Após golpe: corte de gastos já afeta as escolas paulistas

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A política de cortes instalada no Brasil pelo governo golpista, seguindo os princípios econômicos do neoliberalismo, definidos por organizações imperialistas como o FMI e Banco Mundial, tem causado profundo impacto negativo à vida social brasileira. A enorme taxa de desemprego, a volta da miséria, o rebaixamento das condições de vida do brasileiro etc. Um de seus resultados é a destruição total de ensino básico público que se processa.

A principal política dos golpistas impuseram ao país é a emenda 95, conhecida como PEC da morte, que congela os investimentos estatais por 20 anos. De todas as áreas da vida nacional profundamente afetadas por esta a monstruosidade, a educação, talvez, esteja na situação mais dramática.

Pouco mais da metade (52%) da população brasileira adulta, de 25 a 64 anos, não concluiu o ensino básico, ou seja, não terminou ou mesmo chegou a cursar o ensino médio.  No ensino superior apenas 17% dos jovens entre 24 e 34 anos atingem o ensino superior. Os dados desalentadores constam em uma pesquisa divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Somando se a esses resultados as pesquisas que apontam que há no país cerca de 38 milhões de analfabetos funcionais dentre outros enormes problemas, pode-se concluir que para avançar na educação formal do povo será necessário enorme esforço e investimento.

Os sinais dos cortes já podem serem sentidos nas escolas paulistas, a falta de material de todos os tipos, sulfite, papel higiênico, papel crepom, papel toalha, tem causado desanimo entre os professores, pois cada dia cobra-se mais dos educadores e oferecem menos materiais nas escolas. A falta de impressoras também atrapalha a emissão de documentos e a realização de atividades e provas bimestrais.

Para esconder a responsabilidade do governo, os setores mais reacionários da burocracia da Educação, cobra muito que os professores ministrem aulas dinâmicas e diversificadas, mas sequer são oferecidas condições elementares para o funcionamento regular do processo de ensino aprendizagem.

Trata-se de uma escola arcaica, pois não possui laboratórios, computadores, impressoras e outros equipamentos extremamente necessários, mas que acabam parecendo “artigos de luxo” diante da situação em que falta até papel higiênico e copo descartável. Uma política consciente dos governos golpistas e inimigos do ensino público.

Com a chamada política de austeridade, o Plano esvaziou-se por completo, dois dos elementos fundamentais para sua aplicação eram o aumento do PIB nacional destinado à educação, de 5% para 10%, e o custo aluno/qualidade, que visava investir por aluno um valor que possibilite que se cumpra o previsto em lei. A emenda 95 eliminou a base material que possibilitaria uma avanço educacional, tornando o PNE uma mera carta de intenções.

O País sob os golpista ficará sem nenhum plano educacional, sem nenhuma perspectiva de desenvolvimento da educação pública, elemento importante para o desenvolvimento econômico. A educação do povo para os golpistas é gasto, que deve ser eliminado e os recursos destinados aos banqueiros e grandes capitalistas internacionais, deixando para o povo apenas a ignorância e a miséria.

Somente com a mobilização dos trabalhadores e de toda a população vai barrar todos os retrocessos que estão se intensificando com a política de rapina dos golpistas.