“Aproximações sucessivas” dos militares em todas as esferas: coronel é novo secretário de Transportes do Rio

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Os militares estão ocupando cada vez mais espaço no cenário político brasileiro. Logo após o golpe que derrubou a presidenta Dilma, foi criado o Gabinete de Segurança Institucional, ocupado pelo general Sérgio Etchegoyen. Com o aprofundamento do processo golpista, os militares começaram a levantar cada vez mais a cabeça, demonstrando que a intervenção das forças armadas é uma saída de força dos golpista contra uma possível reação popular ao golpe. O anúncio dessa política foi feito no final do último ano, durante uma reunião em uma loja maçônica. O general Hamilton Mourão declarou que a intervenção irá ocorrer em um cenário de “aproximações sucessivas”.

A mais nova “aproximação” ocorreu no Rio de Janeiro. A capital carioca, que sofre uma intervenção do exército desde o mês de fevereiro, onde o estado está sob controle de um general interventor, Braga Neto, agora terá no comando da pasta da secretária de transporte mais um militar. O prefeito do Rio de Janeiro nomeou para a secretária o Coronel Diógenes Dantas Filho.

Vale lembrar também que com a proximidade do julgamento no STF do habeas corpus do ex-presidente Lula, os chefes militares, como o comandante chefe das forças armadas, o general Eduardo Villas Bôas, passou a ameaçar abertamente o país com um novo golpe militar. Na realidade o que houve foi um golpe militar virtual, pois os generais, com o apoio da imprensa golpista, colocaram o STF sob suas botas.

A nomeação para um cargo público da prefeitura, de uma das principais capitais do país, é mais um indício da presença cada vez maior do exército na situação política. A participação dos militares é uma forma de conter por meio da força o povo, e possibilitar que os golpistas, o imperialismo, tenha sucesso ao aplicar a sua política de terra arrasada.

Diante dessas “aproximações”, como definiu o general Hamilton Mourão, está na ordem do dia a luta contra a intervenção, contra o golpe militar. É preciso organizar em todos os lugares os comitês de luta contra o golpe e se levantar contra a ameaça dos generais, contra mais um novo regime ditatorial golpista sob o país.