Fraude nas eleições no Equador
Direita e judiciário no Equador inventam lei de última hora para impedir a candidatura de Rafael Correa, o ex-presidente que tem o maior apoio popular no país
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Rafael-Correa
Ex-presidente do Equador, Rafael Corrêa, nesse momento auto exilado na Bélgica. | Foto: Reprodução

Como estamos assistindo, golpes de Estado e eleições fraudadas, em todo continente latino americano praticado pelo imperialismo e principalmente pelo governo dos Estados Unidos, no Equador não é diferente. Lenin Moreno o atual presidente foi eleito com o apoio da esquerda e do ex-presidente Rafael Correa como uma continuidade da política de reformas do governo do ex-presidente, conhecida como “revolução cidadã”, ao assumir, deu um golpe, rasgou o programa com o qual havia sido eleito, rompeu com Correa e com o seu próprio partido, Alianza País, e adotou como bandeira da direita golpista o pretexto do “combate à corrupção”, para perseguir seus ex-aliados.

No final de julho deste ano. o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) equatoriano cancelou o registro do partido de Rafael Correa, o Fuerza Compromiso Social (FCS) e o condenou a 8 anos de prisão e inelegibilidade por 25 anos. Correa, neste momento é um auto-exilado politico na Bélgica e há um mandado de prisão contra ele por ter supostamente sido o mentor intelectual da tentativa de sequestro do ex-deputado Fernando Balda, em 2012, na Colômbia, onde o ex-parlamentar se encontrava, foragido da Justiça equatoriana. Varias organizações populares e e movimentos progressistas de esquerda saíram as ruas e denunciaram a operação fraudulenta para retirar o maior líder popular do país da disputa eleitoral de 2021.

A duas semanas atrás um ex-agente de inteligência do Equador, Luis Raúl Chicaiza, denunciou que foi pressionado a apresentar falsas acusações contra Rafael Correa no caso Balda. Chicaiza disse em entrevista coletiva na Argentina que foi obrigado a acusar o ex-presidente do Equador para evitar pegar nove anos de prisão e a justiça teria lhe oferecido “segurança, reinserção trabalhista e cargos públicos para meus familiares” o que segundo ele não foi cumprido. De acordo com o ex-agente foi uma trama organizada por Lenin Moreno, e com o procurador geral do Estado, Paúl Pérez Reina, junto com Julio César Trujillo quem nomeou Pérez Reina como promotora responsável pelo caso, assim como a atual procuradora responsável, Diana Salazar.

Mesmo assim, Rafael Correa, anunciou no dia 18 de agosto que seria vice candidato a presidência do país, em uma chapa com Andrés Araus ex-ministro da cultura por meio da coligação União Pela Esperança (UNES). Para completar o processo para concorrer as eleições, Rafael Correa repassou uma procuração para sua irmã em que ela poderia aceitar a candidatura de seu familiar e carimbar sua assinatura eletrônica como prova. No dia 1º de setembro o Conselho Nacional Eleitoral, decidiu não reconhecer a candidatura de Rafael Correa à vice-presidência, apesar de o ex-presidente cumprir os requisitos exigidos pela entidade que é aceitação expressa, não delegável e altamente pessoal.

Correa, através de suas redes sociais apresentou a aceitação afirmada de sua candidatura eletronicamente. Porém, mostrando claramente mais um golpe da direita contra a esquerda no continente e contra o ex-presidente Rafael Correa, e o caráter fraudulento do processo eleitoral equatoriano o CNE introduziu uma alteração na lei de última hora, na qual o candidato deveria se apresentar pessoalmente para a conclusão do processo de candidatura. Como há mandados de prisão contra o Correa, seria suicídio dele, se apresentar diante dessa direita golpista e da ditadura estabelecida de Lenin Moreno no país. Arauz chegou a dizer que vai insistir na nomeação de Correa, apesar de o período de pré-candidatura ter terminado em 3 de setembro.

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