Política genocida 
Colapso em São Paulo

Por: Redação do Diário Causa Operária

João Doria, governador de São Paulo, anunciou a abertura de um hospital de campanha na capital com inauguração prevista para 31 de março.

Segundo informado, o novo hospital, que funcionará em um prédio na região de Santa Cecília, é propriedade particular e foi emprestado a Doria, que fará uma seleção estadual para saber qual Organização Social irá administrar a unidade, com concessões para administração avaliadas em 12 milhões de reais por mês em custeio.

Até o fim do mês o governador promete 12 novos hospitais de campanha especializados em COVID-19, dos quais quatro já funcionam. Com a demanda de mais de 900 profissionais de saúde, apesar de tentar posar novamente como gestor preocupado com a situação da contaminação no Estado, a retórica de Doria já não convence muita gente.

Nos últimos meses parou o disfarce de científico e adotou abertamente toda a agenda de Bolsonaro, a quem atacava veementemente em uma disputa política eleitoral. Doria já havia aberto hospitais de campanha no ano passado e concedido a administração a organizações com fins lucrativos, muitas das quais sofriam investigações sobre desvios de recursos e má gestão da coisa pública.

Se somando a isso, mandou abrir todos os setores produtivos e comerciais, mantém o transporte público funcionando a mais de um ano na pandemia como verdadeiras câmaras de gás móveis, cometeu o crime de reabrir escolas e colocar muitas pessoas em circulação e não sustentou a farsa da vacina que não existe em quantidade necessária.

Todos as decisões para aumentar vertiginosamente a contaminação foram tomadas por João Doria sem nenhuma hesitação. O resultado é o que vemos na rede de saúde estadual nesse momento, até domingo (14) mais de 60 pessoas morrendo sem ar em filas de espera por um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

O abre e fecha de hospitais de campanha é mais um dos absurdos da gestão Doria, já que se avaliada seriamente a situação, o estado de São Paulo não chegou a sair de uma primeira onda de contaminações que justificariam o fechamento de qualquer leito de UTI desde o agravamento da pandemia em maio de 2020.

O colapso do dos hospitais já é uma realidade, e a julgar pelas decisões de Doria de aumentar o fluxo de pessoas nas ruas e tendo como exemplo a ineficiência dos hospitais de campanha no ano passado, a tendência de piora é mais do que certa.

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