Após receber prêmio milionário, Palocci ataca Lula mais uma vez

Ch·vez chega a encontro com Dilma e recomenda 'forÁa' a Palocci

A tática dos golpistas contra Lula é a de sistematicamente trazer à tona denúncias requentadas contra o ex-presidente, todas, literalmente todas, sem nenhuma prova material de comprovação, utilizando-se de depoimentos forjados de réus da operação Lava-Jato colhidos em delações premiadas.

Nesse quesito, o “queridinho” nº 1 da turma de Curitiba e de seus associados é o ex-ministro de Lula e Dilma, Antônio Palocci. Palocci é pior do que um delator, pela sua antiga proximidade com Lula, foi comprado para produzir denúncias contra Lula e vários dirigentes do PT em fatos já exaustivamente vasculhados pelo aparato policial do regime golpista.

Em todos os momentos cruciais em que o regime dos golpistas esteve à beira da dissolução, os depoimentos de Palocci eram retirados da cartola para promover uma enxurrada de denúncias requentadas contra o PT e Lula, justamente porque o ex-presidente é a expressão maior da luta contra o golpe no país.

Foi assim em setembro de 2017, quando o golpe, depois de um ano, fazia água por todos os lados. Naquele momento, o “mimo” de Mouro acusou sem nenhuma prova um suposto “pacto de sangue” entre a Odebrecht e o PT. Em troca de benefícios para a empreiteira, Lula havia “ganho” o sítio de Atibaia e o terreno para o Instituto Lula e mais as cotas de 200 mil por palestras dadas e o PT teria abocanhado a quantia de 300 milhões de reais.

Novamente em abril de 2018, no auge da crise com a prisão de Lula, o traidor-mor foi puxado pela coleira de seu dono e voltou à carga, acusando Lula de ter loteado os cargos na Petrobras em troca de propinas, assim como os investimentos no pré-sal e que as campanhas de Dilma em 2010 e 2014 haviam sido financiadas com 80% de recursos ilícitos.

Em setembro, às vésperas da decisão do PT sobre a manutenção ou não da candidatura de Lula, Palocci foi novamente colocado no circuito em um novo depoimento para uma das operações subsidiárias da Lava-Jato, a Greenfield.

No depoimento de setembro, o Judas comprado pelas moedas do golpe, ao referir-se sobre o comportamento do ex-presidente depois da descoberta do pré-sal, afirmou que “Ele sempre soube que tinha ilícito e sempre apoiou as iniciativas de financiamento de campanha etc. Mas, no caso do pré-sal, ele começou a ter uma atuação pessoal.”

Depois de tão bons serviços prestados, o inescrupuloso Palocci foi contemplado com a redução de sua pena, estando prestes a ir para o regime domiciliar, tendo ainda liberado metade do valor bloqueado em suas contas pela Justiça do Paraná, a bagatela de 30 milhões de reais.

No auge da euforia por tanta caridade por parte do seu algoz, Palocci voltou a forjar denúncias contra o ex-presidente, em depoimento a uma outras das sucursais da Lava-Jato, a operação Zelotes.

No último dia 06/12, acusou Lula de ter acertado uma propina para o seu filho em 2013 ou 2014 [imprecisão de Palocci], no valor de 2,5 milhões, em troca de isenção fiscal para duas montadoras de automóveis. Além da falta de provas, o curioso é que Lula foi presidente até 2010 e o ato ilícito teria ocorrido 3 ou 4 anos depois, mas para os holofotes da Globo emprenhar os ouvidos entupidos da classe média idiotizada, tudo vale.

O interessante de Palocci é que, como em muitas outras denúncias, a operação não teve a sua participação. O seu depoimento é baseado em um “conversa” que teria tido com o ex-presidente Lula, que não se furtava em confidenciar ao “amigo Palocci” todos os seus segredos mais recônditos. Quanta canalhice.

O “menininho” de Moro, embora cumpra um papel absolutamente repugnante, um traidor do seu partido e de Lula, é um mero instrumento do golpe, um coadjuvante que permite a Globo e os meios de comunicação venais bombardearem Lula e o PT. Um funcionário menor comprado por 30 moedas. Em algum momento os trabalhadores saberão como lidar com esse tipo de gente.

O que importa na situação política é intensificar a campanha em torno da liberdade de Lula. O aumento da popularidade de Lula com a sua prisão, demonstra que o povo está do seu lado contra o golpe. Essa é a tarefa central da esquerda que está contra o golpe, portanto não reconhece Bolsonaro como presidente legítimo.