Contra a política genocida!
Associação dos Professores Universitários do Recôncavo lança nota contra a volta às aulas em meio a pandemia
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ufba
É preciso uma ampla mobilização para barrar o genocídio | Foto: reprodução

Segue a reprodução da nota:

“Fórum Tripartite do CAHL/UFRB

Reabrir escolas em 2020 (sem uma vacina ou medicamento comprovadamente eficiente) é um perigo para a saúde de cada família que faz parte da comunidade escolar – famílias de alunos e trabalhadores da educação. As notícias de retorno às atividades presenciais nas escolas ainda esse ano parecem ignorar o descontrole da pandemia, com avanço de número de mortos e interiorização da COVID-19 em municípios menores, comunidades quilombolas, terras indígenas e periferias.

O plano genocida é mandar alunos, professores e trabalhadores das escolas como cobaias de um experimento social de alto risco. Quem ganha com esse retorno?

Ao insistir nesse assunto, contrariando todas as evidências científicas e diretrizes de segurança sanitária, os governantes não escondem a ansiedade pelo retorno da atividade econômica e colocam as vidas dos alunos e trabalhadores da educação (e de suas respectivas famílias) em uma balança perversa. Dispor dessas vidas em nome de uma fachada de normalidade é indecente. Quem vai assumir a responsabilidade quando o primeiro estudante morrer?

A falácia de que o vírus é mais ameno em crianças é irresponsável e excludente, pois a escola é feita de pessoas de todas as idades e com todo tipo de histórico de saúde. Outro “argumento” utilizado é o da adequação das escolas às medidas de distanciamento social e uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras. Mais uma meia-verdade, que não fala das dificuldades de impor essas medidas a crianças e adolescentes e do enorme impacto psicopedagógico, especialmente em crianças abaixo de 12 anos. Nem menciona de onde virão os recursos necessários para a adaptação de espaços físicos e formação de pessoal qualificado.

Somos estudantes, professores, técnicos em educação e estagiários em escolas; ninguém mais do que nós deseja voltar à escola e rever nosso local de trabalho e dedicação de vida. Neste contexto, no entanto, nos posicionamos contrariamente a reabertura de escolas em 2020 e convidamos a sociedade civil organizada e cidadãos do Recôncavo a somarem esforços a essa campanha. Pela vida e pela educação de qualidade!”

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