Fora Bolsonaro
Bioma que contém a maior área úmida do planeta passa pelo seu período mais delicado em décadas.
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Jovem Guató atravessa rio em canoa | Foto: Suzuki Ozaki

O Pantanal, bioma que contém a maior área úmida do planeta e é localizado no Centro-Oeste e em partes da Bolívia e do Paraguai, passa pelo seu período mais delicado em décadas, enfrentando a maior seca dos últimos 60 anos.

No primeiro semestre de 2020, os principais rios que cortam o Pantanal atingiram o menor nível em 50 anos. O conjunto de chuva escassa, desmatamento crescente, queimadas descontroladas e fiscalização pública praticamente inexistente são responsáveis pela atual situação calamitosa do Pantanal.

As perdas biológicas e humanas são incalculáveis, o Pantanal, provavelmente nunca mais será o mesmo. Neste cenário terrível, outra tragédia se abate sobre os povos originários que habitam a região, a fome.

Surgem relatos frequentes de dramas como o do povo Guató. Os incêndios destruíram suas moradias e fonte de sustento, às famílias não possuem o mínimo para subsistência. Na falta de água e alimentos, os indígenas estão bebendo urina de animais e comendo fezes.

Não existem médicos, alimentos, medicamentos e políticas de assistência aos povos indígenas. Para piorar, o IBAMA publicou em 21/10 (última quarta-feira), ofício ordenando interrupção aos trabalhos de combate às queimadas.

Organizações da sociedade civil tentam atuar no vácuo deixado pelo Estado brasileiro. A exemplo da VOAA (Vaquinha Online com Amor e Afeto), que criou uma campanha para arrecadar alimentos, roupas e produtos de higiene pessoal para os indígenas Guató. A ideia é atuar em conjunto com a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) e levar cerca de 400 cestas básicas ao povo Guató.

Diversas áreas de conservação e reservas indígenas foram duramente atingidas pelos incêndios na região pantaneira. A exemplo de Parque nacional do Pantanal Matogrossense, Parque Estadual Encontro das Águas, Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal, Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro e Parque Estadual do Guirá, muitas regiões de proteção ambiental foram dizimadas pelo fogo.

Em concomitância, membros do Governo Federal ligados aos latifundiários dão seguidas declarações que a solução para o problema é aumentar as áreas destinadas à pecuária e agricultura. Ou seja, claramente os incêndios da região pantaneira são ações criminosas de grupos que têm interesse em aumentar as áreas agrícolas, ao custo do meio ambiente e vidas indígenas e esses grupos têm a proteção e aval dos fascistas que tomaram de assalto todas as instâncias do Estado brasileiro.

Não podem haver ilusões, a única forma de proteger o pouco de resta de nosso meio ambiente e combater o extermínio dos povos indígenas é lutar contra o regime fascista que o golpe de 2016 e seus patrocinadores puseram no poder! Fora Bolsonaro e todos os golpistas! Fim do estelionato eleitoral! Por uma frente popular com Lula como candidato a presidência. O PCO convoca a população a se juntar a luta diária pela defesa da vida do povo brasileiro e se revoltar contra o extermínio promovido pelo fascista Jair Messias Bolsonaro e seus correligionários.

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