Argentina: trabalhadores fazem quinta greve geral contra a devastação neoliberal de Macri
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Argentina: trabalhadores fazem quinta greve geral contra a devastação neoliberal de Macri
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Da redação – Desde a manhã de hoje (29), os sindicatos de toda a Argentina realizam uma nova greve geral – a primeira do ano mas a quinta no governo de Maurício Macri – em meio à gigantesca crise econômica que levou o país a uma inflação de cerca de 50%, o aumento da pobreza e das tarifas de transporte, energia e gás.

Aderiram à greve, por exemplo, os motoristas de ônibus, metrô e trem, bem como as escolas, funcionários públicos, bancários e aeroviários, organizados pela Confederação Geral do Trabalho (CGT).

“A greve tem uma altíssima adesão e isso demonstra a necessidade do trabalhador, do desempregado, do aposentado de expressarem o mal momento que estão vivendo. Aqui todos se veem afetados pela política econômica e portanto não deve surpreender o alto repúdio que está sendo expressado”, declarou Hugo Moyano, dirigente da Frente Sindical para o Modelo Nacional, citado pelo jornal Página 12.

Hove piquetes de trabalhadores bloqueando vários acessos à Buenos Aires, como parte da paralisação nacional.

Essa é a quinta greve geral desde que Macri foi eleito de maneira fraudulenta, no final de 2015. Seu governo neoliberal entregou o comando da economia para o FMI, o que tem levado a privatizações e grande desinvestimento nos serviços públicos. Mas a inflação, ao invés de diminuir, só aumenta: atualmente, ela bate os 50%. Além disso, segundo os próprios dados do governo, 32% dos argentinos vivem na pobreza.

Este ano tem eleições na Argentina, em outubro, e a nacionalista Cristina Kirchner, ex-presidenta, era a grande favorita para vencer. Nas últimas pesquisas, ela estava à frente de Macri (com uma popularidade manipulada), mas capitulou às pressões da direita e abandonou sua candidatura.

O povo argentino, desde o início do regime macrista, vem protestando contra o governo, mas a esquerda insiste em uma política conciliadora ao invés de pedir o Fora Macri, o que entra em contradição com as reivindicações populares.