Desvalorização das mulheres
Com o desmonte nas politicas públicas de proteção das mulheres, o que sobre são os afazeres domésticos e o afastamento do mercado de trabalho
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A sobrecarga de atividades domésticas, impede muitas de ter seu espaço no mercado de trabalho | Arquivo EBC

De acordo com a pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a divisão dos afazeres de casa tende a sobrecarregar ainda mais as mulheres, neste período de quarentena. De acordo com Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), referente a 2019, as mulheres que trabalham dedicam em média 18,5 horas para afazeres domésticos e cuidados de pessoas da famílias, especialmente os filhos.
Das atividades que foram avaliadas na pesquisa, estão os afazeres de cozinhar e lavar louça, cuidar da limpeza de roupas, realizar pequenos reparos em casa, limpar a residência e o quintal, pagar contas, fazer compras e cuidar dos animais domésticos.
Com isso, a jornada semanal das mulheres, são de 53,3 horas semanais em 2019, sendo 34,8 horas de emprego e as 18,5 horas de cuidados da casa e das pessoas. No caso dos homens, essa jornada ocupa em média 50,3 horas semanais, sendo 10,4 horas de cuidados em casa. Esses dados consideram apenas pessoas ocupadas a partir dos 14 anos de idade.
A mídia golpista, adora enfatizar sobre o tal “empoderamento” feminino, mas sequer toca no assunto que realmente tem prejudicado as mulheres no Brasil.
A sobrecarga das mulheres aumentaram após a medida de quarentena, mas de longe isto é o principal fator, para toda esta sobrecarga de atividades domésticas.
Desde o golpe de 2016, os direitos trabalhistas tem sofrido um verdadeiro desmonte, e com isso, muitos dos direitos conquistados pela mulheres no mercado de trabalho, gerando esta brutal diferença do trabalho doméstico entre homens e mulheres.
O que tem ocorrido, é uma verdadeira destruição das políticas de apoio à mulher, como por exemplo, a falta de creches nos bairros, impossibilitando o ingresso, ou o retorno ao mercado de trabalho, a retirada de direitos e facilitação de demissões de mulheres que estão grávidas, sem contar no fator idade avançada, que no caso das mulheres, torna-se um agravante maior, do que para homens.
A atual crise sanitária e econômica que vivemos, apenas agravou ainda mais, o que já estava muito difícil. Tudo isto, tem simplesmente jogado as mulheres para dentro de casa, uma vez que não existe uma política que as proteja. Cada vez mais, são direitos e mais direitos destruídos, e o que sobrado para as mulheres, são apenas afazeres domésticos, impossibilitando-as de gerar a sua própria renda e manter o sustento do lar.
Por estas razões, que é de extrema necessidade, que seja levantando um verdadeiro movimento de luta para as mulheres, deixando evidente, o que realmente importa como pauta nesta luta, pois a realidade de muitas mulheres do século XXI, é que elas são as chefes de suas casas, e o meio de sustento delas e de seus filhos, vem única e exclusivamente de sua força de trabalho, que é de fundamental importância, mas desvalorizada por esta sociedade dominada pela burguesia parasita e pelo atual presidente da república, que destila a sua misoginia sem o menor pudor, para todos os que são obrigados a ouvir as sua fétidas declarações.
Por um movimento de luta para as reais necessidades das mulheres, começando pelo Fora Bolsonaro!

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