Esquerda que a direita gosta
Economista tucano “investe” em candidatos do PSOL e do Novo, no Rio de Janeiro
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RIO DE JANEIRO/BRAZIL, 14APR09 - Participants captured during the World Economic Forum on Latin America in Rio de Janeiro, Brazil, April 14, 2009.
Copyright World Economic Forum (www.weforum.org)/Photo by Bel Pedrosa
O e-presidente do Banco Central e "investidor", Armínio Fraga | Foto: Reprodução

Ex-presidente do Banco Central e elaborador dos programas econômicos do PSDB,  Armínio Fraga voltou a ocupar as páginas da imprensa burguesa, com a revelação de que o banqueiro estaria financiando um candidato a vereador do PSOL em Duque de Caxias (RJ). A denúncia foi realizada pela Veja  na matéria “O ecletismo eleitoral de Armínio Fraga: dinheiro para o Novo e para o PSOL” (28/9/2020), apontando o candidato psolista à Câmara de Vereadores da cidade, Wesley Teixeira, teria recebido R$30.000 de Armínio Fraga. A matéria destaca que o neoliberal teria ainda apoiado uma candidatura do Novo à vereança da capital fluminense, um advogado de nome Pedro Duarte que teria recebido R$5 mil a menos do que o esquerdista.

O caso parece um tanto curioso a princípio, justamente pela situação de um candidato oriundo do partido que se diz “à esquerda do PT” ser apoiado por um dos mais notórios neoliberais do País, o que é acrescido do contrastar com o de outra candidatura, que embora mais ideológica e politicamente alinhado a Fraga, aparece agraciado em cerca de 16% a menos do que um candidato supostamente socialista.

Presidente do Banco Central nos piores anos do regime entreguista de Fernando Henrique Cardoso, Armínio Fraga é elogiado pela direita e os setores mais poderosos da burguesia graças a determinação com que arrasou a economia brasileira. É de sua gestão o recorde histórico da taxa básica de juros no Brasil, que em 1999 atingiu inacreditáveis 45% ao ano. Para efeitos de comparação, a economia geral teve crescimento 0 no ano em questão, o que implica no Estado nacional remunerando o parasitismo financeiro em taxas expressivamente superiores ao que o País produzia de riquezas para pagar a farra. E um dos personagens centrais desse verdadeiro roubo em larga escala da nação e do amplo conjunto da população era justamente Armínio Fraga, autodeclarado “esquerda pra valer”.

O patrocínio da burguesia ao PSOL não é exatamente uma novidade. Uma das maiores entusiastas da Lava Jato no partido, Luciana Genro já protagonizou um escândalo ao aceitar R$100 mil da Gerdau nas eleições municipais de 2008, quando a psolista disputava a prefeitura da capital gaúcha. Na disputa presidencial de 2006, a primeira com a participação da legenda, a então candidata Heloísa Helena compareceu ao evento “ 7º Encontro Latino Americano de Líderes Lojistas”, promovido por empresários ligados a Conferência Brasileira de Pastores e Igrejas Evangélicas, onde a mesma atacou o Bolsa Família e o governo Lula. A novidade aqui reside no apoio do núcleo duro do imperialismo ao PSOL, comprovando que a política do partido não tem grandes conflitos com os interesses da burguesia.

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