Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
whatsapp-image-2019-05-30-at-18-12-30
|

Os dias 15 e 30 de maio foram marcados por grandes atos nacionais que levaram mais de um milhão de pessoas às ruas do País, nos quais foram mobilizados os estudantes, professores e demais trabalhadores, contando com a presença importante dos sindicatos, partidos de esquerda e movimentos populares.

O dia 15, conhecido como o dia da greve geral da Educação, teve como estopim os cortes de 30% da verba para o ensino superior público por parte do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro. Os atos do dia 30 (última quinta-feira) foram uma continuidade desses protestos.

Entretanto, ao contrário do que se tem propagado, esses atos não são algo surgido do nada. Fazem parte do desenvolvimento da luta popular contra a direita golpista, que começou por volta de 2013 e 2014. Isso porque, apesar do imobilismo das direções, o povo iniciou uma etapa de mobilização e reação aos golpistas, processo que foi se desenvolvendo e se aprofundando conforme aumentava a crise do golpe, com a implantação de Michel Temer e depois de Bolsonaro no poder, passando pela prisão ilegal do ex-presidente Lula.

Tais atos são uma resposta não somente aos ataques de Bolsonaro à educação, mas ao conjunto dos ataques aos direitos democráticos promovidos pelo presidente fascista e os golpistas, aprofundados nos últimos meses. Por isso, na mesma medida, se desenvolveu a grande indignação popular contra o governo ilegítimo, em exigências cada vez mais frequentes e radicalizadas pelo “Fora Bolsonaro”.

Isso foi visto tanto nos atos do dia 15 como do dia 30. Embora a imprensa burguesa e a esquerda pequeno-burguesa (que segue a cartilha do monopólio das comunicações) tenham querido passar a propaganda de que os atos foram exclusivamente relativos à educação, a verdade é que a população por todo o País demonstrou que os atos foram diretamente contra o governo. Em diversas cidades, das maiores às menores, viram-se faixas, cartazes e bandeiras com inscrições do tipo “Fora Bolsonaro” e ouviram-se gritos e cânticos como o famoso “Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*” ou o próprio “Fora Bolsonaro”.

Tal tese falsa da direita e da esquerda pequeno-burguesa pode ser desmascarada de maneira irrefutável ao percebermos que esses dois atos serão seguidos da greve geral do próximo dia 14 de junho. A própria esquerda admite (de maneira contraditória com sua propaganda ou mesmo sem perceber) que os atos de maio são uma espécie de preparação para a greve geral. Mas, se a greve geral não é pela educação, então esses protestos de maio também não foram apenas pela educação. São movimentos que se enquadram na luta geral de massas contra o governo Bolsonaro e o golpe em seu conjunto.

São movimentos contra o conjunto das políticas destrutivas de Bolsonaro contra o povo. Logo, conclui-se que, para derrotar esse conjunto de medidas, não se pode lutar apenas contra uma política isolada e parcial. É preciso fazer como a própria população está fazendo: lutar pela derrubada do governo Bolsonaro. Lutar pelo Fora Bolsonaro.

A greve geral de 14 de junho é mais uma grande oportunidade da esquerda, dos sindicatos e dos movimentos populares para organizarem a população no sentido de derrubar Bolsonaro. É necessário levar essa palavra de ordem aos locais de trabalho e estudo, fazendo uma ampla agitação e propaganda demonstrando a necessidade da greve geral e da organização coesa da classe trabalhadora para por um fim ao governo ilegítimo inimigo de toda a população.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas