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Caos na Argentina.
Argentina: voluntários distribuem comida nas ruas por conta da fome
Governo neoliberal de Macri intensifica a exploração da classe trabalhadora e destrói a economia do país para beneficiar banqueiros.
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Caos na Argentina.
Argentina: voluntários distribuem comida nas ruas por conta da fome
Governo neoliberal de Macri intensifica a exploração da classe trabalhadora e destrói a economia do país para beneficiar banqueiros.
Mulher protesta contra a fome em passeata em Buenos Aires. Foto: Agustin Marcarian/Reuters
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Mulher protesta contra a fome em passeata em Buenos Aires. Foto: Agustin Marcarian/Reuters

A situação na Argentina caminha em direção ao caos absoluto. O governo neoliberal de Mauricio Macri (Proposta Republicana) tem conduzido a economia do país de acordo com os interesses do capital financeiro, subtraindo do povo, as condições mais elementares de sobrevivência.

Nesta semana, o Congresso argentino aprovou uma lei emergencial alimentar para evitar um colapso social sem precedentes. A lei, entretanto, foi votada por unanimidade no Senado na quarta-feira (18), após passar pela Câmara dos Deputados. A medida, no entanto, contribui com um aumento de 50% nas assistências alimentares – equivalente a cerca 8 bilhões de pesos, ou seja, cerca de R$ 540 milhões.

Neste ínterim, enquanto o povo não recebe a ajuda do Estado, voluntários se solidarizaram através de uma mobilização para a distribuição de comida aos que carecem de alimento. A iniciativa tem ganhado corpo, sobretudo, devido ao aumento da fome no país. O cardápio da última quinta-feira (19), servido no coração do bairro popular de Nova Pompeya, no sul de Buenos Aires, mobilizou uma dezena de voluntários da associação “Los Barditos”, que, por sua vez, preparam polenta e massa à bolonhesa para os mais afetados pela política neoliberal de Macri.

Em entrevista ao canal de notícias RFI, um dos participantes da iniciativa, Jonathan Gagliardi afirma: “são pratos consistentes para encarar o frio destes últimos dias de inverno”. Embora seja quase primavera no Hemisfério Sul, o frio tem aumentado o desconforto dos mais carentes e desabrigados; os termômetros ainda estão descendo até os 10°C na capital argentina.

De acordo com dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), o número de atingidos pela insegurança alimentar no país passou de 8,3 milhões em 2016 para 14,2 milhões entre 2016 e 2018, durante o governo subserviente ao imperialismo, de Mauricio Macri.

A situação da Argentina é uma demonstração clara do que pode acontecer no Brasil. Sabe-se, no entanto, que o nível de desemprego e o crescimento da miséria tem crescido vertiginosamente desde que o governo golpista de Jair Bolsonaro (PSL) tomou o Estado. A cartilha de Macri é praticamente a mesma de Bolsonaro, uma política tipicamente neoliberal que tem como fundamento a dilapidação da economia nacional e a intensificação da miséria e da exploração da classe trabalhadora em detrimento dos lucros auferidos pelos bancos e o imperialismo de conjunto.