Internacional
Fonte afirma que a arma que matou o importante físico iraniano tinha marcas de fabricação em Israel
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Mohsen Fakhrizadeh (1)
Mohsen Fajrizade | Foto: Reprodução
Mohsen Fakhrizadeh (1)
Mohsen Fajrizade | Foto: Reprodução

A agência iraniana Fars e o jornal The New York Times publicaram duas versões sobre a morte do físico nuclear iraniano Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi na manhã de sexta-feira (27).

A agência iraniana Press TV informou na segunda-feira (30) citando “uma fonte informada” que a arma utilizada no assassinato do cientista tinha marca e especificações da indústria militar israelense, provando que a mesma foi fabricada em Israel.

Versões do acontecido

Os tiros que mataram Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, físico nuclear e chefe da Organização de Pesquisa em Inovação do Ministério da Defesa do Irã, originam de uma arma montada em um veículo, no qual não havia pessoas e que explodiu logo após o ataque, informou a agência de notícias iraniana Fars.

Segundo o relato da Fars, na manhã de sexta-feira (27), o cientista iraniano estava dirigindo seu carro blindado com sua esposa ao lado, ao mesmo tempo que era acompanhado por um comboio de outros veículos blindados.

Em um certo momento, a escolta foi à frente de Fakhrizadeh para verificar a área para a qual o grupo estava se dirigindo.

De repente, houve um tiro que fez com que o cientista parasse na beira da estrada, pois ele achou que estava acontecendo algum tipo de pane no carro. Outros tiros se seguiram de uma metralhadora controlada a distância, que estava montada em um carro Nissan estacionado a cerca de 150 metros de distância. Uma das balas teria atingido as costas do físico nuclear, e alguns minutos depois o carro com a arma explodiu.

“Todo o incidente durou três minutos, pois nenhum assassino estava presente no local, e os tiros foram disparados apenas com armas automatizadas”, afirma a Fars.

O proprietário do veículo que transportava a arma, de acordo com os dados, não reside no Irã há um mês.

O jornal The New York Times publicou uma versão diferente do evento, embora citasse a mídia iraniana.

Segundo o jornal, o Nissan abandonado estacionou em uma rotatória, detonou e derrubou uma linha elétrica. Em seguida, apareceu um grupo de 12 homens armados, alguns em motocicletas e outros em carros estacionados nas proximidades, os quais abriram fogo em seguida. De acordo com o diário, Javad Mogouyi, que trabalha para o Corpo Revolucionário da Guarda Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) é citado no caso.

Pelo menos três tiros atingiram o especialista nuclear iraniano, e os 12 assassinos escaparam ilesos, disse a fonte.

Fim do especialista nuclear

A mídia estatal iraniana relatou uma procissão fúnebre para Fakhrizadeh. Seu caixão é movimentado entre várias mesquitas em todo o país, e é esperado que o cientista seja enterrado na mesquita do Imã Khomeini, no Teerã, nesta segunda-feira (30).

Fakhrizadeh foi professor de física na Universidade Imã Hussein no Teerã, Irã, e chefe da Organização de Pesquisa e Inovação em Defesa do Ministério da Defesa do país. Além de ser um dos cientistas mais influentes e de alto escalão no Irã, ele estava entre as cinco personalidades iranianas na lista das 500 pessoas mais poderosas do mundo, elaborada em 2013 pela revista norte-americana Foreign Policy.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas