Interior de SP
Em menos de um mês, três episódios de censura e perseguição política aos militantes da campanha Fora Bolsonaro ocorreram em Araraquara. A PM se destaca pela vigilância constante.
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Terminal de Integração: CTA alega que é espaço privado | Reprodução

A repressão política tem escalado em Araraquara. No dia 12 de julho, comerciantes bolsonaristas armaram uma provocação política durante o II Ato Fora Bolsonaro e acionaram a Polícia Militar para intimidar e prender militantes do Partido da Causa Operára e do Comitê de Luta Fora Bolsonaro. A PM enviou sete viaturas e cerca de vinte agentes fortemente armados, inclusive integrantes da Força Tática. Dois militantes foram levados para o I e III Distritos Policiais, na Vila Harmonia. A ação da PM deixou claro sua adesão ao bolsonarismo e sua orientação política de reprimir a esquerda e barrar a campanha Fora Bolsonaro. O coordenador do Movimento Conservador-Araraquara e assessor do deputado estadual Douglas Garcia (ex-PSL, atualmente PTB), comemorou e parabenizou nas redes sociais a violência da PM e disse que era assim que se tratava a esquerda. Há ligações estreitas entre a Polícia Militar e a extrema-direita fascista de Araraquara, em particular o Movimento Conservador.

Na manhã de quarta-feira (29), militantes foram ameaçados quando panfletavam pela Jornada de Lutas Fora Bolsonaro em frente ao estabelecimento Bom Prato, localizado na Vila Xavier. Funcionários do Bom Prato saíram do estabelecimento e tentaram impedir que os militantes distribuíssem os materiais da campanha na rua. Citaram que estava proibido pela legislação, se recusando a informar qual seria a legislação e qual o fundamento da proibição. Na sequência, ameaçaram com o acionamento da Polícia Militar.

Na quinta-feira (30), por volta das 12:00, quatro militantes panfletavam no interior do Terminal de Integração. A Controladoria do Transporte de Araraquara (CTA), órgão regulador do transporte público municipal, enviou um funcionário que interpelou os militantes e disse que não podiam fazer a panfletagem no local. Foi dito que as panfletagem precisavam ser autorizadas pela CTA, na medida em que se tratava de um espaço privado, de propriedade do orgão regulador. Os militantes tiveram que se retirar do local sob ameaças.

Há muitos anos, panfletagens e atos políticos ocorrem no Terminal de Integração. O local é um espaço público de grande circulação, pois a população araraquarense de todos os bairros passa pelo Terminal.  Nunca foi necessário ter qualquer autorização para realizar panfletagens. O procedimento sempre foi deixar um documento de identificação na cabine e explicar o motivo da entrada. Jamais se exigiu qualquer tipo de autorização.

Os três episódios, ocorridos em menos de um mês, demonstram que há uma articulação política da direita para censurar, intimidar, perseguir e, finalmente, impedir o desenvolvimento da campanha Fora Bolsonaro na cidade de Araraquara. A Polícia Militar se articula com os comerciantes e os grupos fascistas locais no sentido de manter os militantes sob constante monitoramento e pressão.

A situação em Araraquara companha a situação política nacional. A extrema-direita bolsonarista, influente nos órgãos de repressão do Estado (Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, ABIN, Forças Armadas, Guardas Municipais, Sistema Penitenciário) e apoiada pela burguesia de conjunto, procura avançar na instauração de uma ditadura militar. A perseguição sistemática que se visualiza em Araraquara aos militantes da campanha Fora Bolsonaro, bem como ocorria na época da campanha Liberdade Para Lula, é expressão do clima político fascista que se instaurou com o golpe de Estado de 2016 e a fraude eleitoral de 2018.

A Polícia Militar é a instituição que mais se destaca na perseguição política e monitoramento aos militantes de Araraquara. Em meados de 2019, sete políciais militares tentaram impedir que os militantes do Partido da Causa Operária vendessem o jornal Causa Operária na Praça Santa Cruz. Na abordagem, os PMs alegavam que havia uma atitude suspeita, mas se recusavam a responder qual era esta atitude. Em seguida, recolheram os dados dos militantes e disseram que seria montado um relatório com seus dados. Mais uma vez, se negaram a esclarecer qual seria o relatório e seu motivo.

 

 

 

 

 

 

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