Arábia Saudita, aliada dos EUA, é uma ditadura contra as mulheres

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Nesta semana mais uma mulher foi presa na Arábia Saudita. Hatoon al-Fassi é ativista pelo direito das mulheres que, como se sabe, vivem em condição de total opressão.

Sua companheira na luta pelos direitos das mulheres, Manal al-Sharif, comentou, em suas redes sociais, sobre a prisão política de Hatoon. Desde a segunda quinzena de maio, diversas detenções foram efetuadas. Segundo o governo para garantir a ordem e o bem-estar do povo. As prisões geraram polêmicas e foram criticadas pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

O direito das mulheres ao volante se tornou lei recentemente. No último dia 24 o  veto foi suspenso e pelo menos 2.000 mulheres puderam dirigir um carro. O resultado é fruto de lutas de ativistas como Hatoon, professora da Universidade Rei Saud, em Riad. Ela foi reclusa pelas autoridades locais. Alem dela há outros nove presos políticos, fora os oito que já foram liberados.

Vale lembrar que a Arábia Saudita é aliada dos EUA, país que está no ranking da Thomson Reuters como o 10° país mais perigoso do mundo para as mulheres viverem. No Reino elas são submetidas as vontades dos “homens da casa”. São eles quem autorizam, ou não, que abram contas bancárias, realizem viagens e, até pouco tempo atrás, que dirigissem carros.

É importante ressaltar a importância da luta das mulheres pela conquista de seus direitos. Todavia ainda seguirá a condição de repressão e opressão da mulher, que só irá acabar com a derrubada total do capitalismo. Nesse sentido a luta por condições de vida melhores é a luta política.