É preciso reagir
Os patrões são muito conscientes do que é a luta de classes e aproveitam o golpe contra os operários da Renault para aplicar novos ataques.
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Trabalhadores em fábrica da GM | Foto: Reprodução

A General Motors (GM) anúnciou que irá iniciar um programa de demissão voluntária (PDV) em duas de suas unidades fabris no Brasil, em São Caetano (SP) e em São José dos Campos (SP). A medida foi anunciada juntamente com o possivel adiamento da suspensão do contrato de trabalho (lay-off) de cerca de 3 mil funcionários, que estão com o contrato suspenso até novembro e que pode se estender até abril de 2021. Além dessas medidas foram adotados pela empresa vários programas com o objetivo de aumentar a exploração dos operários como banco de horas, férias coletivas, redução de jornada com redução salarial.

Os programas de demissão voluntária (PDV) adotados por diversas empresas são uma forma maquiada de colocar em prática a demissão de trabalhadores. Na aparência há benefícios para os trabalhadores que se demitem, mas na prática há uma enorme pressão interna que levará às demissões caso os trabalhadores não aceitem a proposta “voluntáriamente” de serem tratados como “objetos descartáveis” pelos capitalistas depois de serem explorados enquanto foi conveniente.

A imprensa capitalista como a Revista Exame faz uma enorme propaganda da GM pelo fato de que anúnciou que irá oferecer um carro para os funcionários mais antigos. Pura demagogia, uma vez que em primeiro lugar foram os próprios trabalhadores que produziram esses carros. Em segundo lugar, há uma aparência de preocupação social uma vez que suspostamente esses operários desempregados vão poder sobreviver através de serviços de aplicativo. Outra enganação, uma vez que o desemprego no Brasil bate recordes e a fome aumenta de forma assustadora, mesmo com tais serviços que represetam uma forma de super exploração do trabalho e nenhuma garantia de sobrevivência.

A decisão da GM ocorre na sequência do golpe da Renault contra os operários em Curitiba que levou à demissão de 747 trabalhadores. A greve dos operários da Renault colocaram os patrões na defensiva e poderia abrir uma nova etapa de mobilizações para a classe operária. No entanto, foi utilizado o sindicato patronal da Força Sindical para aplicar um golpe sobre os trabalhadores e aprovar as demissões numa assembleia “fake” online. Os patrões da GM e de outras fábricas aproveitaram esse golpe e seguem com sua política de ataques contra os trabalhadores brasileiros.

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