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A cidade de Araraquara, localizada no interior do estado de São Paulo, encontra-se em meio a uma grave epidemia de dengue.

O último boletim da Vigilância Epidemiológica, divulgado nesta segunda-feira (19/8), acrescentou mais 679 casos confirmados da doença, totalizando 19.272 pessoas infectadas só neste ano e cinco mortes causadas pela enfermidade.

O quadro alarmante, aliás, não se restringe a Araraquara, já que outras seis cidades da região decretaram epidemia da doença este ano: Leme, Matão, Mococa, Nova Europa, Rincão e Santa Lúcia.

A política neoliberal e antipopular de austeridade, de corte de gastos públicos, posta em prática num ritmo vertiginoso desde o golpe de Estado de 2016, não poderia ter outro resultado. Os cortes nos orçamentos de saúde e saneamento básico, com o consequente sucateamento dos órgãos de fiscalização e vigilância e a dissolução crescente das políticas de prevenção (como a vacinação), tendem inevitavelmente a levar o país para uma situação de crise social profunda.

O aumento alucinante, nos últimos anos, em todos os cantos do país, das epidemias de dengue, chikungunya, zika, malária, febre amarela, além do retorno de doenças há muito erradicadas do Brasil, como o sarampo, são uma demonstração da deterioração das condições de vida que vem sendo imposta a ferro e fogo pela política dos golpistas sobre o povo.

O governo fraudulento de Jair Bolsonaro representa a radicalização dessa política e, por isso, somente uma luta popular sem tréguas pela sua derrubada, bem como a de todo o regime golpista, pode interromper essa política de catástrofe social e reverter o quadro geral da situação em que se encontra o povo.