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Congresso golpista

116 processos de impeachment: por que sair às ruas no 1º de maio!

A esquerda prefere confiar no congresso golpista a mobilizar o povo. É preciso que todos saiam às ruas neste 1º de Maio, pelo "Fora Bolsonaro"

Arthur Lira e Bolsonaro – Foto: Reprodução

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Uma matéria divulgada pela Folha de São Paulo dá conta que, desde que assumiu a presidência da Câmara dos Deputados, o deputado Arthur Lira (Progressistas) já recebeu 55 pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro para sua apreciação. Seu antecessor, Rodrigo Maia (DEM), havia recebido 66 pedidos de impeachment em todo o seu mandato. 

Os pedidos são enviados para o presidente da Câmara, que deve avaliá-los e posteriormente submetê-los à análise de uma comissão especial e, depois, do plenário da Câmara. Caso ele obtenha 342 de 513 votos totais, ele segue para o Senado. No Senado, deve receber ao menos 54 dos 81 votos para, por fim, ser efetivado o impedimento do presidente.

Arthur Lira não dá sinais de que irá apreciar nenhum desses processos. Sua justificativa é que Rodrigo Maia também não o fez em sua gestão, então ele irá seguir com a mesma política. Um setor da esquerda o acusa de não fazê-lo por ser aliado de Bolsonaro, no entanto, trata-se de uma análise muito superficial da questão. É evidente que a política da burguesia é manter Bolsonaro no poder até o fim do mandato e até reelegê-lo se necessário.

Além disso, há algumas ações de deputados no sentido de supostamente pressionar o presidente da Câmara a apreciar os pedidos de impeachment, no entanto, são todas ações bastante incipientes. Duas delas são protagonizadas pela direita. Primeiramente, um mandado de injunção apresentado pelo deputado do MBL Kim Kataguiri (DEM) e pelo vereador de São Paulo, Robinho Nunes (Patriotas). Os dois direitistas sabem, naturalmente, que isso não irá levar à derrubada do governo, no entanto, executam a ação com a intenção de fazer demagogia e de procurar derrubar a popularidade de Bolsonaro para impulsionar a candidatura de alguém da direita tradicional.

Este mandado foi vetado pela ministra do Supremo, Carmen Lúcia, que afirmou que quem deveria acatar o pedido de impeachment ou não é o presidente da Câmara, segundo a própria lei, que o STF finge respeitar quando lhe é conveniente.

A outra ação é ainda mais grotesca e ridícula. Trata-se de um grande pedido de impeachment coletivo, que seria assinado pelos presidentes do PT, PSOL, PCdoB, PDT, PSB, Rede, Cidadania, UP e PV – todos partidos de esquerda ou pseudo-esquerda – em conjunto com Joice Hasselmann e Alexandre Frota, ambos representantes da extrema-direita mais oportunista possível. A reunião para decidir sobre isso se deu na sexta-feira (23). Entre as medidas absurdas discutidas pelo grupo, está a possibilidade da realização de atos conjuntos de todos esses setores, mesmo que estes não sejam presenciais – discutiu-se a possibilidade de atividades virtuais, carreatas e outras coisas inúteis, tudo isso em conjunto com membros da extrema-direita.

A farsa do “super” pedido de impeachment é ainda complementada com a desmoralização de toda a esquerda, que se mostra disposta a sentar com golpistas e bolsonaristas supostamente arrependidos para procurar botar em prática um plano que será, obviamente, um fracasso total e absoluto. 

Sobre essa questão é preciso fazer alguns apontamentos. Primeiramente, que o processo de impeachment é todo controlado pela burguesia. Basta observar como se desenrola o próprio processo que isso ficará claro. Nesse sentido, é preciso compreender que é algo que só irá para frente com a autorização da burguesia. O principal motivo pelo qual os 121 processos permanecem empilhados na mesa do presidente da Câmara é justamente o fato de que a burguesia não quer levar adiante a derrubada de Bolsonaro.

A esquerda, ao encorajar esse tipo de ação, se coloca totalmente a reboque da burguesia e anula a sua capacidade de ação, que deve estar relacionada justamente com a mobilização do povo. 

Em segundo lugar, deve-se chamar a atenção para o fato de que não há nenhuma diferença fundamental entre o atual presidente da Câmara e o anterior, Rodrigo Maia, que inclusive, é visto como um grande opositor de Bolsonaro – tendo sido convidado inclusive para participar do Primeiro de Maio virtual farsesco das centrais sindicais. Da mesma forma que Lira agora o faz, Rodrigo Maia sentou em todos os processos de impeachment pedidos contra Bolsonaro. Se agora ele procura fazer demagogia, criticando o presidente ao compará-lo com Lula e outras coisas do tipo, só mostra o cinismo total da direita. E o fato da esquerda acreditar nessa demagogia e procurar validar esse gigantesco inimigo da população é um demonstrativo de que a esquerda está numa política totalmente sem rumo e desesperada.

Por fim, e não menos importante, pode-se chegar à seguinte conclusão, sobre esse caso: pode-se protocolar 1000 pedidos de impeachment na Câmara, que eles não irão derrubar Bolsonaro. A esquerda, que tirou férias eternas com a pandemia, fechando a porta dos sindicatos e das sedes dos seus partidos, procura fingir que faz algo a respeito do genocídio da população ao apoiar essas medidas farsescas. No entanto, isso não irá resolver o problema de ninguém. A única forma de se combater Bolsonaro e a direita é com o povo nas ruas.

Nesse sentido, o PCO e os Comitês de Luta chamam todos a saírem às ruas no Primeiro de Maio, o dia de luta mais importante da classe trabalhadora. O Ato Nacional ocorrerá na Avenida Paulista, em São Paulo, às 15 horas. 

A política de ficar em casa já se mostrou totalmente falha e custou muito caro para a população. Toda a farsa de manobras institucionais, como os pedidos de impeachment no Congresso, são uma demonstração da falência total da política da esquerda institucional no enfrentamento ao golpe de estado.

Já está claro para todos que é preciso sair às ruas, exigindo o Fora Bolsonaro e Lula Presidente, em 2022. É preciso fazer uma gigantesca manifestação no próximo sábado, que irá colocar os golpistas na defensiva e procurar desenvolver as mobilizações no sentido de impor uma verdadeira derrota ao golpe de Estado. Além disso, é preciso lutar pelas pautas mais urgentes da classe trabalhadora nesse momento, como a quebra de patentes das vacinas para a sua produção no Brasil e vacinação em massa do povo, além de um auxílio emergencial de, pelo menos, um salário mínimo para toda a população, contra a fome e a miséria.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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