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Região Sul registrou atos em mais de uma centena de cidades

Análise Política

“O Imperialismo é o grande problema da humanidade”

Tudo sobre a análise política de Rui Costa Pimenta no Brasil 247 dessa terça-feira

Rui Costa Pimenta, Presidente Nacional do PCO – Foto: Reprodução

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Na Análise Política com Rui Costa Pimenta dessa terça-feira, 20, na TV247, no Youtube,  o Presidente Nacional do PCO começou abordando o contexto internacional, em especial a situação de Cuba, atacada recentemente por mobilizações estimuladas pelo imperialismo americano, que, aproveitando a crise econômica mundial aliada ao embargo contra a Ilha, impulsionou bilhões de mensagens nas redes sociais contra o regime. Houve várias manifestações expressivas, reconhecidas pelo próprio governo cubano. Para Rui Costa Pimenta, “nós temos que lembrar sempre, se nós não lembrarmos já seria uma canalhice, que Cuba está submetida a um embargo econômico muito duro dos Estados Unidos”. As pessoas pedem mudanças na Ilha, mas esquecem desse embargo genocida que obstaculiza o desenvolvimento do país há mais de 60 anos. “Se Cuba fosse um país com desigualdades flagrantes como o Brasil, nós teríamos um episódio do tipo Haiti”, afirma Rui, mostrando que a preocupação com a Ilha, apesar de todos os problemas, é politico, para desestabilizar o regime. Na sua visão, porém, não parece que o governo cubano cairá por causa dessas manifestações, contra as quais não houve, por parte do governo, nenhuma repressão, ao contrário do que houve na  África do Sul e na Palestina.

O governo agiu bem e, apesar da propaganda contra, é natural que tenha manifestação diante da crise e das dificuldades materiais do país. Sobre a solidariedade da esquerda em geral ao regime cubano, Rui a considerou muito pequena, podendo ser bem maior diante dos ataques do imperialismo. Deveria apoiar mais. Para ele a questão é de soberania nacional. Os setores que se dizem trotskistas da esquerda nacional e que apoiaram o ataque a Cuba não têm nada em comum com o Partido da Causa Operária – que apoia Cuba -, afirma Rui. Esses setores consideram Cuba uma ditadura, que se enriquece à custa do povo e não segue o socialismo, uma posição muito pró-imperialista, que além do mais, apoiou o golpe no Brasil, critica Rui.

Sobre a intervenção da China em apoio a Cuba, o presidente do PCO afirmou que o governo chinês apoia muito as empresas capitalistas, que estão de acordo com o imperialismo, apesar de o país também ser atacado por ele. Já o papel dos russos poderia ser mais efetivo. Informa que a Venezuela já ajudou Cuba, mas no momento o país, como muitos outros, está em dificuldade financeira. Rui enfatiza que o embargo econômico é uma política genocida e que muitos esquerdistas, que se dizem democráticos na crítica a Cuba, não denunciam.

Sobre a morte do presidente do Haiti, país vizinho a Cuba, Rui Costa diz que a situação é crítica, vendo o assassinato como mais um conflito entre facções internas, pois o presidente era um aliado dos americanos.

Na sequência da análise internacional, Rui abordou os direitos individuais com relação à obrigatoriedade das vacinas e informou que a esquerda francesa, assim como a direita, também foi a favor de condicionar o acesso a determinados lugares às pessoas vacinadas, reiterando sua opinião e a do PCO  favoráveis à vacina, mas não pela imposição. No Brasil, defenderam a obrigatoriedade da vacina antes de adquiri-la, critica Rui.

Rui Costa Pimenta afirma ainda que o imperialismo é o maior inimigo dos trabalhadores no mundo inteiro e contra ele todos devemos lutar.  Lembrou o caso de espionagem praticado pelo imperialismo contra o governo Dilma e comparou com a época da ditadura militar no Brasil, que grampeava as pessoa suspeitas, que ficavam sob vigilância. Para Rui, vivemos numa ditadura mesmo vivendo num suposto regime democrático, mas que está totalmente controlado, vigiado. Rui Costa alertou ainda sobre as relações da família Bolsonaro com o governo de Israel nessa questão de espionagem

Na politica nacional, Rui Costa esclareceu sobre a formação da terceira via em torno do governador de São Paulo, João Doria(PSDB), tão fascista quanto o próprio Bolsonaro. João Doria seria a opção contra o candidato de FHC, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul pelo mesmo partido golpista. Rui criticou ainda a CPI, que só está desgastando Bolsonaro, porém o apoia e está sendo turbinada com recursos dispensados pelo governo em troca de apoio.

Sobre Lula, Rui deixa claro mais uma vez que o ex-presidente não é o candidato da burguesia e será duramente atacado.

A mobilização do dia 24

Sobre o 24 de julho, dia das próximas mobilizações, Rui Costa informa que toda a tentativa de expulsar o PCO dos atos foi apenas um balão de ensaio, uma provocação, atitude relacionada ao pessoal ligado ao governador Doria. Aborda o conflito com Carmem Silva, que de fato difamou o PCO, que se defendeu e esclareceu a questão.

Com relação à expulsão do PCO na organização dos atos em Florianópolis(SC), criticou a coordenação do movimento e expôs a farsa da votação e das atitudes da organização, manipuladas e provocadas pelo PDT, cujos partidários de Ciro Gomes querem tomar conta da manifestação, de confiscar os atos para favorecer a terceira via, a via da direita golpista.

Rui Costa Pimenta critica a desorganização da esquerda, que prega ainda o “fique em casa”. Porém, os militantes e as pessoas mais politizados, que estão entendendo o contexto político, levarão muitas pessoas nos atos, que crescerão bastante e inclusive levarão o povo da periferia, que está sofrendo muito com a situação política e econômica do país. Rui finaliza o programa comentando sobre a facada fake de Bolsonaro(motivo de um documentário),  que ainda tem muitas coisas estranhas, como a não perseguição ao Adélio, autor da facada.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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