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Ofensiva do imperialismo
Arábia Saudita e EUA culpam Irã pelo ataque a refinarias
EUA e seus aliados na região intensificam campanha de calúnias contra o regime iraniano.
EUA x Irã
Ofensiva do imperialismo
Arábia Saudita e EUA culpam Irã pelo ataque a refinarias
EUA e seus aliados na região intensificam campanha de calúnias contra o regime iraniano.
“Foto:’ Reprodução”
EUA x Irã
“Foto:’ Reprodução”

Não tardou muito para o imperialismo e seus satélites aliados (nesse caso aqui, a monarquia reacionária Saudita) usarem o velho e conhecido método que sempre marcou a política de dominação e opressão dos EUA sob os povos oprimidos de todo o mundo, que não é outra senão lançar acusações infundadas e mentirosas contra um determinado país adversário e/ou inimigo, na busca de um pretexto para iniciar um ataque e uma guerra, bem ao feitio do imperialismo.

Em “guerra fria” contra o Irã desde quando o regime dos “Aiátolas” se impôs sobre a ditadura monárquica aliada do imperialismo, na revolução de fevereiro de 1979, quando o povo iraniano derrubou o Xá Rezha Phalavi, os Estados Unidos nunca cessaram a campanha de provocações e ameaças ao país. Neste momento, decididos a impedir que os iranianos desenvolvam, de forma soberana e legítima, seu programa nuclear, o imperialismo mundial intensifica sua campanha de ataques e ameaças, se valendo, para tanto, de acusações caluniosas ao regime iraniano.

Com o claro intuito de lançar uma ofensiva militar contra o país persa, o imperialismo e a Arábia Saudita estão acusando os iranianos de estarem envolvidos nos ataques às instalações petrolíferas da monarquia feudal reacionária do Oriente Médio, lançados pelos rebeldes “houthis” iemenitas no final de semana, que nada mais fizeram do que praticar a autodefesa, uma vez que os sauditas vem bombardeando indiscriminadamente o país, atingindo e matando crianças, idosos e mulheres.

Sem que haja qualquer comprovação sobre o envolvimento de Teerã nos ataques, o porta-voz do Ministério da Defesa Saudita, Turki al Maliki afirmou que “os ataques não poderiam ter se originado no Iêmen”, dizendo ainda que “as capacidades dos drones e dos mísseis de cruzeiro são conhecidas em Riad por ataques anteriores” (Sítio RT, 18/09).

Por sua vez, um analista militar e oficial do exército russo aposentado, Viktor Murakhovsky, disse que os destroços, por si só, “não se qualifica como prova definitiva de que o Irã lançou um ataque como esse” (idem, 18/09). O especialista militar disse ainda que “Teerã falou em apoio ao direito de autodefesa do Iêmen”. “Além disso, não é difícil para as forças de “houthis” lançar um míssil de cruzeiro, portanto sua responsabilidade não pode ser descartada” (idem, 18/09). Complementando, afirmou ainda que “você não precisa de um especialista em foco estreito para usar esse míssil. Você precisa inserir os dados da missão de lançamento e executar o lançamento, é tudo” (idem, 18/09).

Mais uma vez, portanto, o imperialismo mundial, liderado pelos Estados Unidos, fabrica pretextos para ameaçar e atacar militarmente outros povos e nações, a exemplo do que fizeram no Iraque (onde as “ameaçadoras e terríveis” armas de destruição em massa nunca foram encontradas), com o país sendo levado à devastação, onde o número de mortos alcançaram a casa dos milhões. Mais recentemente, no início do século, outra carnificina perpetrada pelo imperialismo, dessa vez no Afeganistão, na caça aos “terroristas do Talibã”, com centenas de milhares de mortos. Também na Síria o imperialismo tentou cravar suas garras, sendo, no entanto, rechaçado e derrotado pela resistência do povo em armas.

A campanha de ataques, acusações e calúnias contra o Irã tem o claro propósito de intimidar o país que se coloca como um dos poucos que não se submete à política e aos ditames do imperialismo na região, marcada por regimes monárquicos reacionários pró-imperialistas. A ofensiva do imperialismo na conturbada região do Golfo Pérsico tem por objetivo – dentre outros – fazer retroceder a luta dos povos do Oriente Médio em defesa da sua autodeterminação, da sua soberania e do seu direito à autodefesa contra a opressão das grandes potências.