Menu da Rede

Biden, o pior inimigo dos imigrantes

A fome em alta

Arroz e feijão subiram 10 vezes acima da inflação em 2020

O caos atinge a mesa do trabalhador. Com os preços exorbitantes os pratos continuarão vazios. E os remédios e hospitais também não tem para o trabalhador, só para a burguesia.

Inflação no preço dos alimentos – Foto: Prefeitura de Fortaleza

Com pandemia, crise econômica, perda de direitos trabalhistas e previdenciários, desemprego recorde no país, agora também os preços dos alimentos tornam-se cada vez mais proibitivos para o povo trabalhador e produtor das riquezas do país.

O arroz e o feijão, prato diário do brasileiro, sobe 10 vezes acima da inflação oficial.

 Levantamentos do FGV-IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) para os últimos doze meses, indicam que o preço do arroz foi reajustado em 60,8%, do feijão em 69,1% enquanto que a inflação ficou em 6,1% segundo o indicador IPC-FGV.

A carne bovina aumentou 27,2%, o frango 13,9%, os ovos 10%, a cebola 41,1% e a batata 19,4% e o preço do tomate baixou 24,6%. No mesmo indicador, considerados apenas os produtos de alimentação, o índice é de 11,8% de aumento de preços.

Os especialistas explicam a inflação dos alimentos como consequência do aumento das exportações, devido à alta do dólar, o que leva a falta de alimentos para abastecer o mercado interno. No caso do arroz, as exportações aumentaram 260% entre março e julho de 2020.

Desse modo, pagamos mais caro para evitar que os exportadores deixem de exportar, o que sai mais barato para eles. Os preços que os consumidores pagam compensa deixar de exportar, e o deslocamento da produção até o consumidor percorre espaço infinitamente menor e com menor custo que se fosse exportado.

Sem emprego já fica difícil se alimentar, com o aumento dos preços do arroz com feijão, fica impossível. O trabalhador não tem como sobreviver nessas condições. Mas apesar disso o impacto dos preços de alimentação são sentidos mais pela classe de baixa renda, enquanto a classe de alta renda pouco sente o impacto.

Com a crise econômica agravada pela pandemia a produção mundial ficou reduzida, assim os países mais ricos importam a produção dos países mais pobres que são os maiores exportadores de alimentos e matérias primas, ocasionando o maior aumento dos preços nesses países, como é o caso do Brasil. E a tendência é de continuidade dessa situação.

Soma-se a isso a brutal queda nos investimentos que tivemos, em 2011 foram investidos na economia 338 bilhões de reais e em 2020 apenas 153 bilhões. A redução em 30% da atividade econômica entre 2013 e 2020. A forte queda de 5% no comércio, levando a que 6 milhões de empresas de diversos setores encontram-se em processo de venda. Deterioração do mercado de trabalho em expansão.

O quadro atual é de queda de consumo da produção de bens e serviços, por causa do desemprego em massa e falta de investimentos produtivos. As empresas preferem investir no mercado financeiro, e assim a produção vai paralisando e gerando desemprego, fome e miséria para a classe trabalhadora. Enquanto isso, a elite, os 10% mais ricos continuam aumentando seus lucros. 

É essa a política genocida e criminosa dos governos golpistas que vieram a partir do golpe de estado em 2016 contra a presidenta Dilma Rousseff. Esse é o neoliberalismo, que provoca na sociedade o caos, a fome e a miséria, enquanto os mais ricos ampliam ainda mais a renda.

Ao cortar investimentos do estado e privatizar as empresas, transferem o dinheiro do povo através do pagamento da dívida pública aos bancos, para a iniciativa privada. E não estão nada preocupados com a quantidade enorme de pessoas morrendo de fome, miséria e pelo vírus. 

Outra coisa nefasta é não investir nada na saúde, e ao invés disso, corta verbas do setor durante a pandemia matando o povo como moscas por não ter hospitais, leitos, UTIs, medicamentos e profissionais em quantidade suficiente para o atendimento. Isso após uma ano de pandemia. Tempo houve o que não houve foi vontade de fazer. 

O discurso do governo é claro, salvar a economia, que significa salvar as empresas e por consequência deixar o povo morrer, sem emprego, sem renda, sem onde morar, sem hospitais e sem comida. É uma tragédia anunciada e já em andamento desde o golpe. A pandemia apenas piorou mais a situação.

E como a burguesia têm recursos para se alimentar, pagar médicos e hospitais podem sobreviver, enquanto isso o trabalhador não tem nada para sobreviver. A única coisa que poderá salvar os trabalhadores é que eles se unam através de sua própria organização, em conselhos populares nos bairros, escolas e empresas, etc e tracem um plano de reivindicações e saiam às ruas para lutar contra esse governo genocida. 

Caso contrário ficarão em casa esperando a morte chegar por vírus, fome e miséria, ou mesmo com a polícia ou as milícias nazi-fascistas invadindo e espancando, como de costume,  aos pobres, trabalhadores e pretos.

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

Diferentemente de outros portais, mesmo os progressistas, você não verá anúncios pagos aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos de maneira intransigente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Trabalhamos dia e noite para que o DCO cresça, se desenvolva e seja lido pelas amplas massas da população. A independência em relação à burguesia é condição para o sucesso desta empreitada. Mas o apoio financeiro daqueles que entendem a necessidade de uma imprensa vermelha, revolucionária e operária, também o é.  

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com valores a partir R$ 20,00. Obrigado.

SitesPrincipais
24h a serviço dos trabalhadores

DCO

O jornal da classe operária
Sites Especiais
Blogues
Movimentos
Acabar com a escravidão de fato, não só em palavras
Cultura

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.