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Armas de “hackers”: manobra de perseguição dos golpistas
PF
Armas de “hackers”: manobra de perseguição dos golpistas
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A ofensiva reacionária e repressiva do regime golpista às revelações demolidoras do sítio The Intercept, que a cada novo vazamento deixa ainda mais às claras o verdadeiro caráter da “Operação Lava Jato”, que não é outro senão um instrumento político a serviço da extrema direita, da burguesia e do grande capital, evidencia a evolução dos aspectos fundamentais do regime em direção a uma ditadura aberta e sem disfarces.

O episódio mais destacado da semana, envolvendo a prisão, pela famigerada Polícia Federal, de quatro supostos “hackers”, sob a acusação de terem sido os violadores dos aparelhos celulares dos “incorruptíveis” Sérgio Moro e Deltan Dellagnol, respectivamente Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública e Procurador da República, expõe e desnuda todos os verdadeiros propósitos do golpe e da operação que derrubou – de forma arbitrária e ilegal – o governo eleito em 2014.

O objetivo fundamental de toda a operação arquitetada pelo imperialismo e o conjunto das forças reacionárias e direitistas do país, se em algum momento ficou oculta ou turva, os acontecimentos que estão se sucedendo no país não mais permitem que haja qualquer dúvida a respeito do que pretendem os golpistas, o imperialismo e a burguesia, que é a instalação de um regime de força, policial, perseguidor e fascista, abrindo as portas para a supressão definitiva das puramente formais “liberdades democráticas” e os direitos mínimos ainda existentes (também só formalmente) na constituição do país.

A entrada em ação da Polícia Federal na questão da prisão (inconstitucional, arbitrária e ilegal) dos “hackers”, dá início (ou continuidade) a uma nova etapa de violações e pisoteamentos do ordenamento jurídico formalmente em vigor no país, onde o vale-tudo passa a ser a regra na conduta e no método das forças repressivas do Estado, indicativo de que o país encontra-se às vésperas da instalação de um regime de terror, ameaças e perseguições, particularmente contra a esquerda e os movimentos de luta da população trabalhadora.

O vale-tudo da vez é a insustentável e persecutória ofensiva da Polícia Federal contra os supostos “hackers”, onde os meganhas do Estado os acusam de estarem planejando a “compra de armas”, e de serem “parceiros antigos na prática de crimes diversos”. Provas contra os acusados? Nenhuma, rigorosamente nenhuma, assim como todas as outras “provas”, inexistentes, que foram utilizadas como pretexto para processar, condenar e sentenciar réus da “Lava Jato”, o principal deles o ex-presidente Lula, encarcerado em Curitiba há mais de quinze meses.

Está mais do que claro que a ofensiva reacionária do Ministro Moro e sua Polícia Federal tem por objetivo não só atacar direitos e conquistas democráticas da população, mas desencadear, através da mentira, das acusações e dos processos farsescos, uma onda de intimidações e ameaças a todos os que não se curvam às arbitrariedades do regime e às instituições golpistas do Estado (justiça, parlamento), que fazem “vistas grossas” ao conjunto de ilegalidades e escândalos perpetradas pelos golpistas, a extrema direita e a burguesia pró-imperialista.