“Ajuste” é sinônimo de arrocho
Sob os gritos de apertar o cinto, o governo liberou mais de 1 trilhão aos banqueiros, corte todas as demais verbas e direitos dos trabalhadores.
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A verdade é uma só: lá vem mais arrocho e misérias aos trabalhadores e imensos ganhos aos banqueiros | Foto: Arquivo/PCO

A imprensa burguesa clama em estardalhaço sobre a necessidade das “reformas estruturantes”, “a necessidade de não perder de vista o controle fiscal”, etc.. Só o desavisados não sabem que toda essa gritaria é puro disfarce. Quando se tem em conta que sob os gritos dessa campanha e necessidades de apertar o cinto, o governo liberou mais de 1 trilhão aos banqueiros, corte todas as demais verbas enquanto, de outro lado o governo corta direitos sociais (carteira verde e amarela, MP’s do trabalho escravo, ataque aos sindicatos, etc.) para aumentar a exploração dos trabalhadores.

De fato a “Política fiscal” compõe-se de um discurso evasivo pelas quais o governo arrecada receitas e realiza despesas para cumprir três funções: estabilização da economia, por meio de baixos níveis de desemprego e estabilidade de preços; redistribuição da renda, alocando-a equitativamente entre as classes; e também a função de designar fornecimento eficiente de bens e serviços públicos, de forma a compensar as falhas de mercado”. Tudo isso, raspando o lero-lero é cortar direitos e entregar mais de 1 trilhão aos banqueiros.

Na prática, como as iniciativas de ajuste fiscal são impopulares, o governo costuma recorrer a elas quando já tem grande dificuldade para pagar as despesas primárias (pessoal, custeio, investimentos, Previdência). Ou mais tarde ainda, quando já não consegue bancá-las integralmente e precisa, por exemplo, atrasar o pagamento dos servidores públicos. Tudo isso é resultado da dilapidação do Estados pelos juros entregues aos banqueiros.

Nesse sentido, a União acumula sucessivos déficits primários desde 2014. A arrecadação caiu por causa da crise e a despesa continuou crescendo, o que obriga o governo a pegar empréstimos para pagar seus gastos básicos. Com isso, o endividamento público avança rapidamente: a dívida pública federal, que estava próxima de 52% do PIB no início de 2014, está em quase 72% do PIB.

A situação é ainda muito pior nos estados e municípios em crise porque, ao contrário da União, eles não podem emitir títulos públicos para cobrir déficits. É por isso que alguns recorrem a medidas mais drásticas, como o saque de recursos de fundos previdenciários do funcionalismo.

Novamente estamos às voltas com os brados de “austeridades”, “reformas estruturantes”, “a necessidade de não perder de vista o controle fiscal”, a verdade é uma só: lá vem mais arrocho e misérias aos trabalhadores e transferências de vultuosas somas aos banqueiros.

É preciso que os trabalhadores lutem pela estatização dos bancos e o fim do escoamento de todos os juros aos banqueiros.

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