bolsonaro devido a uma fictícia “autocrítica” do partido capitão do golpe de 2016. Como dito anteriormente, o PSDB vota em 70% das vezes com Bolsonaro. Esta “autocrítica” não passa de oportunismo do tipo mais rasteiro.

“Todo mundo sabe que o PSDB, o governador João Doria, apoiou a candidatura do Bolsonaro. Eles são responsáveis por isso que está aí. E são bem-vindos, porque fizeram autocrítica e agora estão se somando ao ‘Fora, Bolsonaro!’”, diz Stedile.

Ao que parece, Stedile está mais do que preparado para rifar milhares de trabalhadores sem terra para o PSDB. Ao que parece, ele esquece das barbaridades feitas contra os movimentos de luta pela terra durante o governo do entreguista Fernando Henrique Cardoso.

A tentativa de agradar a direita não se justifica em “agregar forças”, muito pelo fato de que a direita não tem apelo popular algum. A direita tradicionalmente só leva gente às ruas mediante pagamento.

Vitória em uma “batalha”, mas a “guerra” continua

Apesar das sabotagens, capitulações e artimanhas do termidor e seus amigos da direita, a militância da esquerda venceu a batalha.

A sequência mirabolante de ataques da esquerda termidoriana não conseguiu desestabilizar o movimento. Pelo contrário, mostrou que a mobilização das massas é sólida e tende a expandir-se.

Mais do que isto, como foi enumerado em diversos órgãos da imprensa burguesa internacional (Deutsche Welle, EFE, France24), os números de Lula crescem de maneira agressiva pesquisa após pesquisa. Que pese o fato de que estas pesquisas são feitas para sempre diminuir a performance dos candidatos da esquerda.

Lula cresce junto com os atos. Isto é inegável. Por isso, há um esforço da direita e da esquerda termidoriana em enfraquecer os atos.

A “retirada” do PSDB do ato em São Paulo simbolizou o fracasso desta tentativa dos golpistas em apodrecerem a mobilização popular. O jornal El País, em uma de suas manchetes admitiu o fato ao dizer “Protestos contra Bolsonaro repetem êxito, mas não extrapolam bolha da esquerda”.

O PSDB, que detém uma poderosa máquina, utilizará a imprensa burguesa para fazer pressão sobre as organizações de esquerda. A golpista Folha de São Paulo, em uma aglomeração de palavras (estaríamos sendo perversos com a palavra “artigo” se assim nos referíssemos), procurou, no início da semana, incentivar a esquerda a se posicionar contra o PCO e a favor do PSDB.

Apesar da vitória, a guerra não está ganha. Os inimigos dos trabalhadores utilizarão todos os tipos possíveis e imagináveis de artimanhas contra o movimento. É necessária a atenção contra os termidorianos e seus amigos da direita.

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